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O Jardim Sem Limites

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O Jardim Sem Limites é um romance de matriz urbana cuja acção decorre em espaços reconhecíveis, como sejam a zona da Baixa e alguns bairros centrais de Lisboa. Os protagonistas são jovens que vivem em bando, enredados nas malhas do desejo de independência e sede de protagonismo, sendo a figura central Leonardo, o satic-man, aquele a quem todos os outros admiram e procuram seguir no seu exemplo de superação e resistência. Sobre este livro, a autora disse em entrevistas que se tratava de um livro sobre jovens do nosso tempo, heróis sem pátria, filhos sem família, mártires sem Deus. Na verdade, a Casa da Arara, essa espécie de antro de experimentação de viver, que o grupo habita, acabará por ser o palco onde a metáfora da dispersão acontece. Mas este livro não se limita a colocar em acção os caminhos do desencontro. As longas performances de Leonardo, imóvel na Rua Augusta, na tentativa de bater o record da imobilidade e entrar para o Guinness, são acompanhadas de momentos de grande humor e observação aguda de hábitos e costumes.

375 pages, Paperback

First published January 1, 1995

86 people want to read

About the author

Lídia Jorge

80 books248 followers
LÍDIA GUERREIRO JORGE nasceu em Boliqueime, Loulé a 18 de Junho de 1946. Concluído o curso de Filologia Românica, dedicou-se ao ensino liceal (Angola, Moçambique e Lisboa). Publicou os romances O Dia dos Prodígios (1980, Prémio Ricardo Malheiros), O Cais das Merendas (1982, Prémio Literário Município de Lisboa), Notícia da Cidade Silvestre (1984, Prémio Literário Município de Lisboa), A Costa dos Murmúrios (1988), A Última Dona (1992), O Jardim Sem Limites (Prémio Bordalo, 1995), O Vale da Paixão (Prémio D. Dinis, 1998), O Vento Assobiando nas Grutas (2002, Grande Prémio do Romance e Novela da APE/DGLB), Combateremos a Sombra (2005, Prémio Charles Bisset) e A Noite das Mulheres Cantoras (2011); os livros de contos A Instrumentalina (1992), Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2004) e Praça de Londres (2005); a peça de teatro A Maçon (1993) e o ensaio Contrato Sentimental (2009). Os seus romances são constituídos por vários planos narrativos, onde o fantástico coexiste com o real, e os problemas sociais colectivos são postos em relevo através de figuras humanas com dimensão metafórica e mítica. Foi condecorada, pela Presidência da República, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2005.

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10 (11%)
1 star
5 (5%)
Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Roman Sonnleitner.
41 reviews1 follower
Read
September 12, 2012
Hmmm, I read this years ago, and I really loved it back then, would probably have given it 5 stars.
I don't even know why, but I started re-reading it again recently - and I couldn't even finish it this time around, I found it so tedious, repetitious, and uninteresting - has my own taste changed so much, or is it because I already know the story?
Whatever the reason may be, I'm refraining from rating this.
Profile Image for Ana.
48 reviews8 followers
December 13, 2018
Desisti após 60 páginas. A vida é demasiado curta para nos obrigarmos a ler livros que não nos prendem! É incrível como em 60 páginas não aconteceu praticamente nada. As personagens foram-me completamente indiferentes. A história, se é que existe, é aborrecida. Queria muito ter gostado, mas não deu :(
Profile Image for Rita P Smits.
307 reviews1 follower
June 16, 2024
Outra pessoa que deixou uma crítica dizia "Queria muito ter gostado, mas não deu!", e eu não tenho muito mais a acrescentar ahah

DNF, ou seja, não cheguei a terminar, li apenas uns capítulos. Pareceu-me uma versão inferior da Claraboia by José Saramago , do Saramago, e a escrita deixou-me com um sabor a notas destoantes, uma aspereza desagradável e dificíl de continuar a ler.

Uma pena, porque não fiquei com vontade nenhuma de voltar a esta escritora, que mal conheço.
Profile Image for Susana.
136 reviews
July 7, 2023
Depois de ler este livro, que foi publicado em 1995 e tem como personagem principal um perfomer de rua, que faz de estátua humana, tem o nome artístico de Static Man e pretende bater o Recorde do Guiness de imobilidade voluntária, vi uma notícia na televisão, por acaso, que referia um tal de António Santos, que tem o mesmo modo de ganhar a vida, o mesmo nome artístico e já bateu vários recordes do Guiness relacionados com esta atividade.

Achei demasiada coincidência, pesquisei um pouco e percebi que afinal o livro de Lídia Jorge é mesmo inspirado neste artista.
Neste vídeo podem vê-lo a referir a colaboração com a escritora (a partir do minuto 58:40):
https://www.youtube.com/watch?v=9pj34...
Profile Image for Vasco Ribeiro.
408 reviews5 followers
February 8, 2017
As personagens são reais (possíveis) embora estranhas, mas cheias de carga simbólica. O problema é que não percebi o que simbolizam. Numa cas de Lisboa, (ocupada, porque entregue á família Lanuit - marido um resistente no desemprego que escreve um livro contra a corja - a mulher uma quarentona ainda jeitosa apresentada como burra, mas que parece ainda sonhar, para alugar quartos enquanto a casa não é demolida e dois filhos que quase não aparecem no livro), nos anos de 80. Os quartos do 1º andar são alugados a uma série de pessoas, aparentemente jovens que fazem a sua vida centrada à volta de Leonardo, um performer que vai bater o recorde de imobilização na Baixa de Lisboa. Aparecem Paulina - a amante de todos e organizadora; César, Gamito, Falcão o cine-repórter. Leonardo bate o record do guiness e depois recusa-o. O livro acaba simultaneamente com o incêndio do chiado. Sendo certo que Eduardo Lanuit, à conta de misteriosos mandantes, preparava-se para o incendiar no dia seguinte.
Há ainda o narrador - o último hóspede que escreve incessantemente numa Remington, e que ao fim não sabemos se não será a própria autora. E um membro das novas Igrejas, um tal Lavinha que anda sempre de fato escuro.
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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