Nos testos aqui reunidos, a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha desfaz preconceitos recorrentes e responde a perguntas muitas vezes levantadas: como se derterminou a configuração dos territórios indígenas? Quais os fundamentos dos diretios indígenas consagrados na Constituição? Quem pode ser considerado índio? A autora resgata, assim, a história dos índios no Brasil e a história da política indigenista. Mostrando como as ideias de progresso e desenvolvimento mudaram desde os anos 1970, como se conferiu novo valor à diversidade cultural e como foi abandonada a proposta de assimilação, de que eles deveriam ser "como nós", Índios no Brasil debate a relevância dos povos indígenas para um projeto democrático de futuro.
Nesta publicação, a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha traça um panorama sobre a condição histórica dos indígenas no Brasil. Ela desenvolve um percurso que vai desde a carta de Pero Vaz de Caminha até os anos 1980, com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que traz novos direitos para os povos originários brasileiros. Também temos um importante capítulo neste livro que fala sobre a sitiação indígena durante o século XIX, quando o olhar sobre os povos originários, ao poucos, começava a mudar. Lendo o livro de Manuela Carneiro da Cunha percebe-se o massacre físico, simbólico e epsitemológico realizado pelos colonizadores sobre os indígenas brasileiros e como o cuidado com essa população poucas vezes foi prioridade durante do decorrer da História do Brasil.
Lido para o trabalho. Não é um tema ao qual dou uma atenção especial, apesar - de óbvio - saber de sua importância. O livro foi muito útil. É breve, mas bastante informativo, mesmo sendo - basicamente - uma coletânea de textos esparsos e já publicados em outros lugares pela autora, que, respeitada antropóloga que é, conhece o tema com bastante profundidade.
Trata-se de uma coletânea de textos já publicados anteriormente em outros lugares, mas é uma excelente introdução à história e às lutas dos povos indígenas no Brasil. Recomendação máxima a quem quer se situar no horizonte da políticas indigenistas e da política indígena.