Jump to ratings and reviews
Rate this book

Pai Nosso

Rate this book
«Porque tens medo desta história? Porque não sei se consigo contá-la direito.»
Neste livro Beatriz, uma professora de estudos do médio oriente em Inglaterra, conta-nos a história de Maria ou Marie ou O Fantasma, fotógrafa de guerra de origem portuguesa que se tornou um ícone mundial.
Maria testemunhou tudo o que havia para testemunhar nos conflitos religiosos que assolam o mundo há mais de vinte anos, com relevo na crise do médio oriente. Como foi possível chegarmos a este estado. Israel, Iraque, Afeganistão, Turquia, Síria, Marrocos, Nova Iorque, Londres, Paris, Lisboa. Geografias que se cruzam sucessivamente e onde se projectam acontecimentos inesperados.

476 pages, Paperback

Published November 20, 2015

17 people are currently reading
166 people want to read

About the author

Clara Ferreira Alves

16 books53 followers
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Clara Ferreira Alves integrou a redação de A Tarde, do Correio da Manhã e do Jornal de Letras. Foi crítica literária, editora e redatora principal do Expresso.
Publicou crónicas na Única, na Máxima, no Diário Digital e colaborou na TSF. Entre 2000 e 2004 foi diretora da Casa Fernando Pessoa, onde voltou a fundar a revista Tabacaria.
Na televisão apresentou Figuras de Estil com Vasco Graça Moura e foi autora de Falatório, ambos na RTP2. Apresentou O Caminho Faz-se Caminhando com Mário Soares na RTP1, e participa no programa de opinião política O Eixo do Mal na SIC Notícias.
Publicou os livros Pluma Caprichosa, Passageiro Assediado em co-autoria com Fernando Calhau e Mala de Senhora e Outras Histórias. É membro do júri do Prémio Pessoa.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
44 (19%)
4 stars
88 (39%)
3 stars
65 (29%)
2 stars
18 (8%)
1 star
7 (3%)
Displaying 1 - 27 of 27 reviews
Profile Image for Carla.
185 reviews25 followers
May 12, 2019
"Deus foi a pior invenção do homem." (página 472)

Esta é uma das frases mais eloquentes que já vi escrita sobre Deus e os homens e que resume muito bem os acontecimentos que este livro retrata. Sempre pensei numa realidade alternativa, em que não existisse nem Deus nem religiões, e se tal acontecesse, a Humanidade, durante a sua história, talvez tivesse sido poupada aos massacres que todos conhecemos.

Mas reflexões à parte, no que diz respeito ao livro, este retrata-nos a vida de uma fotógrafa portuguesa que cobre vários conflitos, desde a primeira invasão do Iraque pelos Aliados, no início dos anos 90 do século XX, até à actualidade, e à entrada em Bagdade pelos combatentes do Estado Islâmico.

A personagem principal, Maria ou "Marie", como passa a querer ser conhecida, efectua reportagens fotográficas em Jerusalém, no Iraque, na Jordânia e no Afeganistão, onde ela, como outros repórteres de guerra, viciados em adrenalina, correm os maiores riscos, para darem a conhecer ao mundo os campos de refugiados nos territórios palestinianos ocupados, os atentados em Israel, as duas invasões do Iraque, a invasão do Afeganistão pelos E.U.A. após o 11 de setembro de 2001, e os constantes atentados nestes dois países por terroristas muçulmanos da Al-Quaeda e do Estado Islâmico.

E no livro são abordados todos os lados da história: o trabalho dos repórteres de guerra e das razões que os movem, os espiões, os jovens soldados ocidentais que morrem ou que ficam estropiados nos conflitos, o sofrimento das populações locais dos países afectados pelas guerras, as ambições dos políticos, os interesses económicos das multinacionais, o trabalho desenvolvido pelos voluntários das organizações humanitárias, a radicalização de jovens terroristas e os atentados que levam a cabo.

E ninguém é poupado pela autora. Todos têm culpa e não há inocentes, a não ser talvez, as vítimas dos atentados e as populações afectadas pelas guerras.

A autora também não poupa os leitores nas descrições violentas que faz, e com um realismo demasiado cruel, dos acontecimentos. E por vezes, a crueza do que nos é relatado obrigou-me a fazer uma pausa.

Há, ainda, histórias de amor no decurso de tantos conflitos, mas sem finais felizes.

