Jump to ratings and reviews
Rate this book

Bronco Angel, o cow-boy analfabeto

Rate this book
Uma novela humorística escrita sob o pseudónimo William Faulkingway, publicada como folhetim no jornal satírico «O Bisnau», na década de 1980.

«De uma forma ou de outra, quase tudo é riso em Fernando Assis Pacheco. Fazer troça da própria dor pode ser um poderoso analgésico. Uma pessoa sofre, uma pessoa comove-se, uma pessoa chora, mas no instante em que o sofrimento ameaça tornar-se autocomplacência é altura de sabotar a mariquice com uma boa gargalhada. A farsa é capaz de ser a arma mais eficaz de que dispomos perante a tragédia. Ou, pelo menos, a melhor maneira de lhe empatarmos o passo, já que o resultado final está escrito de antemão.» —Carlos Vaz Marques

«Eu nasci de catorze meses, que é assim um bocadinho prematuro ao contrário, e foi por causa que a minha mãe não queria alcançar mas depois distraiu-se e o meu pai disse:
"Olha, se for rapariga chama-se Custódia", mas nasci eu.
Quando eu nasci, a parteira olhou muito para mim e exclamou:
"Este moço é mais feio do que uma embalagem de fósforos de cozinha!"
Isto são coisas que eu ouvi contar e não ligo, porque realmente se fosse a ligar emigrava mas era para o Alasca e nunca mais punha os pés em Crow Junction, ora essa. A parteira nem levou dinheiro pelo serviço, ficou cheia de pena. Diz-se que disse à madrinha:
"Mais valia ter nascido de sete meses, para vocês se irem habituando. Agora de catorze…"»

Edição e prefácio de Carlos Vaz Marques
Ilustrações originais de João Fazenda

128 pages, Paperback

Published November 1, 2015

19 people want to read

About the author

Fernando Assis Pacheco

25 books15 followers
FERNANDO ASSIS PACHECO nasceu em Coimbra, a 1 de Fevereiro de 1937.
Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi poeta, ficcionista, jornalista e crítico. O avô paterno foi redactor da revista Vértice, circunstância que lhe permitiu privar de perto com Joaquim Namorado e outros poetas da sua geração como Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos.
Publicou o primeiro livro de poesia em Coimbra, em 1963: “Cuidar dos Vivos”, poesia de intervenção política, de luta contra a guerra colonial. O seu segundo livro de poesia “Câu Kiên: Um Resumo” (título vietnamita para escapar à censura fascista), foi publicado em 1972, mas conheceria a sua versão definitiva em “Katalabanza, Kiolo e Volta”, em 1976. No mesmo ano publicou “Siquer este refúgio”, também de poesia.
Em 1978 publicou o livro de novelas “Walt ou o frio e o quente” e em 1980 “Memórias do Contencioso e outros poemas” que reuniu poemas publicados entre 1972 e 1980.
Em 1987, mais um livro de poesia: “Variações em Sousa”. E outro em 1991: “A Musa Irregular”, onde reuniu toda a sua produção de poeta até esta data.
Estreou-se no romance com “Trabalhos e paixões de Benito Prada: galego da província de Ourense, que veio a Portugal ganhar a vida” em 1993.
Morreu em Lisboa, com 58 anos, à porta da Livraria Bucholz em 1995.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
3 (8%)
4 stars
14 (40%)
3 stars
17 (48%)
2 stars
1 (2%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Zezi.
12 reviews27 followers
December 21, 2020
Inventivo, imaginativo, hilariante, divertido e muito bem escrito! O primeiro contacto com a escrita de Fernando Assis Pacheco foi das melhores!

Venham mais!!
Profile Image for Miguel.
Author 8 books38 followers
December 28, 2015
Uma novela passada num faroeste demasiado parecido com o Portugal dos anos 80, que nasceu como folhetim de um jornal humorístico. Serve essencialmente para aquilatar duas coisas: que Fernando Assis Pacheco era igualmente brilhante a escrever humor (por vezes terno por vezes selvagem, ora levezinho ora nonsense), mas sobretudo que era um magnífico escritor, nomeadamente neste registo que atravessa a crónica, a ficção ou a farsa.
Profile Image for Rosario Oliveira.
203 reviews
June 11, 2019
Ler um livro do Assis Pacheco, um livro de crónicas, de um escritor que conheci nos Encontros Internacionais de poetas, em Coimbra, onde ele ia e fazia um figurão a dizer os seus poemas, de uma forma retumbante, alegre, cheia. Ainda o consigo ver na sua camisa de riscas largas, suspensórios, barba, riso. Era uma alegria contagiante o Assis, como lhe chamavam os que lhe eram próximos, aqueles poetas todos grandes, ali à volta uns dos outros. Ainda bem que pude viver aquilo.
Mas, voltando a este livro, ele é feito com ironia e graça. O Bronco Angel é uma figura política da época, no entanto podia ser também uma figura política de agora.
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.