Há uma crueza visceral nos poemas dos anos 70 que já não está presente nos dos 80, mesmo assim o livro é um desbunde de cabo a rabo, de vísceras à sofisticação.
[...] Delinquência sagrada dos que vivem situações-limite / É do Caos, da Anarquia social que nasce a luz enlouquecedora da Poesia / Criar novas religiões, novas fórmulas físicas, novos antissistemas políticos, novas formas de vida / Ir à deriva no rio da Existência.
É uma poesia delirante que me custa muito. Se eu havia achado Ferreira Gullar complexo, esse consegue ser mais difícil ainda de digerir. Desestimularia a leitura.