É um bom livro, bem escrito, e que fala de forma fria, por vezes cínica, mas objectiva, sobre o conflito e as suas origens entre o ocidente e o mundo islâmico e entre as três principais religiões (cristã, judaica e muçulmana), mas que nos deixa uma amargura no nosso coração: a guerra não tem fim à vista, todos nós podemos ser vítimas e não há qualquer esperança na sua resolução.
Profile Image for Vanita.
93 reviews33 followers
February 23, 2016
É um osso duro de roer, este romance de Clara Ferreira Alves. Assim como a realidade que retrata. Tal como a autora, também a protagonista desta história - melhor, a figura central - é uma pluma caprichosa que não se compadece com os conhecimentos dos leitores. Para "o fantasma", assim é apresentada Maria, ou o interlocutor sabe tanto como ela, ou nem merece uma possível troca de palavras. O mesmo se aplica ao leitor. O ritmo frenético e telegráfico, os avanços e recuos, não permitem pausas para explicações, menos ainda adaptações à linguagem comum. Aqui escreve-se em registo de reportagem de guerra, com terminologias e contextos próprios daquele ambiente e quem não consegue acompanhar fica de fora. Este não é um romance fácil, chega mesmo a ser exasperante pela ausência de pequenas bóias de salvamento a quem chega sem aviso prévio, bóias que indiquem para que direcção corre a história, ou até em que personagem nos focamos em cada momento. E só já bem a meio do livro conseguimos encontrar um fio condutor que nos leve até ao desfecho. Isto se a persistência nos permitir lá chegar. Aí sim, podemos descansar. É um bom livro, com algumas falhas, claro, mas um livro que não nos sairá da cabeça durante muito tempo. Muito pela impressão que a narrativa confere à história. Ainda assim, não é romance que agrade a todos, o que, em si, até pode ser um elogio.
Profile Image for David Pimenta.
376 reviews19 followers
January 8, 2016
“Foi um processo longo, uma verdadeira oficina”, disse Clara Ferreira Alves em entrevista à Renascença sobre “Pai Nosso” (Clube do Autor, 2015), um livro há muito esperado e pensado antes dos trágicos acontecimentos de 11 de Setembro em Nova Iorque. Se houve uma verdadeira carpintaria por detrás do primeiro romance da escritora, como faz questão de referir na maioria das entrevistas dadas, o resultado está à vista a cada página. Complexo, estruturado e humano são talvez as melhores palavras que o descrevem, com o medo a imperar na maioria dos parágrafos – e, tal como Clara escreve ao longo do enredo, é preciso prestar atenção a todas as coisas que acontecem pela primeira vez.

Uma certa especialista de Estudos do Médio Oriente, “uma académica dessas que passam pela vida a escrever teses que ninguém lê e a papaguear teorias de que ninguém quer saber”, decide explorar a história do Fantasma, uma conhecida fotógrafa de guerra. Dentro das paredes de um hotel de Bagdade, Marie começa a contar as suas histórias de guerra e do coração. Memórias divididas entre Israel, Iraque, Afeganistão, Síria, Marrocos, Paris, Lisboa e tantos outros lugares que se entrelaçam num ponto comum em todo este “Pai Nosso”: o terrorismo.

Para continuarem a ler toda a review basta irem ao Deus Me Livro : http://deusmelivro.com/critica/pai-no...
Profile Image for Betita.
134 reviews10 followers
January 31, 2017
"... Deus não foi generoso nas medidas da Sua cidade. Não passa de um souk estreito para tanta seita.
Arménios. Coptas. Ortodoxos. Católicos. Judeus. Dominicanos. Franciscanos. Etíopes. Gregos. Russos. Americanos. Israelitas. Sírios. Assírios. Evangélicos. Carismáticos. Nazarenos. Samaritanos. Harendim. Mizrahim. Hassídicos. Chassídicos. Caldeus. Conservadores. Reformistas. Congressistas. pacifistas. Sionistas. Sefarditas. Maronitas. Pelotas. Fariseus. E por aí fora. Todos vêm para Jerusalém. O problema da Terra Prometida é o da família depois da morte do patriarca. O conhecido problema das partilhas." (pág 66)

