What do you think?


O Antigo Regime e a Revolução: memórias políticas
Memórias políticas de Diogo Freitas do Amaral do período (1941-1975).
- GenresNonfictionHistory
540 pages, Hardcover
First published January 1, 1995
About the author
Diogo Freitas do Amaral
51 books22 followersDIOGO FREITAS DO AMARAL nasceu na Póvoa de Varzim, a 21 de Julho de 1941. Licenciou-se na Faculdade de Direito de Lisboa (1963) e nela se doutorou em Ciências Jurídico-Políticas (1967). Na mesma ensinou Direito Administrativo (1964- 2007). A partir de 1977 tornou-se também Professor de Direito na Universidade Católica de Lisboa.
É um dos fundadores (19 de Julho de 1974) do Centro Democrático Social (CDS). Presidiu à União Europeia das Democracias Cristãs (UEDC) (1981-1983), foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (1977-1978; 1980; 2005-2006), Primeiro-Ministro interino (1980-1981) e Ministro da Defesa e Vice-Primeiro-Ministro (1981-1983). Em 1986 candidatou-se à Presidência da República obtendo 48,82% dos votos. Foi eleito, em 1995, presidente da Assembleia-Geral da ONU (1995-1996).
Além da sua vasta obra jurídica publicou: O Antigo Regime e a Revolução. Memórias I (1995), D. Afonso Henriques, Biografia (2000), D. Manuel I e a construção do estado moderno em Portugal (2003), Quinze meses no Ministério dos Negócios Estrangeiros (2006), Transição para a Democracia - Memórias II (2008), Glória e Tragédia de Gorbatchov (2012), História do Pensamento Político Ocidental (2012) e D. Afonso III, o Bolonhês: um grande homem de Estado (2016).
Foi condecorado pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo (1983) e com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada (2003).
Faleceu a 3 de Outubro de 2019, em Cascais.
É um dos fundadores (19 de Julho de 1974) do Centro Democrático Social (CDS). Presidiu à União Europeia das Democracias Cristãs (UEDC) (1981-1983), foi Ministro dos Negócios Estrangeiros (1977-1978; 1980; 2005-2006), Primeiro-Ministro interino (1980-1981) e Ministro da Defesa e Vice-Primeiro-Ministro (1981-1983). Em 1986 candidatou-se à Presidência da República obtendo 48,82% dos votos. Foi eleito, em 1995, presidente da Assembleia-Geral da ONU (1995-1996).
Além da sua vasta obra jurídica publicou: O Antigo Regime e a Revolução. Memórias I (1995), D. Afonso Henriques, Biografia (2000), D. Manuel I e a construção do estado moderno em Portugal (2003), Quinze meses no Ministério dos Negócios Estrangeiros (2006), Transição para a Democracia - Memórias II (2008), Glória e Tragédia de Gorbatchov (2012), História do Pensamento Político Ocidental (2012) e D. Afonso III, o Bolonhês: um grande homem de Estado (2016).
Foi condecorado pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo (1983) e com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada (2003).
Faleceu a 3 de Outubro de 2019, em Cascais.
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 1 of 1 review
October 13, 2021
(PT) O primeiro volume da autobiografia de Diogo Freitas do Amaral, entre a infância até 1975, onde se aborda o periodo de Marcello Caetano, o 25 de abril e o 25 de novembro. Pelo meio a fundação do CDS, e as atribulações que ele e o seu partido passou no Verão Quente, e o seu ponto de vista sobre estes primeiros tempos de democracia.
As "Memórias Politicas", escritas em 1995, são um retrato fiel de alguém que conheceu os dois regimes por dentro. Primeiro, devido à amizade com Marcello Caetano, seu professor na Universidade, e do qual convidou diversas vezes para trabalhar no governo, e do qual sempre recusou, afirmando preferir escalar na carreira universitária - pretendia ser professor catedrático, tal como Caetano - ao ponto de recusar ser ministro da Justiça em 1973, poucos meses antes do 25 de abril.
Quando a revolução eclode, torna-se Conselheiro de Estado, convidado por António de Spínola, e continua mesmo depois da demissão deste, em 28 de setembro de 1974. Pelo meio, funda o CDS, o partido mais à direita de Portugal - embora fosse do centro... - mas num mundo onde todos queriam ser de esquerda, socialistas democráticos ou não. Fritas conta aqui as suas impressões, especialmente sobe casos como o primeiro congresso do CDS, no Porto, em janeiro de 1975, que acabou muito mal, o 11 de março, o Verão Quente, e em especial, o 25 de novembro, onde fala sobre o papel do PCP e até que ponto este esteve envolvido e só saiu de cena "in extremis".
Na altura, o livro foi um dos mais interessantes de se ler sobre este período de tempo, e mais de 25 anos depois da sua publicação, continua a ser um dos mais interessantes testemunhos deste período da História de Portugal que merece ser lido. Apesar de ter a sua inclinação ideológica, vale a pena ler pelos testemunhos históricos de alguém que viveu por dentro os anos de 1974-75, e verificar que, afinal, tinha razão antes de tempo.
As "Memórias Politicas", escritas em 1995, são um retrato fiel de alguém que conheceu os dois regimes por dentro. Primeiro, devido à amizade com Marcello Caetano, seu professor na Universidade, e do qual convidou diversas vezes para trabalhar no governo, e do qual sempre recusou, afirmando preferir escalar na carreira universitária - pretendia ser professor catedrático, tal como Caetano - ao ponto de recusar ser ministro da Justiça em 1973, poucos meses antes do 25 de abril.
Quando a revolução eclode, torna-se Conselheiro de Estado, convidado por António de Spínola, e continua mesmo depois da demissão deste, em 28 de setembro de 1974. Pelo meio, funda o CDS, o partido mais à direita de Portugal - embora fosse do centro... - mas num mundo onde todos queriam ser de esquerda, socialistas democráticos ou não. Fritas conta aqui as suas impressões, especialmente sobe casos como o primeiro congresso do CDS, no Porto, em janeiro de 1975, que acabou muito mal, o 11 de março, o Verão Quente, e em especial, o 25 de novembro, onde fala sobre o papel do PCP e até que ponto este esteve envolvido e só saiu de cena "in extremis".
Na altura, o livro foi um dos mais interessantes de se ler sobre este período de tempo, e mais de 25 anos depois da sua publicação, continua a ser um dos mais interessantes testemunhos deste período da História de Portugal que merece ser lido. Apesar de ter a sua inclinação ideológica, vale a pena ler pelos testemunhos históricos de alguém que viveu por dentro os anos de 1974-75, e verificar que, afinal, tinha razão antes de tempo.
Displaying 1 - 1 of 1 review


