La sensibilità marca profondamente la nostra esistenza: piene di forme sensibili sono la vita diurna così come quella che ci regalano i sogni notturni, la musica che ascoltiamo gli affetti che proviamo e i sapori che gustiamo. Ma la sensibilità è anche facoltà attiva: parlando, disegnando, modificando la materia che ci circonda produciamo ogni volta sensibilità. Se la scienza, la filosofia, il diritto ci hanno abituato a scorgere nella razionalità il tratto distintivo della specie umana, e nella ragione la facoltà che rende veramente umana la vita dell'"homo sapiens", il libro di Emanuele Coccia infrange questa lunga tradizione di pensiero, riabilitando una modalità negletta eppure onnipresente della nostra esistenza. Ancor prima di essere pubblicato in italiano, "La vita sensibile" è già stato tradotto in francese, spagnolo, portoghese e rumeno, ed è stato recensito su "Le Monde".
Emanuele Coccia is a philosopher teaching at the École des Hautes Études en Sciences Sociales in Paris. He has lectured and taught courses at several universities, including Tokyo, Buenos Aires, Amsterdam, Harvard and Columbia, and collaborated on many art exhibitions in France and Italy. He is the author of numerous books translated into several languages, including The Life of Plants (2018). He is a columnist for Libération and collaborates with Le Monde and La Repubblica. He is currently writing a book on the relationship between fashion and philosophy with Gucci's creative director Alessandro Michele.
um livrinho curioso. a ideia é mais ou menos esta: a imagem é o que há de mais real na realidade.
coccia restitui a noção grega clássica da imagem como fantasma, mas desloca consideravelmente o significado dessa indicação. dizer que a imagem é um fantasma significa dizer, entre outras coisas, que ela é uma espécie de corpo paradoxal: ao mesmo tempo expressão daquilo que ela imita e anulação do corpo imitado. é um corpo espectral, não só incorpóreo, mas supracorpóreo: a imagem projeta os corpos existentes para além dos seus próprios limites.
eis um desdobramento importante: na medida em que projeta os corpos no espaço, a imagem cria as condições para a interação entre os seres. isso não significa dizer, por óbvio, que só há corpos graças às imagens do sensível. mas o sensível é o domínio em que os corpos se lançam ao mundo, se transformam em imagens infinitamente apropriáveis, formas reprodutíveis na imaginação, na memória e em tudo quanto podemos pensar.
uma vez que nos permite a experiência paradoxal dos corpos incorpóreos, o real "sensibilizado", digamos, é sempre, e necessariamente, surreal. [sur-real: aquilo que vai além das coisas, dos corpos, do mundo — além da realidade.] há sempre uma experiência "do fora" (ou de fora), um extravio dos seres (coisas e viventes) de si mesmos: há sempre formas que se projetam para fora, para além dos limites de seus corpos, e que não cansam de circular o espaço como assombrações da matéria.
eu existo enquanto imagem sem mesmo querer, estou sempre necessariamente fora de mim, sou um corpo entre corpos, uma projeção que atravessa o ar, que ondula na água, que se duplica no espelho — e por ser assim, consigo exercer um efeito sobre os outros; e pelos outros também serem assim, eles conseguem exercer um efeito sobre mim; e por sermos todos assim, conseguimos exercer efeitos uns sobre os outros.
há então uma comunidade radical entre tudo o que existe, entre coisas e viventes, entre o inorgânico e o orgânico: comunidade radical que se faz na comum unidade da imagem, na consistência que todos adquirimos na medida em que nos fazemos imagens.
essa possibilidade de apropriação infinita revela o que, já na etimologia, parecia ser o destino ou a vocação do fantasma das imagens: a fantasia.
afinal de contas, é gozando as formas do mundo que podemos incorporá-las: eu sonho, e o que eu sonho não é senão o compósito de toda a matéria sensível que me invadiu na vigília; eu traduzo meu sonho em imagem, por exemplo, num desenho, e o que eu faço não é senão uma projeção intencional num determinado sensível que torna meu sonho uma imagem infinitamente apropriável, transmissível, uma imagem que não pode se confundir nem com a sua origem (a matéria diurna tornada sonho) nem com o seu destino (a superfície sobre a qual o sonho se projeta), mas somente com a pura interface que ela é, ponto de encontro entre os seres.
no fim, nos encontramos todos — viventes e coisas — nessa infinita obrigação mútua que a vida sensível reatualiza a cada segundo.
“To live means first and foremost to look, taste, feel, and smell the world around us … We are sensible to the same extent and intensity with which we live from and within the sensible.” It is with these simple words that Emanuele Coccia begins his gorgeous meditation on the life of the sensuous, ‘the sensible sea’ into which we are cast and by which we encounter the world. Pitching itself against a millennia old tradition which has defined humanity by its intellectual capacities, Coccia’s humanity is one marked neither by its rationality or its thought (cf. Aristotle and Descartes), but rather and quite simply by its sensual immersion: "Only in sensible life is a world given to us, and only as sensible life are we in the world”.
