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O que é ecossocialismo?

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Pas de socialisme sans écologie, et pas d'écologie efficace pour sauver la planète sans anticapitalisme.Ce livre présente les analyses essentielles du courant écosocialiste. Outre le grand texte de Michaël Löwy, il republie certains documents clefs, comme le Manifeste écosocialiste international et deux études de cas : les États-Unis et le Brésil.

128 pages, Paperback

First published January 1, 2014

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About the author

Michael Löwy

184 books117 followers
French-Brazilian Marxist sociologist and philosopher. He is presently the emerited research director in social sciences at the CNRS (French National Center of Scientific Research) and lectures at the Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS; Paris, France). Author of books on Karl Marx, Che Guevara, Liberation Theology, György Lukács, Walter Benjamin and Franz Kafka, he received the Silver Medal of the CNRS in 1994.

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Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Medeiros.
45 reviews1 follower
March 20, 2021
excelente material introdutório a discussão da ideia, muito interessante
1 review
July 21, 2020
Sigo com as mesmas críticas ao movimento, apesar de prosseguir concordando com boa parte dele: abandona a crítica pesada sobre pecuária e monocultura extensiva. Por boa parte do texto há menções claras à necessidade de um câmbio entre valor de uso e valor de troca (ignorando o valor de vida não-humana)

Fala bastante sobre o conceito marxista de qualidade de vida e ética, mas não parece guardar a ética animal no mesmo balaio.

Pontos positivos: ataca fortemente a monocultura e a grilagem do latifúndio; principalmente em um capítulo dedicado a falar sobre Chico Mendes. Fala sobre crise energética. Exalta o cooperativismo.

Nota geral: uma leitura recomendada, mas que precisa ser anexada à ética animal e ao desejo antiapocaliptico.

Não menciona, mas deveria: o mundo vai continuar aqui quando nós humanos estivermos extintos. E ou há mudança ou nosso prazo vai ser cada vez mais curto.
Profile Image for dia.
59 reviews13 followers
March 20, 2025
pela sua dinâmica expansionista, o capital põe em perigo ou destrói as suas próprias condições, a começar pelo meio ambiente natural.
Profile Image for Igor Montenegro.
82 reviews4 followers
January 14, 2025
"A crítica cultural do consumismo é necessária, mas perfeitamente insuficiente. É preciso atacar o próprio modo de produção: se o problema é sistêmico, a solução tem de ser antissistêmica, isto é, anticapitalista. O projeto ecossocialista consiste em associar o "vermelho" - a crítica marxista do capital e a alternativa socialista - com o "verde", a crítica ecológica do produtivismo." [Introdução]

"Chico Mendes definiu com as seguintes palavras as bases desta aliança: 'Nunca mais um companheiro nosso vai derramar o sangue do outro; juntos nós podemos proteger a natureza, que é o lugar onde nossa gente aprendeu a viver, a criar os filhos e a desenvolver suas capacidades, dentro de um pensamento harmonioso com a natureza, com o meio ambiente e com os seres que habitam aqui.'" [Capítulo 1 - A herança de Chico Mendes]

"Por sua articulação entre socialismo e ecologia, reforma agrária e defesa da Amazônia, lutas camponesas e lutas indígenas, a sobrevivência de humildes populações locais e a proteção de um patrimônio da humanidade - a útima grande floresta tropical ainda não destruída pelo "progresso" capitalista - o combate de Chico Mendes é um movimento exemplar, que continuará a inspirar novas lutas, não só no Brasil mas em outros países e continentes. A herança de Chico Mendes está presente nas lutas, nos combates de seringueiros e indígenas, na mobilização dos camponeses contra os transgênicos, na convergência entre ecologia e socialismo que começa a se realizar, não só em pequenas redes militantes, mas também em torno do mais importante movimento social do Brasil, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)." [Capítulo 1 - A herança de Chico Mendes]

