Fernando Pessoa (1888-1935) foi um dos maiores fingidores de todos os tempos. Longe de ser pejorativo, esse termo, cunhado pelo próprio poeta, talvez seja sua melhor definição. Lírico e saudosista, o escritor português cantou a pátria em seus múltiplos heterônimos, ocupando um lugar (que pode equivaler a vários) no panteão daqueles que se aventuraram nos mares bravios da língua de Camões. Este box especial reúne 3 das principais obras do "Livro do desassossego", "Mensagem" e "Ficções do interlúdio". Capa 992 páginas Editora Novo Século; Ediçã 1 (25 de maio de 2018) Português 8542813626 978-8542813623 Dimensões do 21,6 x 14,2 x 6,2 cm Peso de 1 Kg
Fernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.
It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.
The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.
Falas de civilização, e de não dever ser, Ou de não dever ser assim. Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos, Com as coisas humanas postas desta maneira, Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos. Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor. Escuto sem te ouvir. Para que te quereria eu ouvir? Ouvindo-te nada ficaria sabendo. Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo. Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres. Ai de ti e de todos que levam a vida A querer inventar a máquina de fazer felicidade!