«Os contornos vibrantes de corpos em repouso e em movimento... sim, mal os pronunciamos, já deles nos afastamos, como quem cai - e como dizer que corpos são estes? De flores e animais e raparigas nasceu uma essência do ser e um extremo de amor e sofrimento e suspensão e bem-aventurança, e basta um aceno de azul: e logo de todos os lados o espaço se precipita nestas páginas e envolve estas figuras com todas as distâncias e profundidades, embebendo-as e impelindo-as em nossa direcção, de tal modo que somos acometidos pela vertigem das grandes alturas e gostaríamos de segurar-nos à mão do mestre que com um gesto de dádiva gentil nos estende a folha... Não, estes desenhos não são aquilo por que os tomam, esboços apressados, preliminares, passageiros; o momento, assim surpreendido na sua intangibilidade, assim submetido a todas as leis: o que o distingue ainda do definitivo e do eterno?» Rilke, Sobre os desenhos de Rodin(1905)
A mystic lyricism and precise imagery often marked verse of German poet Rainer Maria Rilke, whose collections profoundly influenced 20th-century German literature and include The Book of Hours (1905) and The Duino Elegies (1923).
People consider him of the greatest 20th century users of the language.
His haunting images tend to focus on the difficulty of communion with the ineffable in an age of disbelief, solitude, and profound anxiety — themes that tend to position him as a transitional figure between the traditional and the modernist poets.
Construção de um espaço comum, ardente e habitável. Segurar este livro entre as mãos é tê-las trémulas de desejo e volúpia e ter flores a crescer nos dedos, alastrando-se pelo restante corpo.