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Folhas Caídas

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Livros de Bolso, nº 241

Uma obra poética da maturidade literária dum escritor e do ocaso de um apaixonado, nem por isso menos veemente e menos verdadeira.

«[...] um livro único de obsessão carnal, sem rodeios de complicações madrigalescas, nem mantos de impostura para mascarar o desprezo intelectual pela mulher que o inspirou.» J. Gomes Ferreira

«Não sei se são bons ou maus estes versos, sei que gosto mais deles do que nenhuns outros que fizesse.» Almeida Garrett

124 pages, Mass Market Paperback

First published July 1, 1853

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About the author

Almeida Garrett

243 books110 followers
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett e mais tarde 1.º Visconde de Almeida Garrett, (Porto, 4 de fevereiro de 1799 — Lisboa, 9 de dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, par do reino, ministro e secretário de estado honorário português.

Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismo português, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

Tem uma biblioteca com o seu nome no Porto.

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1 star
13 (2%)
Displaying 1 - 30 of 31 reviews
Profile Image for Luís.
2,424 reviews1,474 followers
December 13, 2023
In this work, confessional poetry observed a mixture of sincerity and pretense, exhibitionism and disillusionment.
The work is innovative due to the way it is used, with the predominance of the larger and smaller round, the use of synesthesia, and a particular dramatic conception that underlies most of the poems and translates into the conversational tone of the language.
This collection of poems is, without a doubt, Garrett's most exciting, and it is in it that most freely expanded the romantic individualism and the freshness of a loose and unfettered style.
Profile Image for David.
1,710 reviews
November 21, 2023
Fallen leaves is an enjoyable read. There are two books of poems: the first book is a reflection on a disenchanted and spurned love; the second book is more of a mixed bag.

Love poems are always an interesting mix of pleasure and pain. With titles like “Farewell,” “That Night,” “Fallen Angel,” and “This Inferno of Love,” and “Pleasure and Pain,” you get the sense of what the poet is going through.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela,
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
(Destino)

Like a bee running through the meadow
As the star shines in the sky
Like everything, the entity and it’s destiny
It reveals itself by instinct
In your divine breast
Come, accomplish my destiny…
Come, through you I can only live,
Because of you, I can only die.
(Destiny)

Alas, love is wonderful and awful at the same time.

This was Garrett’s last work before he died in 1854. It was published the year before anonymously as he was involved in a scandal with Viscondessa da Luz. According to Britannica, “Folhas Caídas (1853), [is] a collection of short love poems whose formal elegance and sensual, melancholy tone make them the best Portuguese lyric poems of the Romantic period.” I have to admit they are quite enjoyable. The emphasis on lyrical is what makes them sing. If you are not a romantic, stay away.

Now the second book has a more varied approach. There are some fine love poems but they are more symbolic in tone. “The Two Roses” reflects on England and Portugal, “The Rose - A sigh” is dedicated to the birth of a blind girl, “Ai Helena” conjures up the legendary Helen of Troy, “Goodbye Mother” is Garrett’s farewell that he knew too well of his own mortal condition, “The Exiled” is a dire dirge to those persecuted by the government, and then a simple ode “To a friend.”

The curiosity is Os Lusíados, not the epic poem of Camões but rather a much shorter reflection on Portugal and it’s place in Europe.

Ingrata pátria, o engenho sublimado
Digno de um capitólio em Roma antiga,
Tu não o ergueste desse baixo estado
Em que só por tua glória se afadiga!

Ungrateful homeland, a sublime ingenuity
Dignified of the ancient capital of Rome
You do not lift this low state
In which only your glory fatigues you!

Perhaps this is Garrett’s last hurrah. He doesn’t hold back nor mince words. Another poem O Tejo (River Tagus) is equally strong. It seems that despite the love poems, his great love was for his country, and here it shows.

I know Almeida Garrett for his two works, the novel Viagens na Minha Terra and the play Frei Luís de Sousa. The man was well-rounded with this collection of poetry.