E de quem é o Pai Nosso?!
Muito bom com um final de nos deixar "sem pinga de sangue".
Profile Image for Ana.
751 reviews114 followers
July 17, 2016
No início custou-me um pouco habituar-me à forma como a história é contada - quase sempre em retrospectiva e na terceira pessoa. Mas depois, apanhei-lhe o jeito e a leitura fluiu sem esforço, apesar do enredo complexo, com bastantes personagens e geografias. O livro está muito bem escrito, o que também ajudou. Gostei muito da história, e embora tivesse adivinhado o final antes do tempo, isso não retirou prazer à leitura.
Profile Image for João Vaz.
254 reviews27 followers
January 8, 2016
Implacável. Mas a páginas tantas, como quando assistimos a sacrifícios a Alá nos noticiários da TV, já perdemos empatia e sensibilidade. Ainda assim o desfecho deixou-me desconcertado. Muito. Não sei se durmo hoje.
Profile Image for Rui.
115 reviews8 followers
August 12, 2017
É um livro bastante duro, não tanto pelo enredo mas por nos fazer reflectir sobre a nossa condição humana, a religião, o poder, a maldade, a violência, a guerra, as guerras, as novas formas de guerra. Há uma diferença entre a civilização ocidental e o mundo muçulmano ou a intolerância está à porta, em todos nós, à espera duma oportunidade? A perspectiva duma fotógrafa profissional, o olhar de neutralidade num presente em que ser neutral é cada vez mais difícil, perigoso, inconsequente e, no fim, impossível.
Profile Image for José Martins.
5 reviews3 followers
November 9, 2023
Desilusão. O tema não podia ser mais interessante (Médio Oriente / Terrorismo Global) mas é tratado de uma forma inconsistente. Entre as irritantes (e constantes...) citações em inglês e um estilo de escrita pouco natural - pejado de frases curtas, a la Hemingway ou Ellroy - fica uma sensação de pretensiosismo. O final está mal trabalhado e é pouco menos do que inverosímil. Uma boa ideia, desbaratada de forma intelectualóide.
Profile Image for Paula M..
119 reviews53 followers
April 16, 2017
A História do terror numa história contada de forma irónica e imparcial. Sendo a protagonista uma fotógrafa de guerra não se perde tempo com "irrelevâncias", futilidades ou moralismos...a narrativa avança à velocidade de um click de uma Leica, em diversos terrenos e por diversos caminhos....todos eles irregulares, uns mais do que outros mas ninguém está inocente.
"Não vale a pena fugir dos terroristas . Estão em toda a parte como os pombos da cidade. Não dê de comer aos pombos".
Profile Image for Carla Coelho.
Author 4 books28 followers
April 19, 2016
Em 2009 o filme Estado de Guerra de Kathrin Bigelow pôs em relevo o vício da guerra. Contava a história de um homem que apenas em cenário de conflito armado (no caso no Iraque) se sentia em paz consigo mesmo. Só aí, desmontando bombas humanas, a sua vida ganhava sentido. Regressado ao país de origem e à vida familiar, não se adaptou. O filme termina com o seu regresso à guerra.
O livro de Clara Ferreira Alves tem mais de um ponto em comum com esse filme, ainda que não saiba se a escritora o viu e não lhe seja feita qualquer referência nas mais de 300 páginas que o compõem. Pai Nosso relata a história de Maria uma portuguesa transformada em repórter de guerra que encontra aí, longe do tédio das existências ditas convencionais da burguesa Lisboa, o chamamento da sua vida. Através delas seguimos as últimas décadas no Médio Oriente, começando pelos protagonistas clássicos (Palestina e Israel) e terminando com novos actores (ISIS).
Pelo meio acompanhamos pequena e a alta burguesia lisboeta, entre o passado e o presente da protagonista, uma mulher conhecida como O Fantasma, sem idade, que com a sua máquina fotográfica vai avançando pelos cenários de guerra, em busca da fotografia que sacuda de vez o marasmo da opinião pública internacional. A história de Maria entrelaça-se com a dos territórios por onde vai passando num enredo de cumplicidades e ingenuidades com um final trágico.
Gostei de ler este livro. Sabendo pouco sobre o conflito israelo-palestiniano e sobre a história milenar de Jerusalém, a obra de Clara Ferreira Alves fez-me ter vontade de conhecer mais. A intriga é interessante e está bem construída. Lembra-me as narrativas de Graham Greene com as suas personagens que, não sendo cúmplices, são impotentes face ao desenrolar dos grandes acontecimentos da história, não lhes restando outro papel senão o de testemunhas daqueles.
Profile Image for Sonia Teles.
121 reviews14 followers
February 14, 2016
Uma escrita crua, dura e actual. Clara Ferreira Alves transporta-nos para o ambiente do Médio Oriente, ajuda-nos a compreender melhor os acontecimentos recentes. Mesmo assim ainda continua a ser incompreensível como é que a fé em Deus, seja ele qual for, pode levar a cometer actos tão crueis. As personagens são bem construídas, gostei especialmente do Eduardo Allen Carneiro (faz-me lembrar alguém, quem será?) e o Tariq. Não consegui deixar de imaginar a personagem principal com a cara da Clara Ferreira Alves. Será Marie, um alter-ego da autora?
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
October 16, 2020
Depois de ler “Pai Nosso” fiquei com a ideia de que o Médio Oriente é um nó impossível de desatar.

