Uma HQ repleta de experimentalismos. Pedro Cobiaco explora uma história simples, com o tema da saudade. Os diálogos são profundos. Fala-se muito, muitas vezes usando poucas palavras. A arte cumpre seu papel em uma história onde os personagens estão a mercê de seus sentimentos - e com medo disso. O problema, para mim, encontra-se no ato final. Eu não sou o cara conhecido por amar poesias. Também não sou muito fã de certos artifícios alternativos. No meio da história há uma carta. Esta carta é física, está presa a HQ. O leitor precisa abrir o envelope, desdobrar o papel e, após a leitura, devolver tudo a seu lugar. Não é o meu estilo de publicação, prefiro ler tudo em formato digital quando posso escolher, mas também não é algo que prejudica a história. A parte mais difícil de engolir foram os versos poéticos. Mas admito que este é também um problema de gosto pessoal. Se você gosta de histórias com alto teor dramático, diálogos que carregam a trama e publicações alternativas, leia Harmatã.