An interesting footnote. I searched Google for Folhas Caídas Almeida Garrett and discovered there is a wine, a Chardonnay that bears this name. I am not a Chardonnay fan but I would gladly like to try this wine (next time I am in Portugal). How poetic!

https://www.vinhedo.pt/vinho/folhas-c...
Profile Image for Sara Jesus.
1,719 reviews125 followers
July 14, 2017
Ler Almeida Garret me lembra o Secundário.... Lembra-me as minhas aulas de literatura portuguesa.... Faz - me sentir nostálgica! Talvez seja por isso que " Folhas caídas " seja tão especial para mim. Por ter estudado alguns dos poemas dessa obra, isso dá -me uma perspetiva diferente dos outros leitores que não estudaram Garrett.
Profile Image for Cláudia.
446 reviews38 followers
October 3, 2016
Estou rendida à poesia de Garrett.
Li este livro três vezes: a primeira para me habituar à sua escrita, a segunda para analisar tudo aquilo que me cativou e a terceira para ler tudo aquilo que não tinha compreendido na primeira leitura.
Cinco estrelas são poucas para avaliar tudo aquilo que esta obra nos apresenta.
Profile Image for Patrícia Raquel Pereira.
89 reviews47 followers
May 5, 2023
É através da temática do amor que o poeta dá a conhecer os seus desejos e anseios. Garrett espelha nos seus versos, através do uso de analogias e descrição de certos paradoxos, a inspiração, — e também a inquietação, que o seu amor por D. Rosa Montufor lhe suscita.
Profile Image for James Duško.
10 reviews47 followers
July 6, 2016
"No Lumiar"
"Era um dia de Abril; a Primavera
Mostrava apenas seu virgíneo seio
Entre a folhagem tenra; não vencera,
De todo, o Sol o misterioso enleio
Da névoa rara e fina que estendera
A manhã sobre as flores; o gorjeio
Das aves inda tímido e infantil...
Era um dia de Abril.
E nós íamos lentos passeando
De vergel em vergel, no descuidado
Sossego d'alma que se está lembrando
Das lutas do passado,
Das vagas incertezas do porvir.
E eu não cansava de admirar, de ouvir,
Porque era grande, um grande homem deveras
Aquele duque - ali maior ainda,
Ali no seu Lumiar, entre as sinceras
Belezas desse parque, entre essas flores,
A qual mais bela e de mais longe vinda
Esmaltar de mil cores
Bosque, jardim, e as relvas tão mimosas,
Tão suaves ao pé - muito há cansado
De pisar alcatifas ambiciosas,
De tropeçar no perigoso estrado
Das vaidades da Terra.
E o velho duque, o velho homem de Estado,
Ao falar dessa guerra
Distante - e das paixões da humanidade,
Sorria malicioso
Daquele sorrir fino sem maldade,
Que tão seu era, que, entre desdenhoso
E benévolo, a quanto lhe saía
Dos lábios dava um cunho de nobreza,
De razão superior.
E então como ele a amava e lhe queria
A esta pobre terra portuguesa!
Velha tinha a razão, velha a experiência,
Jovem só esse amor.

Tão jovem, que inda cria, inda esperava,
Inda tinha a fé viva da inocência!...
Eu, na força da vida,
Tristemente de mim me envergonhava.

- Passeávamos assim, e em reflectida
Meditação tranquila descuidados
Íamos sós, já sem falar, descendo
Por entre os velhos olmos tão copados,
Quando sentimos para nós crescendo
Rumor de vozes finas que zumbia
Como enxame de abelhas entre as flores,
E vimos, qual Diana entre os menores
Astros do céu, a forma que se erguia,
Sobre todas gentil, dessa estrangeira
Que se esperava ali. Perfeita, inteira
No velho amável renasceu a vida
E a graça fácil. Cuidei ver o antigo
O nobre Portugal que ressurgia
No venerando amigo;
E na formosa dama que sorria,
O génio da subida,
Rara e fina elegância que a nobreza,
O gosto, o amor do Belo, o instinto da Arte
Reúne e faz irmãos em toda a parte;
Que afere a grandeza
Pela medida só dos pensamentos,
Do 'stilo de viver, dos sentimentos,
Tudo o mais como fútil desprezando.