Picking up on a thread of intellectual history long considered frayed since Descartes, it’s to the medieval doctrine of the ‘intentional species’ that Coccia turns in his retrieval of the sensible. Identified with neither thought nor thing, object or subject, the intentional species occupy an intermediary 'third space’ between the soul and the body, one composed, rather, of ‘images’ (a ‘species’ being an ‘appearance’ or ‘aspect’; consider the ‘specular’…). As with the images in the mirror which are neither material nor spiritual, the image is in fact nothing other than the very being of the sensible itself; pure appearance, phenomenon.
Thus it is to the being of the image, this ‘special being’, at once insubstantial yet wavering in-the-between of every thing that is, that Sensible Life fixes itself upon. Indeed, by breaking the seemingly indissoluble link between life and thought so as to immerse life once again in the bloom of the sensible, nothing less than a novel definition of life finds itself written out here: to be alive, for Coccia, is to trade in images: to project about ourselves a sensibility, a fashion, while receiving, being impressed upon, by the sensible in kind. Breaking with any metaphysics which would give to humanity an essence or a nature, we instead only ever ‘possess our species as a costume… our form is foremost a species, appearance.’
While Coccia's is certainly not the first to attempt to reinstate the 'primacy of the sensible’ (consider the much discussed ‘affective turn’ of about a decade ago), one can’t help but be taken aback by the sheer ambition and poetry of Coccia’s particular approach. Birthed from his studies into Averroes and the medieval constellation of thought around which he wrote, Sensible Life is only ever more contemporaneous because of it: rehabilitating the study of the image at a time in which its proliferation and ubiquity has never been greater, this lovely tract is one to which we owe ourselves the challenge - and the pleasure - of learning from.
Este libro es fundamental en mi proceso de investigación actual, aunque no tenga un concepto relacionado directamente con mi campo de estudio abre las puertas a reflexiones mucho más profundas sobre la concepción del mundo y el ser humano como lo percibimos y pensamos cotidianamente. En el ritmo caótico de la vida es un elixir refrescante, en tanto afán se nos va pasando recordar que somos seres vivientes, que vivimos y, por supuesto, qué significa eso para nosotros, el planeta, otras especies, otras dimensiones... A veces se nos olvida pensar de vez en cuando qué o quién somos, y ¿cómo ubicarse conscientemente en la vida sin estás consideraciones? Sobre el texto de Coccia permite una lectura sencilla, enlaza constantemente las ideas y argumentos presentados, de forma que el lector puede conectar cada reflexión con el hilo general de análisis. El texto genera muchas preguntas nuevas y seguramente encontrarán conceptos, límites o no-límites en los cuáles no coinciden con el autor, sin embargo es una lectura que vale la pena para quién desea conocer un poco de filosofía contemporánea. Debo decir que encontré una interpretación muy "ajustada" de Lamarck, a pesar de que entiendo cómo pretende usarlo Coccia, siento que falta rigor en cuánto a su referencia y cómo se equipara con otros conceptos y fenómenos. En general, finalizo esta lectura muy feliz, con otra perspectiva de lo que es ser humano en el pasado y en el presente, de cómo hay tanto que nos conecta con otros seres humanos que hoy ya no están con nosotros. Este libro de alguna manera valida la sensación que siempre he sentido de poder ver un poco de otros seres humanos en los restos arqueológicos, siempre primando esa humanidad (sensibilidad) sobre la materialidad.
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Prima il negativo: la prima parte del libro, quella che parla della formazione, struttura e percezione delle immagini, è scritta in filosofese estremo. Ora, la lettura diventa faticosa per un non esperto di tale disciplina che ha la sola colpa di volere approfondire un argomento a cui tiene, perché ha ben presente i processi fisiologici delle diverse percezioni e i limiti che questi impongono alla lettura della realtà. Detto questo, l'autore prova a ripetere i concetti fondanti, ma purtroppo lo fa utilizzando la stessa forma che suppongo impeccabile, ma ancora poco comprensibile. In ogni caso si riesce, alla fine, a sintetizzare la problematica che propone e, anzi, a stimolare nuove riflessioni che vanno oltre il discorso di sensibilità e coinvolgono anche corporeità, coscienza, relazione, [...]
Trovo un passaggio che, nel libro Helgoland di Carlo Rovelli riferito alla Fisica delle particelle subatomiche, trova corrispondenza in quanto afferma Coccia: Il sensibile ha luogo solo perché oltre alle cose e alle menti v'è qualcosa che ha una natura intermedia. Ecco, di questo si parla nella prima parte del libro, mediazioni relazionali, e Rovelli mi ha aiutata a capirlo.
La seconda parte è molto più scorrevole e immediata nella comprensione. Anche in questo caso si parla di mediazioni, come se il processo del sé sensibile fosse altrettanto mediato di quello degli oggetti extracorporei.
La teoria è interessante e ti pone con diverso approccio di fronte al mondo.
L’auteur ne parle pas de ‘sensible’ mais seulement du concept d’images qu’il décrit et défend à l’envi. Tout ca pour finir sur un thème plus concret (“la mode”) mais qui me paraît terriblement superficiel. Autant j’ai adoré ‘Métamorphoses’ autant ce livre-ci a été une épreuve.
Una apreciación bastante fenomenológica de lo que es la vida, lo sensible como aquello que caracteriza al humano (no la razón), la producción y reproducción de imágenes, para finalizar con la moda. Para ser un libro de filosofía pura no es difícil de leer, en general es corto y a menos, dividido en pequeños capítulos.