"[...] o que surpreende desde os primeiros escritos de Marx é seu naturalismo patente, sua visão do ser humano como ser natural, inseparável de seu ambiente natural. A natureza, escreve Marx nos 'Manuscritos de 1844', 'é o corpo não orgânico do homem'. Ou ainda: Dizer que a vida psíquica e intelectual do homem está indissoluvelmente ligada à natureza não significa outra coisa senão que a natureza está indissoluvelmente ligada com ela mesma, pois o homem é uma parte da natureza." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"Marx utiliza a teoria do valor-trabalho para explicar a origem do valor de troca, no âmbito do sistema capitalista. A natureza, por outro lado, participa da formação das verdadeiras riquezas, que não são valores de troca, mas valores de uso. Esta tese é muito explicitamente empregada por Marx na 'Crítica do Programa de Gotha' contra as ideias de Lassalle e seus discípulos: O trabalho não é a fonte dos valores de uso (que são, de qualquer forma, a riqueza real!) tanto quanto o trabalho, que não é em si nada além da expressão de uma força natural, a força de trabalho do homem." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"[...] a atenção de Marx se concentra sobre a agricultura e o problema da devastação dos solos, mas ele vincula esta questão a um princípio mais geral: a ruptura no sistema de trocas materiais (Stoffwechsel) entre as sociedades humanas e o meio ambiente, em contradição com 'as leis naturais da vida'. É interessante notar assim duas sugestões importantes, ainda que pouco desenvolvidas por Marx: a cooperação entre indústria e agricultura neste processo de ruptura, e a extensão dos danos, graças ao comércio internacional, a uma escala global." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"'Na sua paixão cega e desmesurada, na sua gula por trabalho extra, o capital ultrapassa não apenas os limites morais, mas também os limites psicológicos extremos da jornada de trabalho [...] E ele alcança seu objetivo abrangendo a vida do trabalhador, assim como um agricultor ávido obtém de seu solo um maior rendimento esgotando sua fertilidade.' (Capítulo d'O capital sobre a jornada de trabalho) Esta associação direta entre a exploração do proletariado e a da natureza, a despeito de seus limites, abre um campo de reflexão sobre a articulação entre luta de classes e luta em defesa do meio ambiente, em um combate comum contra a dominação do proletariado." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"É pena que nem Marx nem Engels tenham desenvolvido esta intuição fundada na ideia de que as comunidades pré-capitalistas viviam espontaneamente em harmonia com o seu meio natural, e que a tarefa do socialismo é restabelecer esta harmonia sobre novas bases." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"'Mesmo uma sociedade inteira, uma nação, enfim, todas as sociedades contemporâneas tomadas em conjunto, não são proprietárias da terra. Elas são apenas ocupantes, usufrutárias (Nutzniesser), e devem, como bons paters familias, deixá-la em melhor estado para as futuras gerações.' Em outras palavras: Marx parece aceitar o 'Princípio Responsabilidade' ('Principe Responsabilité') caro a Hans Jonas, a obrigação de cada geração de respeitar o meio ambiente - condição de existência das próximas gerações." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"[...] no volume III d'O capital, Marx não define mais o socialismo como a dominação ou o controle humano sobre a natureza, mas antes como controle sobre as trocas materiais com a natureza: na esfera da produção material, '[...] a única liberdade possível é a regulação racional, pelo ser humano socializado, pelos produtores associados, de seu metabolismo (Stoffwechsel) com a natureza, que eles controlam juntos ao invés de serem dominados por ele como por uma potência cega.' Esta ideia será retomada por sua conta, quase palavra por palavra, por Walter Benjamin, um dos primeiros marxistas do século XX a se colocar este tipo de questão: desde 1928, em seu livro 'Senso único' (Sens unique), ele denunciava a ideia de dominação da natureza como um 'ensinamento imperialista' e propunha uma nova concepção de técnica como 'império (maîtrise) da relação entre a natureza e a humanidade'." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"Não resta dúvida de que falta a Marx e Engels uma perspectiva ecológica de conjunto. Por outro lado, é impossível pensar em uma ecologia crítica à altura dos desafios contemporâneos sem ter em conta a crítica marxiana da economia política, o questionamento da lógica destrutiva induzida pela acumulação limitada de capital. Uma ecologia que ignora ou negligencia o marxismo e sua crítica do fetichismo da mercadoria está condenada a não ser mais do que uma correção dos 'excessos' do produtivismo capitalista." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"Daniel Bensaïd em sua recente - e notável - obra sobre 'Marx, o intempestivo' [sugere que]: reconhecendo que seria tão abusivo exonerar Marx das ilusões 'progressistas' ou 'prometéicas' de seu tempo como fazer dele uma voz a favor da industrialização desmedida, ele nos propõe um caminho bem mais fecundo: instalar-se nas contradições de Marx e tomá-las a sério. A primeira destas contradições sendo, com certeza, aquela entre o credo produtivista de certos textos e a intuição de que o progresso pode ser a fonte da destruição irreversível do meio ambiente." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"A questão ecológica é, na minha visão, o grande desafio para uma renovação do pensamento marxista no início do século XXI. Ela exige dos marxistas uma ruptura radical com a ideologia do progresso linear e com o paradigma tecnológico e econômico da civilização industrial moderna. Certamente, não se trata - isto é evidente - de colocar em questão a necessidade do progresso científico e técnico e da elevação da produtividade do trabalho: estas são duas condições incontornáveis para dois objetivos essenciais do socialismo: a satisfação das necessidades sociais e a redução da jornada de trabalho. O desafio é reorientar o progresso de maneira a torná-lo compatível com a preservação do equilíbrio ecológico do planeta." [Capítulo 2 - Progresso destrutivo: Marx, Engels e a ecologia]