Pensei que a saudar o velho ilustre
Em seus últimos dias
E a despedir-se, até Deus sabe quando,
De nossas praias tristes e sombrias,
Vinha esse génio... Tristes e sombrias,
Que o sol lhe foge, lhe esmorece o lustre,
E onde tudo que é alto vai baixando ...

O triste, o que não tem já sol que o aqueça
Sou eu talvez - que, à míngua de fé, sinto
O cérebro gelar-me na cabeça
Porque no coração o fogo é extinto.
Ele não era assim,
Ou sabia fingir melhor do que eu!

- Como o nobre corcel que envelheceu
Nas guerras, ao sentir o áureo telim
E as armas sobre o dorso descarnado,
Remoça o garbo, em juvenil meneio
Franja de espuma o freio,
E honra os brasões da casa em que foi nado.

Nunca me há-de esquecer aquele dia!
Nem os olhos, as falas, e a sincera
Admiração da bela dama inglesa
Por tudo quanto via;
O fruto, a flor, o aroma, o sol que os gera,
E esta vivaz, veemente natureza,
Toda de fogo e luz,
Que ama incessante, que de amar não cansa,
E contínua produz
Nos frutos o prazer, na flor a esp'rança.

Ali as nações todas se juntaram,
Ali as várias línguas se falaram;
A Europa convidada
Veio ao festim - não ao festim, ao preito.
Vassalagem rendida foi prestada
Ao talento, à beleza,
A quanto n'alma infunde amor, respeito,
Porque é deveras grande - que a grandeza
Os homens não a dão; Põe-na por sua mão
Naqueles que são seus,
Nos que escolheu - só Deus.

Oh!, minha pobre terra, que saudades
Daquele dia! Como se me aperta
O coração no peito coas vaidades,
Coas misérias que aí vejo andar alerta,
À solta apregoando-se! Na intriga,
Na traição, na calúnia é forte a liga,
É fraca em tudo o mais...

Tu, sossegado
Descansa no sepulcro; e cerra, cerra
Bem os olhos, amigo venerado,
Não vejas o que vai por nossa terra.
Eu fecho os meus, para trazer mais viva
Na memória a tua imagem
E a dessa bela Inglesa que se esquiva
De nós entre a folhagem
Dos bosques de Parténope. Cansado,
Fito nesta miragem
Os olhos d'alma, enquanto que, arrastado,
Vai o tardio pé
Por este que inda é,
Que cedo não será, bem cedo - em mal!
O velho Portugal."
Profile Image for Natália Gonçalves.
17 reviews
September 3, 2025
Almeida Garrett was yearning and we absolutely love it.

“BELA D'AMOR

Pois essa luz cintilante
Que brilha no teu semblante
Donde lhe vem o 'splendor?
Não sentes no peito a chama
Que aos meus suspiros se inflama
E toda reluz de amor?
Pois a celeste fragrância
Que te sentes exalar,
Pois, dize, a ingénua elegância
Com que te vês ondular
Como se baloiça a flor
Na Primavera em verdor,
Dize, dize: a natureza
Pode dar tal gentileza?
Quem ta deu senão amor?
Vê-te a esse espelho, querida,
Ai! vê-te por tua vida,
E diz se há no céu estrela,
Diz-me se há no prado flor
Que Deus fizesse tão bela
Como te faz meu amor.”

“BELEZA

Vem do amor a Beleza,
Como a luz vem da chama.
É lei da natureza:
Queres ser bela? — ama. (…)”

“THE ROSE — A SIGH

If this delicious, grateful flower,
Which blows but for a little hour,
Should to the sight so lovely be,
As from it's fragrance seems to me,
A sigh must then it's colour show,
For that is the softest joy I know.
And sure the rose is like a sigh,
Borne just to soothe and then — to die.”
Profile Image for Diana Inês Pinto.
59 reviews8 followers
April 7, 2020
Estes poemas dizem-me muito. Lembro-me de os ler repetidamente num livro velhinho que havia em casa dos meus avós. Quando me apaixonei pela primeira vez, lia alguns destes poemas e a minha tia escreveu-me um postal com a primeira quadra "Vem do amor a Beleza, / Como a luz vem da chama. / É lei da natureza: / Queres ser bela? - ama." do poema "Beleza". Guardo esse postal, essa memória e estes versos com muito carinho para sempre. Atualmente, o livro é meu e uma das minhas posses mais estimadas.
Profile Image for Raquel.
394 reviews
June 28, 2019
Muito bom. Uma escrita elegante, mas que não perde a doçura de ser poesia.


