Ligeia (3/5): Amei a escrita, é difícil mas dá pra entender. Um suspense imersivo, só não me impressionei muito com o desenvolvimento da história em si, mesmo que a narrativa seja ótima
Pequena palestra com uma múmia (2/5): Achei o começo interessante e poderia criar uma história muito bizarra e interessante, mas que desenvolvimento anticlimático hein? Não achei nem um pouco interessante e não me impressionou.
A carta roubada (4,5/5): Não esperava um mistério investigativo do Poe, e estou extremamente satisfeito com isso. Ouso dizer que é melhor do que qualquer conto/romance do Conan Doyle.
O gato preto (4,5/5): Storytelling extremamente bem feito, ele consegue te passar uma sensação de tensão o tempo todo, e o plot twist do final me pegou desprevenido.
O sistema do Doutor Alcatrão e do Professor Pena (3,5/5): Um bom alívio cômico pra quebrar a tensão dos outros contos. Muito divertida a conclusao da história, com todos os loucos conseguindo ser as coisas que eles pensavam que eram. É um conto meio capacitista? É, mas pelo amor de deus né, 1840.
O barril de Amontillado (4/5): O final, apesar de esperado, foi arrepiante mds. Um conto de vingança muito bem feito.
O poço e o pêndulo (5/5): Agonizante, claustrofóbico, doloroso, aterrorizante, inesperado. Tudo o que eu poderia pedir para um conto de terror do Poe está comprimido aqui. A forte descrição do autor chega ao seu pico aqui, nos deixando sem saber o que está por vir, e a cada parágrafo a agonia só piora. Por enquanto, é o melhor conto do livro, sem dúvidas.
A máscara da Morte Rubra (3/5): Esperava mais, já que a introdução foi interessante, mas acabou que foi meio chatinho. A conclusão foi interessante mas, novamente, nada demais.
Berenice (2,5/5): Meio chato, a escrita tava meio confusa. Algum dia terei que reler, mas foi poético demais pra mim. Parece ter uma história interessante escondida no meio de tantas frases confusas.
Sombra - Uma parábola (3,5/5): Bem curtinho, mas eficiente. Me deu um arrepiozinho no final, mesmo sendo bem básico.
O diabo no campanário (1/5): A narração estava interessante, até eu notar umas... Tendências eugenistas? Não sei se foi impressão, mas parecia que o Poe estava tentando descrever um "paraíso ariano" sendo estragado por uma outra etnia. Achei bem problemático.
A queda da casa de Usher (3/5): Passa uma vibe meio melancólica e é até que interessante, mas não é nada demais não, eu diria.
O caixão quadrangular (3,5/5): Ok, aqui temos um conto que eu não esperava nada, dado os dois últimos, e foi até que interessante. A conclusão me surpreendeu, com o cara pulando no mar com o caixão.
O escaravelho de ouro (4,5/5): Um conto investigativo no nível (com potencial de ser melhor) de "A carta roubada", mas só peca um pouco por ser longo DEMAIS pra relativamente pouco conteúdo, então a segunda metade é um pouco maçante, mas mesmo assim, o mistério é muito interessante.
O coração delator (5/5): Um conto curto, mas possui uma descrição absurdamente bem feita, principalmente na conclusão, com o protagonista tentando disfarçar, mas o coração forçando ele a falar, mesmo que os policiais não desconfiassem dele. Absurdo de bom.
William Wilson (4/5): Por si só não tem nada demais, é um conto básico de doppelganger. Porém, com a narração do Poe, a narrativa se torna muito interessante e te prende, querendo saber o que vai acontecer. O desenvolvimento do personagem descobrindo que o clone era igual a ele.
O retrato ovalado (2,5/5): Curto demais pra ter alguma coisa realmente interessante. Mas como sempre, a descrição é bem feita.
O homem na multidão (5/5): UAU, que conclusão pro livro. Esse é o conto que a descrição de ambiente do Poe mais se destaca, escrevendo com perfeição sobre a multidão em que ele se encontra, e um homem suspeito em especial.