Através da personagem Maria, uma fotógrafa de guerra misantropa, percorremos a História recente do Médio Oriente, desde o tratado de paz entre Israel e Palestina, a invasão do Kuwait, o 11 de setembro até à repressão dos talibãs no Afeganistão ou à guerra no Iraque. Desencantada com a vida, Maria conta a sua história a uma professora universitária, aspirante a escritora, que deseja escrever um livro sobre a misteriosa fotógrafa portuguesa que “está em todas” e ostenta a alcunha de “O Fantasma”.

Apesar de a narrativa não ser linear, com vários saltos temporais à medida que Maria se vai recordando de certos episódios da vida, é uma leitura viciante. Clara Ferreira Alves é mestre em demonstrar as complicadas relações no Médio Oriente, uma zona dilacerada por guerras de poder mascaradas como guerras em nome da religião. Na personagem Maria, vi nuances da repórter Marie Colvin, tragicamente morta na Síria, ou até de Martha Gellhorn, considerada a melhor correspondente de guerra do século XX e que fazia questão de realçar o lado humano nos conflitos que acompanhava.

Apesar de ser uma obra de ficção, as páginas estão povoadas de figuras reais e até existe um personagem descaradamente parecido com um primeiro ministro português, que “fugiu para a União Europeia”. Coincidências?
Profile Image for Pedro L. Fragoso.
876 reviews68 followers
February 24, 2019
Muito bom.

Finalmente, consegui ler o livro (estava na calha desde Junho de 2017, mas só consegui abri-lo ontem, problemas de disponibilidade de condições logísticas para leitura de livros em papel, este é já o terceiro este ano, começa a ser uma tendência; quase dois dias da minha vida dedicado a esta leitura, e felizmente, valeu a pena).

Uma história dolorosamente humana sobre as origens e resiliência do ressentimento e do ódio e a surpresa e fragilidade do amor, numa narrativa relevante e rica (até importante, mesmo que isso não venha ao caso) com personagens complexos, sofisticados, dignos de serem acompanhados e lembrados após a leitura, uma época insuportável, um mundo intratável, um rol de referências culturais (apanhei muitas, incluindo o Robert Fisk), uma trama primorosamente estruturada e implementada, uma escrita no mínimo adequada, frequentemente iluminada, a espaços brilhante, por vezes genial, muita contextualização (o que na literatura de ficção-científica se intitula de "infodumps" e irrita muitos leitores), de que gostei e agradeço, título perfeito.

