O conflito com os soldados da Propater atinge seu ápice. A disputa entre os hackers Sophia e Travis decidirá a primeira etapa deste embate, mas o plano de Wycliffe também terá um papel fundamental nos desdobramentos do confronto! Completo em 9 volumes, Eden - It's An Endless World é uma narrativa de Ficção Científica inusitada, que chega ao Brasil em um novo projeto da Editora JBC, compilando 2 volumes da coleção original japonesa em uma única edição.
Hiroki Endo (遠藤浩輝) is a Japanese mangaka born on 1970 in Akita Prefecture. He graduated from Musashino Art University. He is best known for his science-fiction series Eden: It's an Endless World, which has been translated into English by Dark Horse.
Fabuła się zagęszcza, jest znacznie więcej krwi i przemocy niż wcześniej, dużo akcji, pościgów, wybuchów. Coraz więcej dowiadujemy się o świecie, choć właściwie nie było tego w tym tomie zbyt wiele. Czekam na więcej.
Cada vez eu me surpreendo ainda mais com a escrita do Hiroki Endou. Acho até que mais pessoas deveriam embarcar nessa história. Com 9 volumes, a série mostra que não tem pudores em lidar com determinados temas. O autor tem uma coragem inacreditável para abordar questões como preconceito, guerra e como o homem é moldado através destes conflitos terríveis. Este segundo volume está primoroso em relação ao primeiro, e tem alguns trechos que são de arrepiar.
Aqui é impossível dissociar escrita de narrativa. A escrita do Endou está profundamente interligada aos desdobramentos de narrativa. Alguns leitores vão ficar um pouco incomodados com alguns capítulos mais parados onde o autor desenvolve certos aspectos da trama como a ligação de Kenji com o seu irmão, a maneira como Wycliffe enxerga o mundo e os sentimentos de Elijah durante o combate. A escrita toma um tom mais acelerado durante os combates. Aliás, esta é uma edição com uma sequência ininterrupta de combates em quase a sua totalidade. Um prato cheio! Alguns diálogos soam estranhos porque o autor acaba colocando parte das ideias que ele deseja na história, mas o conteúdo dos mesmos é tão bom que eu nem me importei.
Os desenhos estão brutais nessa edição. Tem algumas cenas mais gore onde o autor não poupou tripas voando, ou personagens perdendo membros. Teve uma cena que eu já tinha lido anos atrás, mas havia esquecido; vi novamente e o meu choque foi igual ao que eu tive antes. Simplesmente mortal. Achei que o autor não aproveitou tanto o cenário de Macchu Picchu. Dava para criar uns elementos magníficos aliados ao cenário de devastação provocado pelo embate entre o grupo de Sophia e os soldados da Propater. Isso é compensado pelo trecho das memórias de Kenji onde eles aparecem em três cenários basicamente: a cidade onde vivem, Sacrifice Town e o laboratório de pesquisas. Eu gosto de como o Endou se foca nos detalhes cibernéticos. Ah, e como não falar dos Aeons? Apesar de que em alguns momentos, o autor dá uma simplificada nos detalhes por conta dos momentos de ação. Mas, no geral, os Aeons ficaram muito bons.
Os personagens são mais aprofundados nesta edição. Temos o passado de Wycliffe e do Kenji. Eu imaginei que a história do Wycliffe podia ser aquela. Achei legal a ideia do autor de perpetuar um ciclo. O que acontece ao Wycliffe é uma forma de se redimir pelo que aconteceu em seu passado. Não sei se o que ele fez foi uma redenção completa, mas acredito que, para ele, naquele momento, representou algo de positivo para ele. Já Kenji continua a ser um estranho no ninho. Queria entender a razão de toda aquela revolta. Não ter conhecido os pais gera aquilo? Caramba, é melhor eu ter cuidado com órfãos espalhados pelo mundo. O autor deixa passar uma ideia de que outras coisas podem ter acontecido ao personagem, e eu quero entender mais disso. Também queria entender como Kenji enxerga o coronel. Porque a relação dos dois parece ser muito estranha também.
