A coleção "Vida e Obra", ao apresentar, pela primeira vez, aos seus leitores, a vida e a obra de um poeta, não poderia ter escolhido nome melhor.
Maiakovski não foi poeta somente em seus versos, mas também, em todos os momentos de sua vida. A poesia sempre esteve intimamente ligada a idéia de liberdade. E pela liberdade, Maiakovski lutou em seus versos, em seu teatro, em seu cinema, em seus posters, em seus gestos, com suas camisas de cores berrantes e suas gravatas amarelas. A ele, como ao seu irmão espiritual Rimbaud, cabe inteiro o pensamento camusiano: "não há amor à vida, sem o desespero de viver."
Maiakovski suicidou-se, mas depois de morto continua falando como um vivo: em mim a anatomia ficou louca: sou todo coração.