“Em toda minha obra política, não tenho feito outra coisa senão combater o fatalismo messiânico, o sebastianismo do povo brasileiro. Este romance acha-se predominante, sobre as realidades sociais do Brasil, essa enfermidade nacional” Quando os messiânicos, os agitados, julgam ver, “O Esperado”, O Messias, O Cavaleiro desejado, O Príncipe Encantado, O Salvador, eis que caem as trevas mais espessas, na confusão, no desejo vibrante, sobre todos os gestos, sobre todos os gritos. E o romance termina com a marcha de uma população em disponibilidade que, a espera de um vago Messias, sem um pensamento que a ilumine, num rumor de passos, sem saber para onde.”
Plínio Salgado (São Bento do Sapucaí, 22 de janeiro de 1895 — São Paulo, 8 de dezembro de 1975) foi um escritor, jornalista, poeta, historiador, teólogo e político conservador brasileiro que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira (AIB), partido nacionalista católico de extrema-direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano.
"A mulher não tem forças para acompanhar o homem além dos limites normais traçados à espécie. E o gênio é o herói infeliz, que leva para a esfera dos arcanjos, onde deve conviver, os desejos e os instintos humanos, que os arcanjos, seus irmãos, não conhecem. Do alto, fica, pois, a acenar à sua companheira, mas ela não o compreende e não pode amá-lo. Sente por ele a revolta da própria inferioridade. E eis por que são infelizes no amor todos os gênios e todos os heróis."
Pag. 38
"Felizes os pobres! Limpos de preconceitos e de prejuízos, de sentimentos e de interesses! Benditos os que não sabem dizer 'eu tenho'. Porque esses podem dizer: 'eu vejo'"
Pag. 55
Os homens temem, em geral, as coisas que não oferecem perigo. É por isso que se possibilitam as verdadeiras catástrofes. Porque não são suspeitadas. E nunca se sabe o lado pelo qual devem chegar...
Pag. 74
O pensamento é triste; só a ação é alegre. A criança é alegre porque está em ação de crescer; o adulto é triste porque está em função de pensar.