Qual Elena Ferrante, qual quê! ROSA LOBATO DE FARIA! A melhor, a mais acutilante, erudita, intuitiva, espirituosa, inteligente, mundana, exclusiva, surpreendente, excelente escritora! Leiam tudo, tudo dela. Não deixem nem uma migalha. E depois, exultem de prazer.
Como não venerar o talento esplendoroso da autora, livro após livro, surpresa após surpresa? Livros da Rosinha? Dêem-me todos. Vou construir um castelo. “Eu sei que te chamavas Marina Rosa, comias o peixe com talheres de carne e tratavas a tua avó por tu. Mas essas fragilidades pequeno-burguesas eram desvalorizadas pela magnificência do teu corpo de deusa, as tuas carícias excessivas, os teus orgasmos sacrificiais. O meu sangue ama-te ainda quando o meu coração já te esqueceu”. “Isto cá em casa não é bem uma família, é mais uma peça de Tchekov. Vivemos, as minhas irmãs e eu, paradas no tempo à espera. De quê, pergunto-me. À espera que os dias passem, que o Pedro cresça, que o Zé Nunes morra, que as águas subam.”