Interessante como o Pondé navega em ondas conservadoras com livros assim, onde advoga por alguma promiscuidade que levaria à epidemia de mãe solteira e até confessa ser favorável à casamento gay (o quão anti-pc é isso? Estou chocado!). Uma oportunidade de ouro perdida para discutir o custo e mazelas do liberalismo sexual, mas o autor é seu maior defensor.
Um padre seria mais politicamente incorreto, no qual recomendaria o Padre Paulo Ricardo sobre masculinidade, feminilidade etc... Contudo vale apenas por um jab e outro na histeria feminista e pelo estilo de escrever, que é onde o autor brilha.
Mas percebe-se que o fraco do Pondé é se isolar demais das conversas sobre o tema, é um ponto de vista original, mas não tão anti pc quanto um Yannopoulos ou Matt Walsh sobre trans. Ou mesmo Jack Donovan e o autor do blog art of manliness.
Sem isso o livro se tornou só putaria para gente culta, uma versão sofisticada do que pensar em baile funk.
Homens niilistas não vêem nada de sacro no corpo feminino ou na feminilidade, e como fazem com a religião, a vandalizam em meio à contos eróticos bobinhos. Nada de novo.