Um livro, como se diz do homem (e já agora, porque não de um filme, de uma pintura ou de uma canção), é sempre o próprio e a sua circunstância. Ora, o contexto em que li este pequeno livro, mínimo, repleto de ideias simples, mais ou menos óbvias e universais, desprovido da menor relevância literária, foi... estupidamente balsâmico. Talvez por isso não saiba distinguir hoje entre o conteúdo das suas páginas e o cheiro do ar no dia em que o terminei. Daqui as 5 estrelas (daqui e talvez de uma consentida incapacidade de terminar um livro e dizer: “que horror!”). Seja como for, recomendo-o. Ao leitor menos exigente e ao mais judicioso também. Ao homem moderno, de alvoroço e aflição. Ao indeciso e ao constante. A verdade é esta: todos queremos e lutamos pelo mesmo. Talvez lê-lo na altura certa.