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Antologia Poética

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Florbela Espanca é considerada uma das maiores escritoras de Portugal. Sua temática nostálgica, cenas melodramáticas, contrastes artificiosos, exageros às vezes surpreendentes e máscaras frequentemente compostas com o auxílio oportuno de um pseudo-biografismo tornam sua obra um verdadeiro deleite.

A edição traz a obra poética completa da autora, incluindo Livro de Mágoas (1919), Livro de Sóror Saudade (1923), Charneca em Flor (1931), Reliquiae (sonetos inéditos acrescentados na segunda edição de Charneca em Flor), Trocando olhares (1915–1917) e O livro d’Ele (1915–1917).

298 pages, Hardcover

First published January 1, 2002

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About the author

Florbela Espanca

129 books257 followers
Florbela Espanca (birth name Flor Bela de Alma da Conceição), a poet precursor of the feminist movement in Portugal, she had a tumultuous and eventful life that shaped her erotic and feminine writings.

She was baptized as the child of an "unknown" father. After the death of her mother in 1908, Florbela was taken into the care of Maria Espanca and João Maria Espanca, for whom her mother had worked as a maid. João Maria Espanca, who always provided for Florbela (she referred to him in a poem as "dear Daddy of my soul"), officially claimed his paternity in 1949, 19 years after Florbela's death.

Florbela's earliest known poem, A Vida e a Morte (Life and Death), was written in 1903. Her first marriage, to Alberto Moutinho, was celebrated on her 19th birthday. After graduating with a literature degree in 1917, she became the first woman to enroll at the law school at the University of Lisbon.

Between 1915-1917 she collected all her poems and wrote "O livro D'ele" (His book) that she dedicated to his brother.
She had a miscarriage in 1919, the same year that Livro de Mágoas (The Book of Sorrows) was published. Around this time, Florbela began to show the first serious symptoms of Neurosis. In 1921 she divorced her first husband, which exposed her to significant social prejudice. She married António Guimarães in 1922.

The work Livro de Soror Saudade (Sister Saudade's Book) was published in 1923. Florbela had a second miscarriage, after which her husband divorced her. In 1925 she married Mário Lage (a doctor that treated her for a long time). Her brother Apeles Espanca died in an airplane crash (some might say he committed suicide, due to her fiancées death), which deeply affected her and inspired the writing of As Máscaras do Destino (The Masks of Destiny).

In October and November of 1930, Florbela twice attempted suicide, shortly before the publication of her last book Charneca em Flor (Heath in Bloom). Having been diagnosed with a pulmonary edema, Florbela died on December 8, 1930, on her 36th birthday. Her precarious health and complex mental condition make the actual cause of death a question to this day. Charneca em Flor was published in January 1930. After her death in 1931 «Reliquiare», name given by the italian professor Guido Battelli, was published with the poems she wrote on a further version of "Charneca em Flor».

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Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Simone Audi.
122 reviews8 followers
July 11, 2021
Esta antologia contém os livros:
Livro de Mágoas,
Livro de Sóror Saudade,
Charneca em Flor,
Reliquiae,
Trocando Olhares,
O Livro D’Ele.
Difícil avaliar pois são seis livros diferentes, acho que destes meu preferido é Trocando Olhares.
3,5
Profile Image for Gabriela.
143 reviews27 followers
January 15, 2019
Um livro pequenino mas muito bonito. Mais para miúdos com bonitas ilustrações. Mas foi bom porque me deixou curiosa para ler mais poesia de Florbela Espanca.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
May 25, 2014
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

http://youtu.be/voNBZkzDN54
Profile Image for Lívia.
29 reviews1 follower
January 17, 2022
Muitas saudades, amores, solidão, depressão, morte, crenças... A autora escrevia de um jeito tão pessoal, bem particular, no começo me identifiquei bastante. Ao meio do livro e no final, porém, parece que me desconectei da poesia dela e li bem forçadamente. Vou recomendar esse livro para as pessoas que gostam de ler versos "clichês".

Aqui os versos que achei mais legal:

"Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…"

"O que há depois? Depois?… O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?
Que importa? Que te importa, ó moribundo?
— Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!…"
Profile Image for Rita Niny.
62 reviews
December 31, 2025
Volto a sentir-me frustrada com poesia. Pelo menos com a clássica. Gostei de alguns poemas mais do que de outros, mas nada me tocou profundamente.

As ilustrações também não são particularmente bonitas.

