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Lo que vemos, lo que nos mira

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BOOKS IN SPANISH

183 pages, Paperback

First published January 1, 1992

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About the author

Georges Didi-Huberman

207 books242 followers
Georges Didi-Huberman, a philosopher and art historian based in Paris, teaches at the École des Hautes Études en Sciences Sociales. Recipient of the 2015 Adorno Prize, he is the author of more than fifty books on the history and theory of images, including Invention of Hysteria: Charcot and the Photographic Iconography of the Salpêtrière (MIT Press), Bark (MIT Press), Images in Spite of All: Four Photographs from Auschwitz, and The Surviving Image: Phantoms of Time and Time of Phantoms: Aby Warburg's History of Art.

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Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for thaís bambozzi.
295 reviews54 followers
July 27, 2020
É possível não gostar de alguma coisa escrita por Didi-Huberman? Comecei quase todos os capítulos sem entender onde os raciocínios iam se concretizar, mas todas as vezes me surpreendi com as amarrações argumentativas e referenciais brilhantes do autor. Percorrendo obras e narrativas de artistas minimalistas norte-americanos, Didi vai tecendo os “raios insondáveis que varrem nosso relacionamento perceptivo, sensível e teórico com a pura virtualidade contida nos ícones e índices plásticos de nossa condição.” Um cubo preto de Tony Smith (“Die”, 1962) nunca mais será visto como um cubo preto, e sim como uma imensidão de significados e significantes que vão além mesmo do nosso olhar.
Profile Image for Raúl Vázquez.
22 reviews3 followers
November 7, 2023
Existe la idea de que cuando vemos algo estamos "ganando", pero para Didi, la visualidad está sustentada más bien en la pérdida: ver es perder, hay un rastro que se escapa a nuestra aprehensión cuando miramos. Esta pérdida (escisión, en palabras del autor) otorga a lo que vemos cierta facultad para "mirarnos" puesto que al hacerlo, al contemplar imágenes visuales, se abre una herida fundamental en nuestra constitución como sujetos.

Ante esta pérdida entramada en el proceso de la visión existen dos posturas: la tautológica y la de la creencia. La tautológica señala que "lo que vemos es lo que vemos", es decir, que no hay nada oculto o símbolico en el objeto visual. La creencia por su parte considera que lo que hay que ver en los objetos dados a la mirada está fuera de lo visible, que hay un "más allá" en el que obra el sentido de la imagen.

A partir de esto, Didi discurre en la problemática teórica del arte minimalista estadounidense, de manera específica en el "objeto más simple de ver": el cubo negro de Tony Smith. Rescatando el concepto de "aura" de Walter Benjamin, el autor comienza el proyecto de dialectizar ambas posturas, dialéctica en la que diversos conceptos y teorías van entrelazándose hasta tejer una metapsicología de la imagen y de lo visual.
Profile Image for fernanda.
4 reviews
March 16, 2026
não sei nem mais ao certo precisamente o tempo que levei pra finalizar esse livro;
me parece que as fronteiras temporais foram todas desconsideradas e não suficientes diante da experiência de leitura de 'o que vemos, o que nos olha' de Didi-Huberman.
o livro funcionou, para mim, como uma espécie de convite, abertura, também iniciação, para adentrar em algo (ainda tentando descobrir... será se é possível descobrir isso?), talvez aproximação de um desejo: desejo esse de pesquisa, de viver, de fabular!
'encerro' a leitura com a sensação de que ela seguirá viva comigo, nos modos em como reflito acerca do olhar, da emoção, da relação que estabelecemos diante de algo que nos concerne, nos mortifica e nos fere.
Profile Image for Gabriel Franklin.
504 reviews34 followers
November 8, 2023
"E diante da imagem - se chamarmos imagem o objeto, aqui, do ver e do olhar - todos estão como diante de uma porta aberta dentro da qual não se pode passar, não se pode entrar"
Profile Image for Joanna.
19 reviews28 followers
March 11, 2026
Não é um livro fácil, mas eu tive que devorá-lo.

O texto de Georges Didi-Huberman é denso, cheio de conceitos que se encadeiam: se você perde um deles, logo aparece outro que depende daquele anterior. Em vários momentos fiquei com a sensação de que talvez não tivesse compreendido tudo completamente, mas ao mesmo tempo senti que tinha captado o essencial, o movimento do pensamento. Não é um livro para ler uma única vez e dar por encerrado. É daqueles que a gente lê com intensidade, fecha, pensa um pouco… e já sabe que um dia vai voltar a ele.

O livro se chama "O que vemos, o que nos olha", e essa frase resume bem o problema central que ele coloca: ver não é apenas olhar para algo. Há sempre algo que nos olha de volta. A experiência visual, para Didi-Huberman, é marcada por uma cisão: entre aquilo que vemos e aquilo que nos olha. Essa ideia percorre todo o livro e transforma completamente a maneira de pensar as imagens. Ver não é simplesmente reconhecer formas ou identificar símbolos; ver envolve perda, inquietação, memória e até uma espécie de confronto com aquilo que escapa.

Uma das coisas mais interessantes é como o autor constrói esse argumento dialogando tanto com o universo da psicanálise quanto da fenomenologia. O livro passa por Maurice Merleau-Ponty, Sigmund Freud e sobretudo Walter Benjamin, cuja ideia de imagem dialética se torna central no final da obra. Benjamin aparece como um horizonte teórico: a imagem não é apenas algo que pertence ao passado ou ao presente, mas um ponto de choque entre tempos diferentes. O passado encontra o agora “num relâmpago”, formando aquilo que Benjamin chama de constelação.

