A praga do politicamente correto destrói, no campo do sexo e do afeto, inúmeras relações construídas entre homens e mulheres ao longo de milhares de anos. Relações que se formaram a fim de dar conta dessa insustentável paixão que um tem pelo outro, tanto nas suas formas legítimas, como o casamento e a família, quanto nas suas formas ilegítimas, como o adultério e os segredos de alcova. Dedico este livro a todas as mulheres e homens que sobreviverão à estupidez do politicamente correto. No caso específico das mulheres, principalmente, às mais belas, que sofrem mais com essa desgraça. Faço, aqui, uma homenagem a quem não teme o pântano que é a nossa alma. LUIZ FELIPE PONDÉ é filósofo, escritor e ensaísta. Doutor pela Universidade de São Paulo e Université de Paris VIII, Pondé é também autor dos livros Crítica e Profecia, Contra um mundo melhor, Guia Politicamente Incorreto da Filosofia e Filosofia da Adúltera, todos publicados pela LeYa. Escreve semanalmente para a Folha de S.Paulo.
Pernambucano, filósofo, escritor e ensaísta, doutor pela USP, pós-doutorado em epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, professor da PUC-SP e da Faap, discute temas como comportamento contemporâneo, religião, niilismo, ciência. Autor de vários títulos, entre eles, "Contra um mundo melhor" (Ed. LeYa). Escreve às segundas na versão impressa de "Ilustrada".
"As mulheres ainda vão sonhar com o tempo que faltavam com o respeito com elas nas ruas" "Nenhuma mulher é mais amada do que a que é objeto de alguém"
Um dos livros mais imbecis que já li até hoje. Uma ode à misoginia e preconceito. Nunca tinha lido tanta bobagens em um só livro. Parece que qualquer um pode escrever o que quiser e se tiver sorte publicar. Não me acrescentou nada. O vazio em forma de palavras.
Um livro que vai de encontro às modinhas do entendimento socialmente aceito das relações entre gêneros. E que prega a extinção do tédio que essas barreiras ideológicas e transversalmente puritanas infligem a homens e mulheres. Imperdível.
“Ao situarmos o sexo apenas na oposição oprimido-opressor, como fazem as políticas do sexo, deixamos de vê-lo na verdadeira teia em que se encontra, ancestralmente, vindo de muito mais longe do que pensa a nossa vã filosofia. O desejo está mais perto da data de nascimento das estrelas do que da data de nascimento de Foucault.”
“nenhum de nós estava aqui quando as estrelas foram colocadas no céu. Ninguém sabe a data de nascimento das estrelas. Deveríamos reverenciar o passado, e não o futuro. Não sabemos nada sobre como as coisas na verdade são, no seu mistério. O sexo merece o mesmo respeito que as estrelas.”
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Interessante como o Pondé navega em ondas conservadoras com livros assim, onde advoga por alguma promiscuidade que levaria à epidemia de mãe solteira e até confessa ser favorável à casamento gay (o quão anti-pc é isso? Estou chocado!). Uma oportunidade de ouro perdida para discutir o custo e mazelas do liberalismo sexual, mas o autor é seu maior defensor.
Um padre seria mais politicamente incorreto, no qual recomendaria o Padre Paulo Ricardo sobre masculinidade, feminilidade etc... Contudo vale apenas por um jab e outro na histeria feminista e pelo estilo de escrever, que é onde o autor brilha.
Mas percebe-se que o fraco do Pondé é se isolar demais das conversas sobre o tema, é um ponto de vista original, mas não tão anti pc quanto um Yannopoulos ou Matt Walsh sobre trans. Ou mesmo Jack Donovan e o autor do blog art of manliness.
Sem isso o livro se tornou só putaria para gente culta, uma versão sofisticada do que pensar em baile funk.
Homens niilistas não vêem nada de sacro no corpo feminino ou na feminilidade, e como fazem com a religião, a vandalizam em meio à contos eróticos bobinhos. Nada de novo.
