Uma investigação jornalística independente do autor da biografia de Marcelo Rebelo de Sousa.
Chapeladas, manipulações e outras vigarices que os políticos fazem para conquistar o poder. Na luta pela sobrevivência, são os predadores mais aptos ou os camaleões mais dissimulados que têm vantagem sobre os ingénuos e os bem-intencionados.
Como Relvas fabricou Passos Coelho através de uma rede de influências e recompensas.
A clientela partidária de António Costa na câmara de Lisboa.
Uma investigação jornalística sobre os vícios do poder em Portugal. Os casos relatados foram escolhidos por serem exemplares, no mau sentido, e demonstram que os partidos têm de começar a mudar por dentro, para que a democracia não seja posta em causa.
Vítor Matos é autor da biografia Marcelo Rebelo de Sousa e do livro Os Predadores, sobre o caciquismo dentro dos partidos. É jornalista do Expresso desde 2018, onde foi editor de Política, e comenta assuntos políticos na SIC-Notícias e no programa “O Vencedor É...”, da Rádio Observador. Já editou a secção de política do Observador (2016-2018), fez parte da equipa fundadora da revista Sábado, onde foi jornalista durante 12 anos (2004-2016), e passou por títulos como o Diário Económico e a revista Focus. Nasceu em Grândola em 1973, e é licenciado em Ciências da Comunicação pelo ISCSP.
«Chapeladas, manipulações e outras vigarices que os políticos fazem para conquistar o poder. Uma investigação sobre os vícios dos partidos em Portugal. Não vale a pena procurar culpados porque não há inocentes. Quem faz política tem de jogar segundo as regras do jogo.»
[sorry, portuguese only] Este é um livro importante, pelos casos tipo que relata sobre a forma de fazer política em Portugal dentro e fora dos partidos do "Centrão" - PS e PSD. De certa maneira, Vítor Matos explicou-me como foi possível, num sistema "democrático", que nos tivesse acontecido o caso "sócrates", apesar de não ser um dos casos tipo relatados (Passos Coelho e Costa são material muito mais "sumarento" para um livro que sai nesta altura; isto não é uma crítica ao autor, apenas uma observação lateral). A organização escolhida ("os de baixo", "os do meio" e "os de cima", na gíria do autor) é perfeita para o efeito. Por vezes, observadas as devidas distâncias, faz-me lembrar a descrição das eleições locais do final do séc. XIX de Júlio Dinis na "Morgadinha dos Canaviais" (Ah! o saudoso "Joãozinho das Perdizes", ;-) ). Se tivesse que fazer uma crítica real ao livro, hesitaria antes de lhe chamar "crítica": diria mais que se trata de um desabafo (meu). O autor, que reconhece o seu "pessimismo antropológico", trata o ani(mal) político como um bicho que se adapta a todas as novas condições que lhe são "propostas". Com tanta imaginação que não se anteve solução definitiva para este problema, apesar das tímidas sugestões do autor nas últimas páginas da obra. Fora isso, esse sabor a situação sem remédio, tão antiga e arreigada como a condição humana, que pode contribuir para cada um de nós passar a ser tão antropologicamente pessimista quanto o autor se intitula (ou para ficar em depressão induzida), recomendo vivamente a leitura. (nota: o livro tem 389 págiinas, não as 296 indicadas no GoodReads)