No vasto universo mágico imaginado por Monteiro Lobato – em que bonecas de pano ganham vida, sabugos de milho são sabidíssimos e porcos portam títulos de nobreza —, talvez este Caçadas de Pedrinho seja um dos livros mais completos.
A caçada da onça, o contra-ataque dos animais unidos, a descoberta e o convívio com o rinoceronte fazem com que a aventura seja plural, e traga tudo que faz dos livros de Monteiro Lobato peças inesquecíveis na infância de gerações sucessivas de brasileiros.
Publicado originalmente em 1933, Caçadas se mantém vivíssimo na imaginação de seus primeiros leitores e envolve igualmente os novos. Não há criança que não vibre com a aventura da turma, assim como não há adulto que não se sinta provocado por uma segunda (ou terceira...) leitura, em que se descobrem a crítica à burocracia do governo brasileiro, personificada deliciosamente na criação do Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte.
Nesta edição, reunimos quatro ilustradores preciosos, que contribuem tanto para reavivar a memória dos leitores mais antigos, como para que o convite à leitura aos mais jovens seja renovado e contínuo.
José Bento Renato Monteiro Lobato (April 18, 1882 - July 4, 1948) was one of Brazil's most influential writers, mostly for his children's books set in the fictional Yellow Woodpecker Ranch but he had been previously a prolific writer of fiction, a translator and an art critic. He also founded one of Brazil's first publishing houses (Companhia Editora Nacional) and was a supporter of nationalism.
Nunca sei o que falar de um livro do Monteiro Lobato. Acredito que minha opinião seria bem mais imparcial se não se tratasse do Sítio, mas, né, é aquele ditado: vamos fazer o quê?
Caçadas de Pedrinho é, na verdade, o livro que começou toda a "polêmica" (que de polêmica não deveria ter mais nada: Monteiro Lobato era, sim, racista e ponto) e, inicialmente, folheei a edição nova em busca de algum indício de nota, explicação ou qualquer coisa do tipo, mas não encontrei nada. Fiquei um momento sem saber o que pensar sobre isso e, por fim, decidi que não deveria pensar nada. Não cabe a mim decidir o que seria certo e o que seria errado fazer nesses casos, alguns me condenariam já de cara por estar lendo (e gostando d)os livros do Sítio, então posso achar o que for que não vai importar muita coisa. Segue o baile.
O livro em si continua uma delícia de ler. Sendo uma leitura que é meio releitura, foi bom reencontrar a maravilhosa reunião dos bichos da mata, a representação excelente do governo e de como as pessoas agem e, finalmente, o Quindim, querido Quindim (o Quindim tinha música na trilha sonora da série? não consigo me lembrar e, bom, estou com preguiça de procurar... enfim). Fica assim que as notas vão acabar sendo iguais para todos os livros do Sítio do Picapau Amarelo.
Um dos muitos livros de Monteiro Lobato para crianças. Apesar de divertido, ele não perde oportunidade de fazer crítica social, como no trecho adiante, em que comenta o desempenho governamental.
“Fazia dois meses que o governo se preocupava seriamente com o caso do rinoceronte fugido, havendo organizado o belo Departamento Nacional de Caça ao Rinoceronte, com um importante chefe geral do serviço, que ganhava três contos por mês e mais doze auxiliares com um conto e seiscentos cada um, afora grande número de datilógrafas e “encostados”. Essa gente perderia o emprego se o animal fosse encontrado, de modo que o telegrama de Dona Benta os aborreceu bastante. Em todo caso, como outros telegramas recebidos de outros pontos do país haviam dado pistas falsas, tinham esperança de que o mesmo acontecesse com o telegrama de Dona Benta. Por isso vieram. Se tivessem a certeza de que o rinoceronte estava mesmo lá, não viriam!”
Estou adorando ler Monteiro Lobato, mas o começo desse livro me chocou muito pela caça à onça (o que não deveria ter me chocado já que o nome do livro inclui “caçadas”). Achei cruel e desnecessário, assim como as falas racistas.
Conhecemos a história de como o rinoceronte chegou ao Sítio - que no seriado se chamava Quindim e andava com uma roupa com vários números.
Como estou lendo de trás pra frente, estou ansiosa para continuar com “Reinações de Narizinho”!
Achei muito criativo a livro. Super bem feito e até aparecer um rinoceronte, não nativo do Brasil, e o gigante paquiderme virar o famoso Quindim e obedecer a boneca Emília e além de ser um gramático da língua portuguesa!
So shocking when the children kill a tiger at the beginning.... NOT the way any children's book would start nowadays (this was written in 1933 in Brazil). But the tigers plan to get their revenge by killing the whole family. However, they are thwarted by a very clever doll who has the idea of them all learning to walk on stilts, which are very precisely 4" higher than tigers can jump. How's that for plot. Then there is an even more whacky episode with a rhinoceros which is so hilarious that I've been annoying everyone to death telling them about it. You just had to be there. But you have to learn Portuguese first.
Ano passado esse livro foi criticado e Monteiro Lobato acusado de racista por conter expressões como negra, beiço, etc. Como se as pessoas não tivessem a capacidade de discernimento e de julgamento. Polêmicas à parte, ótimo livro de aventuras ambientado no Sítio pelos queridos personagens tão nossos conhecidos, incluindo a doce Tia Nastácia e seus quitutes de dar água na boca.
Nessa história, Pedrinho e uma expedição formada por Narizinho, Emília, Rabicó e Visconde de Sabugosa vão à caça de uma onça-pintada escondida na mata fechada do capoeirão de taquaraçus perto do Sítio do Picapau Amarelo. Com muita valentia e um pouco de medo, a turma arma a maior confusão entre os animais silvestres e se aventura numa caçada cheia de surpresas.