Cultura Brasileira: utopia e massificação (1950-1980) mostra a historicidade da produção cultural, mas não a submissão desta à história. Traça um retrato amplo e detalhado da cultura brasileira, mapeando os vários caminhos pelos quais transitou a vida cultural em nosso país entre 1950 e 1980. Aborda entre outros assuntos o processo de socialização e massificação da cultura; a arte como meio de representação das aspirações da sociedade e a cultura usada como elemento de apoio ou de crítica à ditadura militar. Apresenta a cultura como o caleidoscópio de um país, por si mesmo, contraditório, dinâmico e plural.
Napolitano é uma referência para quem pesquisa música brasileira, em especial durante a ditadura. O problema é que ele foca demais na classe média, como se só existisse essa na realidade brasileira e só a cultura feita e consumida por ela fosse o importante para o país.