«De todos os países onde trabalhei, o Iraque é o mais viciado, o mais violado, o mais doente, um serial killer serially killed. Dizem que aqui nasceu a nossa civilização.»
Profile Image for Patrícia Aboim.
187 reviews
February 13, 2022
Confuso e intenso... nada fazia prever o desfecho! Não foi fácil envolver-me, mas quando consegui surpreendeu-me
Profile Image for Agostinho Matos.
189 reviews
August 6, 2020
Considero este livro um bom romance de estreia da Clara Ferreira Alves pois reflete uma visão da escritora sobre o complexo conflito do médio oriente desde as guerra do Líbano, Palestino-Israelita, invasão do Kuwait pelo Iraque, 1ª e 2ª guerras do Golfo, do Afeganistão numa descrição jornalística-romanceada e as suas repercussões que teve em Portugal nas figuras de topo da política e da finança.
Histórias registadas em dezenas de cadernos, resultado das inúmeras viagens que a autora fez ao Médio Oriente e narradas através da personagem Maria ou Marie.
As personagens Tariq e Maria são os dois fantasmas que habitam e convivem ao longo do romance, ambos com um destino bem traçado. Os amigos de Marie, Adam e Marci em campos opostos pagam com a vida os seus ideais, comparáveis às tragédias diárias da Síria ou Iraque e aí nada infelizmente é romanceado.
Profile Image for Ricardo Trindade |.
453 reviews38 followers
January 9, 2023
Se o título está perfeito, já a narrativa de Pai Nosso parece um cadeado onde a chave anda desaparecida num palheiro! Clara Ferreira Alves é uma mulher misteriosa e opinativa, mas passar isso para um romance foi arriscado e não correu assim tão bem!
Ao longo desta obra romanceada a que o leitor tem acesso a dúvida persiste do início ao fim... Será que a personagem central não se trata no final de contas da representação da autora? Página após página fui ficando claramente com a sensação que Pai Nosso não passa de um relato vivido pela sua autora, com vários pontos ficcionais misturados com a realidade, servindo assim ao leitor a sua experiência em formato romance. Não estará Clara a fazer-se passar pela personagem Maria?! Suspeitas bem fortes de que a resposta é afirmativa!
Falando agora do conteúdo da obra... Ao longo da leitura fui ficando baralhado com o ritmo com que tudo acontece. Tão depressa se está a viver uma noite quente num hotel em Bagdade como na página seguinte já nos encontramos com Maria em Lisboa para logo depois voltar atrás no tempo e passar a acção para o Paquistão. Ao longo de Pai Nosso vejo um fio condutor mas não o consegui perceber como leitor, ficando sempre baralhado e com vontade de deixar o livro a meio por não conseguir tirar pontos positivos e finais completos quando tudo se vai encaminhando para o término.
No que toca à linguagem outra grande questão... Já não basta o puzzle temporal e de espaço e ainda é pedido ao leitor que fique baralhado com o recurso a vocabulário que tende a exigir umas pesquisas rápidas, causando pausas na leitura. Seria mesmo necessário? Não!
Vejo que Pai Nosso é um livro destinado a um determinado tipo de leitores, não agradando a todos nem à maioria, o que pode ser uma boa critica. A mim não convenceu, mas há quem goste!
Profile Image for Eva Gabriel.
11 reviews
December 9, 2016
Uma história sobre as aventuras duma portuguesa Maria, mais tarde Marie, fotógrafa de guerra. Iraque, Afeganistão, Israel. Em jeito de gravador que reproduz uma narrativa, a leitura vai andando para a frente e para trás no tempo. Presente. Passado. Presente. Passado. O ritmo conduz o leitor num mergulho memorial, profundo, angustiante, trágico, irónico. Personagens cativantes. Embora a história circule em torno da protagonista, é dado relevo a muitas outras figuras que (de)compõem a paisagem da narrativa. Critica inteligente e ironia que puxa a gargalhada. Recurso a imagens para explicar pontos de vista que me apaixonaram. Dinâmica de escrita que aprofunda e nos aprofunda. Um excelente livro.
45 reviews1 follower
February 1, 2016
Aconselho vivamente. Um romance muito bem escrito, com uma narrativa muito dinâmica e que aborda o tema do terrorismo. Leva - nos a visitar o Médio Oriente como um português o deverá imaginar. O cenário de guerra existe, o Estado Islâmico existe, a História existe.
As personagens são várias e variadas, engendradas de forma muito interessante. A história parece sem um rumo definido, mas quando chega é um clímax literário excelente.

Ainda, o tema da religião assume um papel forte e importante, lembrando que é ela que pode salvar ou matar. Não há neutralidade no romance.
Profile Image for Paula AL.
21 reviews2 followers
February 11, 2016
Comecei sem expectativa, indiferente mesmo.
Não sendo um livro pequeno, a meio já estava totalmente embrenhada e empolgada com todo o enredo, a confusão e a complexidade, os temas e os tempos cruzados. Tudo atualíssimo, para nós, adultos em 2016. Bastante ritmo e algum suspense.
A parte final, sendo uma reviravolta, estava mesmo a pedir para ser mais esmiuçada. Fica a sensação de um desfecho mal resolvido, para mim...
(E como isto pode funcionar como um spoiler, vou selecionar aquela caixinha ali em baixo)
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Filipa Zacarias.
1 review2 followers
June 3, 2016
Entre o início e o fim do livro tive 2 dias de leitura febril em que dificilmente me separei do livro. Comecei com algumas reticências e perdi-me no início do Afeganistão mas de uma maneira geral foi uma leitura apaixonante. Recomendo.
Profile Image for Jo.
159 reviews20 followers
January 31, 2016
Um bom livro, mas sem uma grande história. Óptimo para refrescar os conhecimentos de história dos conflitos recentes no Médio-Oriente mas pouco mais.
Profile Image for João Agostinho.
20 reviews1 follower
August 17, 2016
O primeiro romance da jornalista Clara Ferreira Alves, peca por ser demasiado descritivo e denso. Um final inesperado e pouco verossímil.
Profile Image for Shiningstar.
61 reviews1 follower
January 3, 2021
"A guerra da Terra Prometida é a guerra das partilhas da avó. Prometida a toda a gente."

Displaying 1 - 27 of 27 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.