A maior crítica em relação a esse livro de Waller Newell "tiranos" é ele enumerar todos os tiranos desde os tempos antigos até os dias atuais ,mas se esquecer de criticar os regimes capitalistas ocidentais que influenciaram muito na criação dos tiranos do século 20. Outra crítica é a flexibilidade da palavra terror comparando a revolução Francesa com os jihadistas atuais. Concordo com o autor , Robespierre foi muito pior do que muitos terroristas e tiranos. Ele com seu grupo de fanáticos jacobinos, destruíram o idealismo da revolução francesa,e colocaram no lugar o terror, servindo de modelo para tiranos vindouros como Stalin e Hitler.
O autor divide os tiranos em três classes:
Tiranos da Variedade jardim; São tiranos que retém o poder, e sugam o estado e se aproveita dos benefícios do poder como se o país fosse sua propriedade particular, e não pensam duas vezes para parar seus povos por simples prazer. Podemos incluir aqui Bashar al-Assad e Robert Mugabe etc.
Tiranos reformadores: São tiranos que traziam vitórias e independências ao seus povos através da Guerra , bem como melhorias na área da legislação, e diminuição das desigualdades sociais. Aqui podemos incluir , Júlio César, César Augusto, Elizabeth I etc
Tiranos milenaristas: São tiranos que têm uma paixão por vingança e justiça querem uma revolução agora para poder usufruir no futuro um poder absoluto. Aqui podemos incluir Hitler, Robespierre, Lenin ,Stalin,Pol Por, Bin Laden etc
Só uma observação para o autor Vladimir Putin é o tirano atual que tem um pouco de cada uma das classes.
Aprendi muito com esse livro, a democracia apesar de seus defeitos , raramente permitirá o surgimento de tiranos, porque há sempre questionamentos e liberdade,e também pude conhecer esse terrorista sanguinário chamado Robespierre , que eu tinha como um herói.