Será que algum dia lerei este livro e o sentirei?
Profile Image for Ari Phanie.
411 reviews1 follower
December 22, 2025
Eu fui uma adolescente apaixonada pela cultura gótica, e como tal, eu amava tudo o que tinha características góticas ou vinha diretamente do movimento, e foi assim que eu conheci a poetiza portuguesa Florbela Espanca. Eu provavelmente tinha 16 anos ao ler o seu Livro das Mágoas, pela primeira vez. Foi a coisa mais sombria e bonita que eu já tinha lido, combinava com minha fase "dark" do momento. Eu li toda a obra dela disponível e guardei no meu coração alguns de seus poemas, principalmente aqueles d'O Livro D'ele. Agora, anos depois, já tendo deixado para trás todo o lance gótico - apesar de ainda gostar bastante de alguns arcos do estilo - resolvi revisitar essa que foi uma das marcantes poetizas de seu tempo.

"Sonho que sou a Poetiza eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade! (...)"

Quando eu comecei a leitura, meu principal sentimento era de nostalgia. Voltar a esses poemas era também voltar a ter 16 anos, maravilhada com como dor e beleza podiam residir no mesmo lugar. Depois que um pouco do encanto passou, a sensação que começou a crescer dentro de mim foi de desconforto e tristeza. Os temas que me pareceram tão fascinantes são também intensos demais, me deixaram melancólica inúmeras vezes. As tragédias e tristezas da vida da poetiza ficam marcadas em cada página, e escorrem delas. Há beleza, mas também há martírio. Ela não fala de amor, sem mencionar mágoa e dor; ela não fala de vida sem enfatizar a solidão e a morte; ela não fala de desejo sem também mostrar desencanto e frieza. É lindo e visceral, mas também cansa. E em alguns momentos me vi lendo rápido para terminar logo.

"Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas."

Quando terminei o livro, Charneca em Flor e Trocando Olhares se tornaram minhas coletâneas preferidas. Alguns dos mais lindos e cativantes poemas estão neles. E nem preciso dizer que foi totalmente diferente ler Florbela Espanca na adolescência e ler agora. Em um momento em que eu era fascinada por poesia, arte e música gótica, os poemas da Florbela apenas me pareceram perfeitos. Nessa nova leitura é possível enxergar perfeitamente uma pessoa tão marcada pelo sofrimento mental que a sua arte é quase um grito de socorro que não foi ouvido. A Florbela se matou aos 36 anos de idade, depois de inúmeras perdas e decepções, o que a levou provavelmente a uma depressão provavelmente não diagnosticada. A arte dela é fenomenal e vai viver para sempre, mas para que existisse, ela com certeza viveu um inferno.

"Saudades e amarguras
Tenho eu todos os dias,
Não podem pois adejar
Em meus versos, alegrias.
Saudades e amarguras
Tenho eu todas as horas,
Quem noites só conheceu,
Não pode cantar auroras."
Profile Image for Bárbara.
43 reviews1 follower
June 20, 2020
Pensei se falaria da importância histórica da autora Florbela Espanca ou mesmo da importância em lê-la, mas digo que o que verdadeiramente me prendeu a leitura do início ao fim foi pura e simplesmente a beleza ímpar de seus poemas, que eu fazia questão de recitar várias vezes, inclusive em voz alta, para mim mesma ou para outra pessoa. Simplesmente belos!

"Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!"
Profile Image for Luiza Ferreira.
Author 5 books12 followers
July 22, 2020
(...)
Meus versos!... Sei lá também que são...
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez...
Profile Image for giovanna.
57 reviews2 followers
February 26, 2024
difícil ter palavras pra falar sobre uma obra tão intensa e cheia de sentimentos, então vou apenas dizer que me sinto muito grata por ter conhecido a poesia de florbela.
Profile Image for Queirosiana.
75 reviews18 followers
August 29, 2013
"A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito."


Até à altura desconhecia Florbela Espanca, e de uma vez só, tomei conhecimento de toda a sua obra.

O livro divide-se de acordo com as colectâneas de poemas que Florbela publicou ainda em vida e postulamente: "Livro das Mágoas", "Livro Soror Saudade", "Charneca em Flor" Gostei especialmente do Livro Soror Saudade, recordo.

O livro é espantoso, os poemas inigualáveis... todo o livro relata a mulher, cada verso irradia feminilidade.

Florbela descreveu o amor com a maior simplicidade do mundo, mas em cada verson colocou os seus diversos significados.
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