"Uma pista fecunda foi aberta pelo ecologista e "marxista-polanyista" norte-americano James O'Connor: é preciso acrescentar à primeira contradição do capitalismo, examinada por Marx, a que há entre as forças e as relações de produção, uma segunda contradição, a que há entre as forças produtivas e as condições de produção: os trabalhadores, o espaço urbano, a natureza. Pela sua dinâmica expansionista, o capital põe em perigo ou destrói as suas próprias condições, a começar pelo meio ambiente natural - uma possibilidade que Marx não tinha levado suficientemente em consideração." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"A racionalidade limitada do mercado capitalista, com o seu cálculo imediatista de perdas e lucros, é intrinsecamente contraditória com uma racionalidade ecológica, que leve em conta a longa temporalidade dos ciclos naturais. Não se trata de opor os "maus" capitalistas ecocidas aos "bons" capitalistas verdes: é o próprio sistema, fundado na impiedosa competição, nas exigências da rentabilidade, na corrida atrás do lucro rápido que é o destruidor dos equilíbrios naturais. O pretenso capitalismo verde não passa de uma manobra publicitária, de uma etiqueta que visa vender uma mercadoria, ou, na melhor das hipóteses, de uma iniciativa local equivalente a uma gota de água sobre o solo árido do deserto capitalista." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"Uma reorganização de conjunto do modo de produção e de consumo é necessária, fundada em critérios exteriores ao mercado capitalista: as necessidades reais da população (não necessariamente "pagáveis") e a preservação do meio ambiente. Em outras palavras, uma economia de transição para o socialismo, "re-inserida" (como diria Karl Polanyi) no meio ambiente social e natural, porque fundada na escolha democrática das prioridades e dos investimentos pela própria população - e não pelas "leis do mercado" ou por um politburo onisciente. Em outras palavras, um planejamento democrático local, nacional, e, cedo ou tarde, internacional, que defina: 1) quais produtos deverão ser subvencionados ou até mesmo distribuídos gratuitamente; 2) quais opções energéticas deverão ser seguidas, ainda que não sejam, num primeiro momento, as mais "rentáveis"; 3) como reorganizar o sistema de transportes, em função de critérios sociais e ecológicos; 4) quais medidas tomar para reparar, o mais rápido possível, os gigantescos estragos do meio ambiente deixados "como herança" pelo capitalismo. E assim sucessivamente... Essa transição levaria não apenas a um novo modo de produção e a uma sociedade igualitária e democrática, mas também a um modo de vida alternativo, a uma civilização nova, ecossocialista, para além do reino do dinheiro, dos hábitos de consumo artificialmente induzidos pela publicidade, e da produção ao infinito de mercadorias nocivas ao meio ambiente." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"[...] o ecossocialismo é fundado numa aposta, que já era a de Marx: a predominância, numa sociedade sem classes, do "ser" sobre o "ter", isto é, da realização pessoal, pelas atividades culturais, lúdicas, eróticas, esportivas, artísticas, políticas, em vez do desejo de acumulação ao infinito de bens e produtos." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"O combate por reformas ecossociais pode ser portador de uma dinâmica de mudança, de "transição" entre as demandas mínimas e o programa máximo, com a condição de que se recusem os argumentos e as pressões dos interesses dominantes, em nome das "regras do mercado", da "competitividade" ou da "modernização". Algumas demandas imediatas já dão, ou podem rapidamente se tornar, o ponto de convergência entre movimentos sociais e movimentos ecológicos, sindicatos e defensores do meio ambiente, "vermelhos" e "verdes"." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"[...] no combate por uma nova civilização, a um só tempo mais humana e que respeite mais a natureza, é o conjunto dos movimentos sociais emancipadores que é preciso associar. Como diz tão bem Jorge Riechmann: Esse projeto não pode renunciar a nenhuma das cores do arco-íris: nem ao vermelho do movimento operário anticapitalista e igualitário, nem ao violeta das lutas pela libertação da mulher, nem ao branco dos movimentos não violentos para a paz, nem ao antiautoritarismo negro dos libertadores e anarquistas, e ainda menos ao verde da luta por uma humanidade justa e livre num planeta habitável." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"Luta contra a mercantilização do mundo e defesa fo meio ambiente, resistência À ditadura das multinacionais e combate pela ecologia estão intimamente ligados na reflexão e na prática do movimento mundial contra a mundialização capitalista/liberal." [Capítulo 3 - O que é o ecossocialismo?]