O livro não é tanto assim, mas tem algumas passagens interessantes:
"Não entendo a razão de desconfiar de padres com criancinhas e não se desconfiar de gente que decidiu passar o dia ensinando crianças sobre sexo ou gênero."
"O desejo é sempre uma submissão a quem se deseja."
"Mesmo diante de Deus, o homem escolheu a mulher. Fosse Eva uma feia, a criação estaria até hoje em seu lugar. Como alguém pode dizer a Bíblia é machista se Eva venceu Deus no prólogo?"
Nunca li tantas bobagens em um livro, confesso que senti até dor física lendo. O autor esbanja misoginia, achismos, ataca ciências humanas - a exemplo da Pedagogia, utiliza autores como Foucault de forma desonesta e se contradiz o tempo todo. Enfim, perdi meu tempo e paciência.
Um bom livro para ler nas horas vagas e pequenos intervalos durante o dia, já que é escrito na forma de aforismos e textos que cobrem poucas páginas. É um livro com público bem definido, basicamente qualquer um que já não suporta a onda de politicamente correto que nos cerca. É para aqueles que conseguem entender que há diferença entre homens e mulheres (e mesmo entre homens, e entre mulheres, enfim entre as pessoas em geral) mas que isso não significa que todos não podem ter os mesmos direitos. Na verdade, não tem nada a ver com direitos. Tem a ver com expectativas e desejos que todos temos no cotidiano e que os chatos de plantão querem colocar regras.
Quem diz que esse livro é machista, misógino ou preconceituoso é porque não sabe interpretar texto e deve ser um dos "chatinhos". Quem espera uma longa discussão sobre "cultura de gênero" ou qualquer coisa assim seja lá o que signifique, acho que deveria aprender a ler sinopses. Quem classifica como "putaria pseudo-intelectual" não deve estar com a vida emocional saudável.
O livro deixa a desejar, infelizmente. Pondé poderia ter aprofundado o que aborda neste livro, porém optou por manter uma superficialidade para - talvez - ter uma leitura mais fluída.
É rápido e traz alguns toques interessantes sobre a dinâmica sexual dos dias de hoje. Porém, pincela diversos temas como feminismo e a questão da mulher de forma bem superficial, gerando uma interpretação muitas vezes ambíguas sobre o que escreve.
O inimigo do meu inimigo é meu amigo, dentro dessa máxima Pondé navega, ele tem muito mais conteúdo do que essa coletânea aparentemente caça níquéis. O foco é mais provocar amor e ódio do que desconstruir um castelinho que vem se formando com concentos imaginários. Never mind the bollocks.
É mais um conglomerado de textinhos do que um 'Guia', o livro tem algumas ideias interessantes e o Pondé tem um ótimo senso de humor. Eu esperava algo mais informativo. Mas é uma excelente e rápida leitura.
Apesar das partes boçais deu para fortalecer algumas de minhas convicções. Pondé, não precisa me pagar um jantar, basta me convidar para um jogral filosófico que faço tudo que você quiser. <3
Engraçadinho imaginar alguns sensíveis se chocando com o livro. Mas é o texto mais fraco que li de Pondé. Uma ou outra ideia interessante se acha, mas sem aprofundamento.
Pondé diz coisas que eu odeio ouvir e com as quais eu discordo totalmente e é por isso que eu o adoro. Apenas num ponto concordamos: o politicamente correto é uma chatice.
Achei bem interessante, aprecio o estilo de escrita do autor, e concordo com a grande maioria dos pontos que ele coloca. Não dou 5 estrelas pelo teor machista de alguns poucos trechos, mas ainda assim recomendo a leitura.
Adoro a escrita do Pondé e a forma que ele fala o que pensa sem rodeios e sem medo de ofender quem não gosta. Não é necessário concordar com todos os pensamentos do autor para apreciar e pensar sobre o que foi dito.
(1.4) de arranque, algumas frases interessantes sobre o politicamente correcto, e de resto infelizmente muita bestaria solipsista. Um escritor que não soube se proteger de si próprio.