A Boitempo Editorial, que completa 20 anos de atividade em 2015, publica em parceria com o portal Carta Maior a coletânea Bala Perdida: A violência policial no Brasil e os desafios para sua superação, quarto volume da coleção Tinta Vermelha. Ao longo de 16 artigos, a obra incita o debate público sobre o tema e traz propostas para reverter o quadro.
A coleção aborda perspectivas variadas sobre um tema atual e já conta com o sucesso de três publicações: Occupy (2012), Cidades Rebeldes (2013) e Brasil em Jogo (2014). Como acontece em todas as edições de Tinta Vermelha, autores cederam gratuitamente seus textos, o tradutor não cobrou pela versão do original para o português, e os fotógrafos e o ilustrador abriram mão de pagamento por suas imagens, o que possibilitou deixar o volume a preço de custo.
O Massacre Nosso de Cada Dia Reunindo textos que abordam a violência policial, o livro organizado por Bernardo Kucinski apresenta diversas abordagens e propõe variadas intervenções com o fim de mitigar o massacre que atinge parcela da população brasileira, grupo de pessoas formado, em sua maioria, por jovens do sexo masculino, pobres e negros. A crítica à militarização da polícia, o exame da política proibicionista em relação às drogas e o tratamento da violência policial são temas presentes nos diversos textos aqui compilados. Ao leitor que se interessar por avançar no tema da violência policial será de especial utilidade a indicação de leituras (obras e textos) contida no final do livro. Após a leitura deste livro, fica a convicção de que, no Brasil, a atuação do aparato jurídico policial do Estado é um dos meios mais eficazes para a naturalização da desigualdade e a promoção do extermínio de parcela de nossa população.
Questionável. Ótimas hipóteses para acabar com a violência policial. Seria mais considerável desmilitarizar a polícia. Não estamos na ditadura. A polícia militar é fruto do fascismo. Se vivemos em uma democracia de fato, não precisamos do Estado oprimindo os cidadãos. Esquecemos que o termo democracia é apenas uma ilusão para acharmos que escolher o próximo corrupto vai mudar algo em nossas vidas.
Resolvi deixar sem avaliação pois é um livro cheio de ensaios com pontos diversos, alguns você concorda, outros não. Acho um bom introdutório para o assunto, mas apenas introdutório mesmo, se você quiser saber mais sobre violência policial deve ler outros livros sobre o assunto, e a bibliografia da coleção é bem diversa, anotei vários títulos para ler a partir dela.