Luisa Geisler, seleccionada por la revista Granta como una de las mejores narradoras brasileñas jóvenes, aborda en Quizá el desgaste de las relaciones familiares, los conflictos generacionales y las contradicciones de la adolescencia. Clarissa tiene once años; es una estudiante ejemplar y una buena hija, pero no le gusta relacionarse con otras personas, es muy solitaria. Un buen día, su primo Arthur, de dieciocho años, a quien apenas conoce, llega a su casa. Arthur es un chico problemático que ha intentado suicidarse, ha estado ingresado en un hospital y ahora acude a la gran ciudad para pasar el curso con sus tíos y su prima. El chico odia estudiar y le encanta salir con sus amigos. A su manera un tanto disfuncional, Arthur sentirá una creciente compasión por Clarissa y pasará a ser el único que la comprende. Ambos comparten la misma soledad, quizá a causa del miedo a perderse, a disolverse, a pasar desapercibidos ante el resto del mundo.
Narrado a partir de um presente que se rememora do passado próximo e parte para um futuro incerto, Quiçá acabou por me surpreender positivamente. Se no início fiquei receoso de que não seria uma leitura interessante, Luisa me mostrou que eu estava errado, e gosto quando os livros e seus autores me fazem rever minhas impressões iniciais.
Trata-se aqui de Clarissa, uma menina de 11 anos que tem de aprender a conviver com um primo, Arthur, vindo do interior gaúcho, após uma tentativa de suicídio, para ver se os ares da maior cidade do país podem ajudá-lo a melhorar, a concluir os seus estudos e seguir com sua vida. Clarissa, filha única de pais que vivem para o trabalho e pouco para ela, acostuma-se com a rotina de solidão e tem dificuldades iniciais de aceitar o "intruso". Intermeado com as histórias que acontecem no decorrer de todo um ano, temos o presente narrado a partir de uma festa familiar, onde tias e tias dão o ritmo do que deve ser, como deve ser e como pensam que deve ser, entre garfadas de lasanhas e doces. Entremeados com a história de Clarissa e Arthur, há flashes de histórias futuras de pessoas aparentemente estranhas.
Deixei-me levar e ser conquistado pelos primos, tão diferentes e estranhos um ao outro, mas que se complementam das formas mais inusitadas e de formas bizarras acabam por se entenderem.
E no decorrer de todo o livro, percebemos alguns flashes das verdades que não são ditas pelos demais personagens, das desculpas que não se desculpam, de um tempo presente e de alguns seres doentios.
É nesse emaranhado que esses dois primos precisam aprender a navegar e sobreviver. Cativaram-me!
Não sei se escolhi a melhor obra para começar a ler a Luisa autora - pois a tradutora é espetacular, ñ tenho dúvidas.
O "problema" de Quiçá (para o meu gosto) é justamente o universo que explicita - a classe média, o casal de publicitários, aquele raio daquela televisão full HD 3D 52 polegadas, sabe? Eu simplesmente não consigo me identificar com a classe média.
Também achei a Clarissa pouco crível, talvez porque as crianças de 11 anos que conheço não possuem esse insight dela - que ficaria lá pelos 12 ou 13, creio.
Não tive dificuldades para acompanhar a trama da família Lorena Augusto Clarissa e Arthur - e o resto da parentada que vai se entrecruzando, mas sim com umas histórias q surgiam do nada: Dessa, Hannah, Gustavo, Mari - oi? Mas isso pode ter sido falta de atenção minha, de engajamento por já não estar à vontade com esse povo.
Ainda, percebo que há a construção de uma crítica: oq é ter sucesso, oq é ter a família perfeita, oq é ser boa filha e por aí vai.
Dei 2 estrelas pelo meu gosto; o livro não é mal construído - o q poderia ser um tiro no pé.
Mesmo assim estou empolgada pelas capivaras, vai ser o próximo!
Pues escribe padre y comienza bien pero me cansa cuando se pasan de rareces, citas que no comprendo, páginas con una frase que no inserto en la lectura (yo). Personajes que de pronto aparecen y no lo vuelven a hacer. No sé. Lo terminé y eso indica que es bueno (pues yo soy de la que los deja si no me "calientan" como dice Alejandro Carrillo). Ella es jovencísima por lo que le aplaudo. Pero no lo recomendaría.
Quiça é um livro que te prende. É um livro sobre relações entre pessoas imperfeitas. A família é toda imperfeita. Você fica com o pé atrás em relação a praticamente todos os personagens. A narração é feita no passado contando sobre a ida do Arthur para a cidade grande depois de tentar suicídio e relação dele com a família da prima Clarissa, no presente com eles se juntando à família do interior no almoço de natal além de alguns textos que falam sobre outras pessoas aleatórias que não fazem diferença intercalam esses dois momentos.
A melhor parte do texto é a relação do Arthur com a prima Clarissa. Arthur é o cara errado e a má influência para a garota. No começo eu bem achava que era isso, mas consegui ver o lado mais humano de Arthur. A relação deles é bonita apesar de ser complicada.
A leitura te prende bastante porque você quer saber como vai acabar aquilo tudo mesmo a história sendo sobre coisas normais do dia a dia. É uma leitura gostosa. Eu curti bastante. No entanto, preciso de dizer que fiquei meio assim com o plotwist do livro. É algo batido pra mim mesmo não sendo algo comum nas histórias que eu leio. No decorrer do livros várias pistas são dadas, mas eu só percebi no final mesmo. Aquela afirmação que não é explícita, mas que diz tudo. Fiquei incomodado, mas teve a sua relevância.
