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O Poema Morre
Uma observação sobre o fenómeno da guerra, aqui visto por um poeta, cuja vida atravessa vários conflitos e regimes diversificados, e cuja obra se confunde com a natureza do belicismo e da própria política. Um livro tão singular quanto subversivo.
- GenresBande DessinéeComics
68 pages, Hardcover
First published October 1, 2015
About the author
David Soares
54 books106 followersDavid Soares é autor dos romances "Batalha", uma história que discorre sobre o fenómeno religioso a partir do ponto de vista dos animais, "O Evangelho do Enforcado", que conta a história dos painéis de São Vicente de Fora, "Lisboa Triunfante", uma história mágica sobre a capital portuguesa, e "A Conspiração dos Antepassados", sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley. Publicou quatro livros de contos, dez livros de banda desenhada, dois livros de ensaio e dois discos de spoken word. Na sua carreira como autor de banda desenhada (publicado em França), foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma bolsa de criação literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pelo Ministério da Cultura.
Em 2009, viu um excerto do seu romance "Lisboa Triunfante" ser publicado na revista literária polaca "Lampa", uma edição do Instituto Camões na Polónia. Também trabalha como tradutor, tendo assegurado a tradução de obras de autores como Alan Moore, Clive Barker e Philip K. Dick.
Em 2009, viu um excerto do seu romance "Lisboa Triunfante" ser publicado na revista literária polaca "Lampa", uma edição do Instituto Camões na Polónia. Também trabalha como tradutor, tendo assegurado a tradução de obras de autores como Alan Moore, Clive Barker e Philip K. Dick.
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Community Reviews
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
March 29, 2024
I really like David Soares' writing. He manages to give elegance to sentences without making them too boring to read. At the same time, his texts are always very raw and real, which I appreciate.
Here we have a story about the evil of Humanity, how it destroys people's lives.
A particular look at War, how it seems to be part of the natural cycle of life without being possible to stop its resurgence.
Perhaps because deep down, men's hearts are full of evil and anxious for an excuse that will allow them to release all that evil that civilization keeps prisoner.
A sad story but at the same time very realistic.
Here we have a story about the evil of Humanity, how it destroys people's lives.
A particular look at War, how it seems to be part of the natural cycle of life without being possible to stop its resurgence.
Perhaps because deep down, men's hearts are full of evil and anxious for an excuse that will allow them to release all that evil that civilization keeps prisoner.
A sad story but at the same time very realistic.
February 26, 2024
Este livro leva-nos para a escuridão e não nos deixa sair de lá!
A escrita do David Soares é soberba, mas ao mesmo tempo deixa um nó na garganta…
Fui atirando para uma história sobre a crueldade do Homem, do Mundo e por mais que lutemos para subir a montanha somos atirados para o fundo, deixando-nos sem qualquer esperança.
“A vida é um frágil fio de luz que separa densas negritudes. O antes e o depois. Penosamente, erguemo-nos de um para cair, exauridos, no outro”
A escrita do David Soares é soberba, mas ao mesmo tempo deixa um nó na garganta…
Fui atirando para uma história sobre a crueldade do Homem, do Mundo e por mais que lutemos para subir a montanha somos atirados para o fundo, deixando-nos sem qualquer esperança.
“A vida é um frágil fio de luz que separa densas negritudes. O antes e o depois. Penosamente, erguemo-nos de um para cair, exauridos, no outro”
November 28, 2024
Peguei neste livro sem qualquer tipo de conhecimento sobre o que era e que bem fiz eu! A crueldade da humanidade está tão bem representada que nos faz pensar no que acontece no mundo real.
Sem dúvida que irei ficar atenta a mais livros do autor!
Sem dúvida que irei ficar atenta a mais livros do autor!
November 1, 2015
É raro haver inocência na obra de David Soares. Não encontramos nas suas histórias nem bons selvagens nem bons civilizados. Talvez o seu bom selvagem seja o canibal sorridente que lambe os beiços, antevendo o sabor a churrasco de um Rousseau assado em lume brando. Chocado pela violência das guerras napoleónicas em Espanha, Goya sublimou o trauma nas suas mais negras pinturas e gravuras. Legou-nos os monstros que povoam o sono da razão, e são esses os sonhos atormentados em que O Poema Morre chafurda. Não revolve, nem aborda. Chafurda, porque é para o lamaçal das pulsões mais tenebrosas da visceralidade humana que este livro nos atira. Recensão no aCalopsia: O Poema Morre.
March 24, 2023
Este livro apresenta uma visão bastante singular da vida de um poeta onde não faltam situações pesadas e conflituosas. A guerra, como cenário de fundo, é apresentada sem floreados. Nua e Crua.
Não há espaço para a luz entrar depois de mergulharmos nesta história. O desenho, de traço forte e em tons sempre cinzentos, assim o dita. Não há beleza. E a vida é de uma fragilidade que se torna palpável a cada virar de página.
Deixo aqui os meus parabéns à dupla autora pela criação de uma obra que não se esquece rápido.
“O melhor que pode acontecer aos homens é não nascerem. Mas se nascerem, então o melhor é que morram rapidamente.”
Não há espaço para a luz entrar depois de mergulharmos nesta história. O desenho, de traço forte e em tons sempre cinzentos, assim o dita. Não há beleza. E a vida é de uma fragilidade que se torna palpável a cada virar de página.
Deixo aqui os meus parabéns à dupla autora pela criação de uma obra que não se esquece rápido.
“O melhor que pode acontecer aos homens é não nascerem. Mas se nascerem, então o melhor é que morram rapidamente.”
September 9, 2019
Poderia dizer que a escrita do autor tem sido alguma mensagem, mas faz-me entrar na escuridão e não querer lá procurar respostas. Gostei da arte.
December 7, 2016
<< A vida é um frágil fio de luz que separa duas densas negritudes.
O antes e o depois.
Penosamente, erguemo-nos de um para cair, exauridos, no outro. >> (David Soares, Sónia Oliveira in O Poema Morre, pp. 62)
O antes e o depois.
Penosamente, erguemo-nos de um para cair, exauridos, no outro. >> (David Soares, Sónia Oliveira in O Poema Morre, pp. 62)
April 22, 2017
a poesia da guerra , crua e nua !!!!!
Displaying 1 - 8 of 8 reviews