"Antes de mais nada, trata-se, parece-me, de uma ética social: não é uma ética dos comportamentos individuais, não visa culpabilizar as pessoas, promover o ascetismo, ou a autolimitação. Com certeza, é importante que os indivíduos sejam educados para respeitar o meio ambiente e recusar o desperdício, mas o verdadeiro jogo se joga noutra parte: na mudança das estruturas econômicas e sociais capitalistas/comerciais, no estabelecimento de um novo paradigma de produção e distribuição, fundado, como vimos anteriormente, em levar em conta as necessidades sociais - notadamente a necessidade vital de viver num meio ambiente natural não degradado. Uma mudança que exige atores sociais, movimentos sociais, organizações ecológicas, partidos políticos, e não apenas indivíduos de boa vontade." [Capítulo 4 - Por uma ética ecossocialista]

"O ecossocialismo é uma ética radical, no sentido etimológico da palavra: uma ética que se propõe ir à raiz do mal. As meias-medidas, as semirreformas, as conferências do Rio, os mercados de direito de poluição são incapazes de dar uma solução. É necessária uma mudança radical de paradigma, um novo modelo de civilização, em resumo, uma transformação revolucionária." [Capítulo 4 - Por uma ética ecossocialista]

"Como imaginar uma solução verdadeira, isto é, radical, para o problema da crise ecológica, sem mudar, do vinho para a água, o modo atual de produção e de consumo, gerador de desigualdades gritantes e de estragos catastróficos? Como impedir a degradação crescente do meio ambiente sem romper com uma lógica econômica que só conhece a lei do mercado, do lucro e da acumulação? Quer dizer, sem um projeto utópico de transformação social, que submeta a produção a critérios extraeconômicos, democraticamente escolhidos pela sociedade? E como imaginar semelhante projeto sem integrar, como um dos seus principais eixos, uma nova atitude em relação à natureza, respeitosa do meio ambiente? O "Princípio Responsabilidade" (de Hans Jonas) é incompatível com um conservacionismo tremente, que se recusa a questionar o sistema econômico atual, e que qualifica de "irrealista" qualquer busca por uma alternativa." [Capítulo 4 - Por uma ética ecossocialista]

"Uma questão se coloca: que garantia temos de que as pessoas farão as escolhas certas, as que protegem o meio ambiente, mesmo que o preço a pagar seja mudar uma parte de seus hábitos de consumo? Tal "garantia" não existe, somente uma perspectiva razoável de que a racionalidade das decisões democráticas triunfará uma vez abolido o fetichismo dos bens de consumo. É certo que o povo cometerá erros fazendo más escolhas, mas os próprios especialistas não cometem erros? É impossível conceber a construção de uma nova sociedade sem que a maioria do povo tenha atingido uma grande consciência socialista e ecológica graças às suas lutas, à sua autoeducação e à sua experiência social." [Capítulo 5 - Ecossocialismo e planejamento democrático]