O percurso do livro também passa pela arte minimalista norte-americana dos anos 1960. Didi-Huberman analisa obras de artistas como Donald Judd, Robert Morris, Sol LeWitt e principalmente Tony Smith. À primeira vista, essas esculturas — cubos, caixas, volumes geométricos — parecem querer eliminar qualquer simbolismo ou interpretação. O famoso lema minimalista, dito por Frank Stella, é: “what you see is what you see”. Mas o autor mostra que isso nunca funciona totalmente. Mesmo um cubo preto pode nos inquietar, lembrar um túmulo, uma presença silenciosa, uma ausência. Ou seja: mesmo quando a arte tenta ser puramente objetiva, algo da experiência humana sempre retorna.

O livro também dialoga com críticos e filósofos da arte como Michael Fried, Rosalind Krauss e Jacques Derrida, discutindo questões como presença, forma, aura e percepção. Em vários momentos, Didi-Huberman desmonta posições muito rígidas sobre o que a arte deveria ser. Ele mostra que muitas dessas discussões acabam virando quase debates acadêmicos de linguagem, enquanto as próprias obras continuam produzindo experiências muito mais complexas.

O prefácio de Stéphane Huchet também ajuda bastante a situar o livro. Ele explica como Didi-Huberman se insere numa tradição francesa da teoria da arte que dialoga com fenomenologia, psicanálise e filosofia, algo bem diferente de certas abordagens mais estruturais ou semióticas que marcaram por muito tempo os estudos de arte no Brasil. Huchet sugere que essa perspectiva abre um campo novo: pensar a imagem não apenas como sistema de signos, mas como experiência sensível, histórica e até psíquica.

Talvez uma das ideias mais marcantes do livro seja justamente essa: a história das imagens não é linear. Ela é anacrônica. Imagens do passado continuam retornando, transformadas, em obras modernas ou contemporâneas. Um cubo minimalista pode lembrar um túmulo antigo ou um monumento arcaico. Uma escultura contemporânea pode carregar ecos de rituais muito antigos. O tempo das imagens não é o mesmo tempo cronológico da história.

No fim das contas, não é um livro que oferece respostas simples. Ele faz algo talvez mais importante: muda a maneira como olhamos para as imagens. Depois de lê-lo, fica difícil olhar para uma obra de arte sem perceber que há sempre algo ali que nos observa também. E talvez seja exatamente por isso que, apesar de difícil, esse livro dá tanta vontade de ser relido.
892 reviews54 followers
November 7, 2023
3.5.

El autor acomete la hercúlea labor (sintomática para todo historiador del arte) de ajustar las cuentas con el minimalismo. Lo que puede parecer una entretenimiento fútil, a tenor de la represión total que (supuestamente) encarna la poética minimalista se convierte, gracias a la pluma de Didi-Huberman, en un baile dialéctico, vertiginoso, psico-biográfico incluso.

Walter Benjamin, Carl Einstein o Aby Warburg son reivindicados con justicia. Siempre, como no, al amparo del discurso freudo-lacaniano al que nos tiene acostumbrados el que probablemente sea el mejor historiador del arte de las últimas décadas. Tras leer este ensayo no cabe duda de que un cubo negro nos mira y nos escruta, que nos comunica con lo sagrado y con lo pulsional y que, si estamos dispuestos a la apertura, nos descubrirá un horizonte político donde se juega la propia vida de los significantes.

No obstante (de ahí mi calificación), tengo un problema con Didi-Huberman que aquí he experimentado con mayor ahínco: se extiende más de la cuenta y repite en exceso lo que el lector debe haber leído (y asimilado) previamente en Freud y Lacan. Hay algo de obra musical fallida: variaciones continuas, algo etéreas por momentos. ¿Por qué olvida Didi-Huberman el matiz hegeliano-marxista-zizekiano, materialista y pulsional, cárnico incluso, que necesitaría su estilo de escritura? No se me malinterprete: algo de esto hay implícito en su discurso, pero no en su forma.
15 reviews
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November 7, 2025
Un beau livre qui traite de phénoménologie. L’écriture est vraiment intéressante. Sujet abordé : le voir sous toutes les perspectives.
Un concept que j’ai bien aimé c’est le fait que ce qui va nous toucher dans l’art vient d’une forme d’adresse. On reconnaît l’humain dans ce qu’on regarde, on est regardé par celui qui a créé. Il y a une forme de double vision de l’œuvre qui nous regarde et que l’on regarde (bref c’est le titre du livre).
Pour finir je poserai cette question : « Est-ce que les objets ne porteraient pas en eux la trace de ceux qui les ont regardé ? » et donc quand on regarde un objet on sentirait ces yeux là nous voir au travers de l’objet, il aurait donc une forme de mémoire dans l’objet.
63 reviews3 followers
July 28, 2020
Essencial. Poucas obras técnicas seriam capazes de transformar o leitor mais que esta joia aqui.
Profile Image for Nuno Carvalho.
6 reviews3 followers
January 22, 2021
Très important pour comprendre les artistes minimilalistes américains des années 60. Mille fois mieux que Danto, pour ne donner qu´un exemple
Profile Image for Raúl.
Author 10 books65 followers
July 11, 2013
Un libro fascinante que arranca con el análisis de un gragmento inicial del Ulises de Joyce y acaba con el comentario sobre Kafka. Entre medias, a través del análisis de la escultura monimalista americana, se examina las cuestiones de imagen, objeto de mirada, dualidad del hecho de mirar, reciprocidad de la mirada, el rol y función de la imagen, los límites de la mirada, etc, así como conceptos ligados a Waler Benjamin, el de aura, el de la doble distancia. Un libro bello, nada árido, fascinante y absorbente.
Profile Image for Andrea.
68 reviews
June 10, 2014
Leí la versión en castellano. Traducida por Horacio Pons. Sin mirarla con detenimiento, me parece que Pons ha hecho un excelente trabajo.
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