Dei 3 estrelas mas não quer dizer que não gostei. A própria autora disse que tem alguns erros, algumas coisas que ela mudaria (afinal, ela o publicou aos 19 anos, quando ganhou o prêmio). É rápido, mas denso – um milhão de links entre personagens e situações que não sei se estão realmente interligados ou se fui eu que estabeleci uma relação enquanto lia. Penso em reler mais pra frente (e de preferência uma cópia física pra ir marcando a lápis), vê se tenho outra perspectiva da história. Não sei se não gostei do final por acabar muito rápido ou abruptamente e se, então, ambos não são por minha própria culpa – ritmo de leitura e o desejo de saber mais sobre aquele mundo. De qualquer maneira, pretendo ler outras obras da autora.
A premissa é interessante, gosto muito de contos da urbe, mesmo quando falando de personagens extremamente privilegiados. Infelizmente, não comprei as escolhas narrativas da Luisa ): Achei as inserções de flashback bobas, não gostei da repetição e das tentativas de fluxo de consciência, além de ter achado meio pretensiosa e despropositada a misturada com outras narrativas no meio da principal, morte da arma de tchekhov. Muitas escolhas que empobreceram o texto, ao invés de criar esse caleidoscópio da psique humana, que é o que acho que ela tentou fazer (não sei).
Do que gostei: a dualidade geográfica cidade grande-cidade interiorana. (mas desgostei dos nomes-fantasia para ambas).
Trechos que me pegaram:
“Em momentos assim, no funeral, nos dias que vieram depois, ou você fica quieto ou fala a melhor frase do mundo. O resto é lixo. No fundo, não tem nada pra dizer sobre a morte.”
“Queria ir embora, sim, mas ele dava a Clarissa a sensação de que quereria ir embora se tivesse a família dela ou se tivesse a melhor família do mundo.”
“Se você quer que as pessoas ouçam você, você tem que usar uma máscara. Aliás, não fui eu quem disse isso.”
“Pegaram o sentimento mútuo e colocaram num cantinho escuro deles. Deixaram para lá. As frases de Clarissa? Deixaram para lá. Para lá. Lá. Todo o relacionamento precisa de um lá.”
A descrição de Distante era muito certeira: “é a constante lembrança, a constante lembrança. Sair na rua e ver sua tia, que ligará para sua mãe, esbarrar na sua vó no mercadinho: ela carrega um cesto de frutas, e você, camisinhas. É beijar uma pessoa que foi aluna da sua prima mais velha(…)”
e de São Patrício também: “uma cidade que amedrontava a maioria dos moradores porque eles não a conheciam por completo e nunca conheceriam os quatro cantos”
“tinha mais a oferecer. E, como tudo o que oferece muito, como tudo o que de impõe, São Patrício afastava e atraía os moradores de Distante”
Eu tô muito impressionada com a escrita da Luisa, que eu não sabia que ia me prender tanto. Vi esse livro numa livraria uma vez há muitos anos, comecei a ler a Luisa por conta de lançamentos mais recentes, mas pareceu um encontro muito certinho, muito era pra ser agora.
Gosto muito do jeito como ela constrói a prosa, gosto muito dos capítulos que intercalam a história, gosto muito da maneira como ela faz os flashbacks, é visual e bonito e confortável na leitura. O livro (que eu não conseguiria explicar, então vou evitar o desgaste) é realmente ótimo e eu tô contente de ter tropeçado na narrativa dela.
Não sei... Não foi um livro que me capturou muito. Embora a leitura seja agradável, achei as questões colocadas de forma muito superficial, não consegui ter empatia com os personagens principais, fiquei um pouco com a sensação de que nada aconteceu e ficou por isso mesmo. Não é uma leitura ruim, mas não me marcou e provavelmente vou esquecer da história muito em breve.
3.5 Me gusto pero es un libro raro. Muy raro. Hay cosas sin sentido lo cual es raro pero de alguna manera rara se entienden. Algunos capítulos no tenían nada que ver con el anterior y eso medio q jodia. Nada, me gusto, pero el final no me satisfacio
Na literatura, até mesmo o excesso deve ser usado com comedimento, caso contrário perderá o seu propósito e poderá, em última instância, ser confundido com vício de linguagem. Infelizmente para mim, foi o que ficou marcado ao término da obra - o uso além da conta das figuras de construção bem como o excesso do fluxo de consciência acabaram por fazer sombra ao excelente desenvolvimento psicológico dos personagens e suas inter-relações conflituosas. É claro que Quiça não é um livro mal elaborado, pelo contrário, a autora demonstra ter total autonomia sobre sua escrita, trafega de forma consistente entre multiplas histórias com enredo não linear (o que, convenhamos, exige bastante perícia), mas realmente acabei "marcado" por essa opção literária adotada pela escritora. Eu concluiria esse review sugerindo a leitura de Quiça, pois reconheço que grande parte da nossa percepção é afetada pelo humor que gozávamos naquele curto espaço de tempo dedicado a leitura e, talvez, eu estivesse no "humor não adequado" ao consumir aquelas páginas. Afinal, não deve a arte produzir alteração do estado de espírito em quem a consome, para o bem ou para o mal? E, desde que não se trate de lixo com fantasia de arte (que certamente não é o caso), acredito que todo consumo agrega em experiência e percepção.
Referências mil, uma trama bem amarradinha, personagens muito interessantes. Luisa é, com certeza, uma das melhores escritoras brasileiras da atualidade.