Japão, Período Edo (1603 – 1868). Época em que os shoguns (líderes militares) e daimyous (senhores feudais) dominavam territórios, sempre muito bem guardados por seus samurais.
Em uma sociedade estratificada e dominada por homens, Michiko decide negar seu destino e torna-se uma guerreira para realizar o sonho de encontrar sua família.
Acompanhada por Yamada, ela não medirá esforços nem poupará vidas para atingir seu objetivo – mesmo que, para isso, ela tenha que abrir mão da própria vida.
Sobre o Projeto A Samurai é uma HQ viabilizada através de financiamento coletivo e o primeiro projeto de quadrinhos de Mylle Silva.
Para realiza-lo, ela convidou oito quadrinistas nacionais e pediu para que cada um desenhasse um dos capítulos da história – e cada capítulo tem uma cor predominante.
A ideia nasceu do seu amor por personagens fortes e ganhou asas com a ajuda de muitas pessoas.
Esse livro é também uma homenagem ao quadrinista Claudio Seto (1944 – 2008), o primeiro artista a publicar mangás no Brasil.
Achei que ia ser uma coisa meio Mulan, mas me surpreendi.
Michiko é uma garota que foi abandonada em uma okiya (casa de geishas) ainda bebê pelo seu pai. Ela cresce com essa ânsia de encontrar a sua verdadeira família e para isso, resolve treinar kendo com seu melhor amigo para que possa se virar caso surja algum imprevisto pelo caminho. Nesse meio-tempo acaba se tornando uma geisha também.
O final achei meio doido e inesperado, mas funcionou.
A arte é um pouco confusa a princípio, já que cada capítulo foi elaborado por um artista diferente, mas depois fica bastante interessante acompanhar como cada artista visualizou os personagens e isso acabou enriquecendo ainda mais a obra.
A Samurai conta a história de Michiko, uma moça que cresceu longe da família em uma casa de gueixas, onde aprendia o ofício na esperança de reencontrar sua família. Ao lado de Yamada, a menina treina nos caminhos do bushidô, e aprende a ser a Samurai que o título promete.
Dividida em capítulos, cada um com uma paleta de cores distinta, A Samurai é um quadrinho esteticamente belo, e muito promissor. Baseando-se em uma premissa não exatamente original - a mulher que encarna diferentes papéis sociais em busca do que acredita - era um título que prometia muito no Catarse, onde foi financiado. E começa até bem.
Não demora, porém, para que o roteiro ingênuo coloque Michiko em uma trama cíclica - que, pelo que deixa a entender o posfácio, foi intencional - com uma história que se baseia em um paradoxo temporal e quebra expectativas sem explicar bem seus motivos. O que era para soar como algo "aberto" parece inacabado, ou simplesmente mal finalizado.
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Japão, Período Edo (1573-1603). Época em que os shoguns (líderes militares) e daimyous (senhores feudais) dominavam territórios, sempre muito bem guardados por seus samurais. Em uma sociedade estratificada e dominada por homens, Michiko decide negar seu destino e torna-se uma guerreira para realizar o sonho de encontrar sua família. Acompanhada por Yamada, ela não medirá esforços nem poupará vidas para atingir seu objetivo - mesmo que, para isso, ela tenha que abrir mão da própria vida.
Essa HQ me surpreendeu bastante, de forma positiva.Principalmente pela qualidade gráfica e pela criatividade ao contar uma história que de nova não tem nada: jovem é abandonada ainda criança e mantém o sonho de encontrar a família que nunca conheceu. A formas como as cores diferentes são utilizadas em cada momento da vida de Michiko, é simplesmente fantástica.Rosa nos momentos em que está no treinamento para ser gueixa, em que o mais importante é ser delicada, vermelho nos momentos de raiva, cinza ao ser confrontada com um passado que não nem um pouco claro em sua e assim por diante. Cada capítulo é desenhando por um artista diferente, o que faz com que os traços sejam bem diferentes, mas ao mesmo tempo se complementam.
Infelizmente, também tem alguns (poucos) pontos negativos, como ao traduzir alguma expressão em japonês, no rodapé da página, nem sempre era sinalizada. e as vezes a tradução aparecia em uma página diferente da palavra em questão.Pequenos detalhes, que atrapalham, mas não prejudicam essa obra maravilhosa. E pensar que essa obra quase não saiu do papel pois a autora estava com dificuldade em conseguir completar o orçamento que foi feito através de financiamento coletivo através do Catarse.
Inclusive, ela já estava com um projeto para a continuação dessa HQ."A Samurai - Primeira Batalha", sendo que ainda é possível contribuir através desse link aqui.Já fiz a minha contribuição e a previsão de lançamento é para Dezembro. A Samurai foi uma agradável surpresa, que veio confirmar que existem excelentes artistas brasileiros que precisam ser conhecidos e valorizados.