Uma narrativa epistolar que acompanha a vida de Lucrécia e Cremilde, duas mulheres separadas pela emigração, unidas pelas cartas e pela amizade. Um retrato sensível e bem-humorado dos desafios de ser mulher nos anos 70.
Uma viagem epistolar imperdível aos anos 70, marcada pela voz única de duas comadres inesquecíveis.
Escrevem-se as Comadres, Escondem-se as Verdades, a quatro mãos por Sara Feio e Vanessa Sardinha, é uma obra epistolar que nos transporta com grande eficácia até à atmosfera da década de 70 em Portugal. Tive o privilégio de o ler de fio a pavio numa viagem de autocarro entre Lisboa e o Porto — com a honra suplementar de o fazer na companhia da própria Sara Feio.
A narrativa desenrola-se através das cartas trocadas entre a Lucrécia, a típica figura saloia, cuscuvilheira e profundamente enraizada na aldeia, e a Cremilde, emigrada em França, que se revela muito mais modesta, ponderada e contida. Este contraste de perspetivas e geografias enriquece imenso a troca epistolar, servindo como veículo para retratar os mexericos, as saudades, as dificuldades e os costumes da época.
É um livro de leitura muito rápida, dinâmica e envolvente. O único senão a apontar a nível de edição recai sobre o tamanho da letra, que se revelou um pouco diminuto e exigiu algum esforço extra, especialmente em trânsito.
Ainda assim, é uma excelente recomendação para quem aprecia romances epistolares com forte identidade nacional e personagens carismáticas.
É um livro daqueles que nos prendem do início ao fim, nos garantindo boas risadas. É uma leitura leve e extremamente agradável e divertida! Adorei a Lucrécia e a Cremilde :)