"O odioso sistema atual da dívida e da exploração imperialista dos recursos do Sul pelos países capitalistas e industrializados daria lugar a um ímpeto de apoio técnico e econômico do Norte em direção ao Sul. Não haveria nenhuma necessidade - como parecem acreditar alguns ecologistas puritanos e ascéticos - de reduzir, em termos absolutos, o nível de vida das populações europeias ou norte-americanas. Seria necessário simplesmente que essas populações se livrassem de produtos inúteis, aqueles que não satisfazem nenhuma necessidade real e cujo consumo obsessivo é sustentado pelo sistema capitalista. Reduzindo seu consumo, redefiniriam a noção de nível de vida para dar lugar a um modo de vida que é na realidade mais rico." [Capítulo 5 - Ecossocialismo e planejamento democrático]
Profile Image for Camila.
137 reviews2 followers
January 18, 2021
Nem sei dizer o impacto que esse livro teve em mim. Eu tenho estado mais aberta para as ideias do ecossocialismo nos últimos anos, em especial desde que decidi cortar os alimentos de origem animal da minha alimentação. Certamente, foram muitas pessoas e obras diferentes que colocaram a necessidade desse movimento na minha frente, e tornam acessível dados que a grande mídia vive tentando esconder.

Esse livro faz o mesmo papel de forma didática, incisiva e convidativa: explica por A+B porque não há saída capitalista que previna o colapso ecológico. Recomendo a todas as pessoas que se importam consigo mesmas, com o próximo e com o ambiente que vivem. Leiam!
Profile Image for João Vítor.
12 reviews
May 8, 2020
Um livro bastante didático, e de grandes apontamentos, acerca das limitações encontradas nos debates dos movimentos de esquerda até o século XXI e da necessidade de pensarmos a união do "verde" e do "vermelho". Leitura muito boa e fluída. A ressalva que fica é em relação a falta de uma revisão editorial um pouco mais minuciosa em torno da coletânea de artigos que compõem o livro: não é rara a repetição de parágrafos inteiros e ideias entre um artigo e o outro.
Profile Image for Jaqueline.
553 reviews47 followers
February 9, 2023
É um conjunto de ensaios que deixa clara a motivação para o endosso do ecossocialismo. Ele explica bem como o ecossocialismo pode ser uma alternativa, mas ainda é tudo muito teórico e ele se torna um pouco repetitivo no final. Também tem um texto sobre a importância de Chico Mendes que é muito bom.
Profile Image for Margarida.
89 reviews28 followers
March 14, 2019
''Uma ecologia que ignora ou negligencia o marxismo e a sua crítica do fetichismo da mercadoria está a condenada a não ser mais do que uma correção dos ''excessos'' do produtivismo capitalista.''
Profile Image for Gabriel Laguardia.
4 reviews1 follower
April 14, 2021
É importante conhecer Marx para desfrutá-lo em sua totalidade, mas é uma leitura bastante elucidante e importante para aqueles que desejam aprofundar nos estudos Ecossocialistas.
Profile Image for Gabriel Dametto.
44 reviews11 followers
September 4, 2023
Lowy defende que no capitalismo e no socialismo real, em maior ou menor medida, houve (e há) valorização do valor de troca em detrimento ao valor de uso, acarretando, na prática, na superexploração tanto do substrato material (a natureza) quanto dos agentes de transformação (os trabalhadores).

Defende-se, portanto, um novo modelo de organização social, que subordine o valor de troca ao valor de uso, organizando a produção em função não só das necessidades sociais, mas, especialmente, das exigências da proteção ao meio ambiente.

Só assim poderemos romper definitivamente com a superexploração da natureza pelo ser humano e com o imperialismo – inclusive, atualmente, de seu manejo ideológico a partir de um discurso de defesa ambiental, que acaba por se revelar com a imposição de paradigmas eurocêntricos às nações em desenvolvimento, sob o véu das boas intenções ambientais e humanitárias.
Profile Image for malinka.
211 reviews15 followers
March 3, 2021
Un livre très complet, appuyé de beaucoup de chiffres. L'auteur est très cohérent dans son argumentation. C'est une œuvre agréable et rapide à lire. Absolument indispensable à la formation au mouvement écologiste et un bon moyen pour comprendre comment le lier au marxisme.
Profile Image for eba.
10 reviews
January 6, 2024
escrita simples pra entender o obvio e URGENTE.
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