Já Elijah recebe poucos momentos de tela. Vemos o que ele é obrigado a fazer e como isso acaba afetando a psiquê dele. Apesar de que ele se recupera bem rapidinho do choque daquilo. Soou também muito conveniente aquilo. Mas, tudo bem. O que eu entendi é que o Endou quer mostrar como o Elijah vai perdendo progressivamente a sua inocência. Só é estranho pensar como Elijah durou tanto tempo sozinho nesse mundo cruel. A relação entre Elijah e Helena está se estreitando... ou seja, vocês já podem prever o que vem por aí, né. Talvez essa seja a minha única reclamação em relação à escrita do Endou: em alguns momentos ele cria coisas bem criativas para os personagens; em outros ele pode ser muito previsível.
" "Guerra Religiosa" é uma coisa que nunca existiu na história da Terra. Por trás de toda guerra, há uma discriminação institucionalizada e uma desigualdade econômica. Mais da metade da população mundial continua lutando só para ter o que comer. Para eles, "Deus" e "fé" são "apoios" para se manterem vivos."
Minha mente explodiu nessa hora. O autor já havia dado pistas do que ele pretendia trabalhar e do como ele abordava certos temas em momentos anteriores. Vai ser a partir do capítulo do passado do Kenji que a coisa fica séria. Vamos começar falando sobre a questão religiosa. Aqui temos um combate entre uma aliança muçulmana que deseja a manutenção da fé e a liberdade de crença e uma Propater que enxerga na religião algo desnecessário diante de tantas mortes causadas pelo Closer. No primeiro volume, o autor questionou o motivo de Deus ter permitido a difusão do vírus Closer. Aqui, ele questiona a necessidade da crença na vida das pessoas. Pelo que a negociante comenta com o irmão de Kenji, existe um conflito pela própria alma das pessoas que sobreviveram ao holocausto causado pela doença. Assim como Lane no primeiro volume, Kenji tem o desejo de atuar como um deus, matando aqueles que ele considera perniciosos para o mundo. Tem uma fala macabra do Kenji conversando com o seu irmão no carro.
Outro tema abordado pelo autor são os horrores causados pela guerra. Podemos traçar esse tema em dois momentos: as mortes causadas pelo Cherubim controlado por Elijah e o passado de Wycliffe. Falando do primeiro, a maneira como Elijah reage àquela situação é muito normal. Acho até que o coronel estava esperando por aquilo. Só achei estranho a rápida recuperação do Elijah. Matar daquela forma causa muitas mudanças nos sentimentos e na mente das pessoas. Já Wycliffe nos mostra um lado da guerra que muitas vezes não vemos. A guerra é feia, suja e nojenta. Monstros são criados dentro desse ambiente. Vocês não fazem ideia de como aquela prática testemunhada por Wycliffe é comum no Oriente Médio e no Paquistão. Filmes-documentários de guerra já mostraram várias situações semelhantes. Quem romantiza os conflitos armados não faz ideia da desumanidade presente neste momentos. É onde o ser humano desperta o seu lado mais primitivo.
Este segundo volume consegue ser ainda melhor do que o primeiro. Endou não alivia em nenhum momento e as cenas de ação são incríveis. Nas partes mais paradas, o autor consegue nos atrair com os seus diálogos sagazes e reflexivos. Questiona fortemente os horrores da guerra e a necessidade da crença religiosa na vida do homem. Altamente recomendado.
To pierwsze dzieło pisane, gdzie nie mogę doczekać się, aż dotrę do posłowia. Bo jest ciekawe, bo autor nie filozofuje, bo pokazuje, że też wiedzie ludzie życie.
A tom? Cały przewalczony z dwoma retrospekcjami. Jedną smutną i prowadzącą do żalu, a drugą... powiedzmy, że mi chłopa nie jest szkoda. Ani jego brata.