'Cadeia' é um relato sensível, preciso e necessário, que apresenta o que foi visto e ouvido por seis meses, durante a convivência de uma mulher, professora universitária – e livre – com aproximadamente setecentas mulheres, prisioneiras temidas, no Distrito Federal. Original, o livro foge do formato de reportagem ou de denúncia. Tampouco deseja estetizar o sofrimento, chegar a alguma verdade ou ser a voz de um grupo marginalizado. É muito mais. Pelas histórias que compõem este livro inquietante, o leitor viverá a experiência de conhecer mulheres surpreendentes, emocionantes e – sobretudo – reais.
Debora Diniz Rodrigues (known as Debora Diniz), is an anthropologist and law professor at the University of Brasilia, and a co-founder and researcher at Anis: Institute for Bioethics. She is also a researcher, writer and documentary filmmaker. Her research projects focus on bioethics, feminism, human rights and health. She was a visiting researcher at the University of Leeds, the University of Michigan, the University of Toronto, among other institutions.
By 2016, Diniz had received about 90 awards, including scientific and academic awards for her films at festivals, including the Fred L. Soper Award for Excellence in Public Health Literature, the Pan American Health Organization, in 2012, for the publication of her National Abortion Survey. In 2020 she was honored with the Dan David Prize.
Her research found that one in five Brazilian women had an abortion by age 40.
In 2017 she published Zika: From the Brazilian Backlands to Global Threat (Zed Books).
In March 2022 she was amongst 151 international feminists signing Feminist Resistance Against War: A Manifesto, in solidarity with the Feminist Anti-War Resistance initiated by Russian feminists after the Russian invasion of Ukraine.
"se há um universo oculto no presídio, ele se manteve desconhecido mesmo após meu longo trabalho de campo. do que conheci, posso dizer que o presídio é uma máquina de abandono para a qual os sentidos da violência são múltiplos. uma mulher ao atravessar o grande portão principal em um cubículo de camburão jamais será a mesma. não importa se permanecerá no presídio como sentenciada ou se a estadia será provisória. o abandono é a cena final de um rito de vida que teve início na casa ou na rua."
"Do que conheci, posso dizer que o presídio é uma máquina de abandono para qual os sentidos da violência são múltiplos. Uma mulher ao atravessar o grande portão principal em um cubículo de camburão jamais será a mesma. Nao importa se permanecerá no presídio como sentenciada ou se a estadia será provisório la. O abandono é a cena final de um rito de vida que teve início na casa ou na rua."
"Do que conheci, posso dizer que o presídio é uma máquina de abandono para a qual os sentidos da violência são múltiplos. Uma mulher ao atravessar o grande portão principal em um cubículo de camburão jamais será a mesma. Não importa se permanecerá no presídio como sentenciada ou se a estadia será provisória. O abandono é a cena final de um rito de vida que teve início na casa ou na rua."
As histórias são sempre bastante chocantes e comoventes. No entanto, o tom e o estilo de Diniz não me instigaram e não consegui me conectar com a escrita dela.
O livro aponta fatos interessantes, mas achei a escrita da autora meio confusa, principalmente no começo do livro. Tiveram momentos em que tive dificuldade de entender a situação exata que a autora estava apontando pela maneira como foi escrito mesmo, que não deixou tão claro. Mas enfim, eu estava com a expectativa alta por ter lido "Estação Carandiru", do Dráuzio Varella, e estava esperando algo parecido. Acabei me decepcionando um pouco.
"do que conheci, posso dizer que o presídio é uma máquina de abandono para a qual os sentidos da violência são múltiplos. uma mulher ao atravessar o grande portão principal em um cubículo de camburão jamais será a mesma. não importa se permanecerá no presídio como sentenciada ou se a estadia será provisória. o abandono é um rito de vida que teve início na casa ou na rua".
"Do que conheci, posso dizer que o presídio é uma máquina de abandono para qual os sentidos da violência são múltiplos. Uma mulher ao atravessar o grande portão principal em um cubículo de camburão jamais será a mesma. Nao importa se permanecerá no presídio como sentenciada ou se a estadia será provisório la. O abandono é a cena final de um rito de vida que teve início na casa ou na rua.”
Fragmentário em sua necessidade e essência. Livro importantíssimo para entender os problemas racistas do nosso sistema prisional e desenvolver um pouco da gratuita empatia pelas presas.
Além de amar todo o trabalho da Débora Diniz como pesquisadora e como educadora, acho maravilhoso a forma poética com a qual ela resolve lidar com histórias absurdamente violentas.
Finalizei o livro numa sentada não por ser palatável (pelo contrário), mas porque as histórias foram me atravessando sem pedir licença.
Alguns cafés e muitas lágrimas depois, só consigo pensar no quanto a Débora é necessária neste país abatedouro de mulheres.