Adeus

"Adeus! para sempre adeus!

Vai-te, oh! vai-te, que nesta hora

Sinto a justiça dos céus

Esmagar-me a alma que chora.


Choro porque não te amei,

Choro o amor que me tiveste;

O que eu perco, bem no sei,

Mas tu... tu nada perdeste;

Que este mau coração meu

Nos secretos escaninhos

Tem venenos tão daninhos

Que o seu poder só sei eu.


Oh! vai... para sempre adeus!

Vai, que há justiça nos céus.

Sinto gerar na peçonha

Do ulcerado coração

Essa víbora medonha

Que por seu fatal condão

Há-de rasgá-lo ao nascer:

Há-de sim, serás vingada,

E o meu castigo há-de ser

Ciúme de ver-te amada,

Remorso de te perder.


Vai-te, oh! vai-te, longe, embora,

Que sou eu capaz agora

De te amar - Ai! se eu te amasse!

Vê se no árido pragal

Deste peito se ateasse

De amor o incêndio fatal!

Mais negro e feio no inferno

Não chameia o fogo eterno.


Que sim? Que antes isso? - Ai, triste! -

Não sabes o que pediste.

Não te bastou suportar

O cepo-rei; impaciente

Tu ousas a deus tentar

Pedindo-lhe o rei-serpente!

E cuidas amar-me ainda?

Enganas-te: é morta, é finda,

Dissipada é a ilusão.

Do meigo azul de teus olhos

Tanta lágrima verteste,

Tanto esse orvalho celeste

Derramado o viste em vão


Nesta seara de abrolhos,

Que a fonte secou. Agora

Amarás... sim, hás-de amar,

Amar deves... Muito embora...

Oh! mas noutro hás-de sonhar

Os sonhos de oiro encantados

Que o mundo chamou amores.

E eu réprobo... eu se o verei?

Se em meus olhos encovados

Der a luz de teus ardores...

Se com ela cegarei?

Se o nada dessas mentiras

Me entrar pelo vão da vida...

Se, ao ver que feliz deliras,

Também eu sonhar... Perdida,

Perdida serás - perdida.

Oh! vai-te, vai, longe embora!

Que te lembre sempre e agora

Que não te amei nunca... ai! não;

E que pude a sangue-frio,

Covarde, infame, vilão,

Gozar-te - mentir sem brio,

Sem alma, sem dó, sem pejo,

Cometendo em cada beijo

Um crime... Ai! triste, não chores,

Não chores, anjo do céu,

Que o desonrado sou eu.

Perdoar-me tu?... Não mereço.

A imundo cerdo voraz

Essas pérolas de preço

Não as deites: é capaz

De as desprezar na torpeza

De sua bruta natureza.

Irada, te há-de admirar,

Despeitosa, respeitar,


Mas indulgente... Oh! o perdão

É perdido no vilão,

Que de ti há-de zombar.

Vai, vai... para sempre adeus!

Para sempre aos olhos meus

Sumido seja o clarão

De tua divina estrela.

Faltam-me olhos e razão

Para a ver, para entendê-la:

Alta está no firmamento


Demais, e demais é bela

Para o baixo pensamento

Com que em má hora a fitei;

Falso e vil o encantamento

Com que a luz lhe fascinei.

Que volte a sua beleza

Do azul do céu à pureza,

E que a mim me deixe aqui

Nas trevas em que nasci,

Trevas negras, densas, feias,


Como é negro este aleijão

Donde me vem sangrar às veias,

Este que foi coração,

Este que amar-te não sabe

Porque é só terra - e não cabe

Nele uma ideia dos céus...

Oh! vai, vai; deixa-me, adeus!"
Profile Image for U Recife.
122 reviews13 followers
December 7, 2016
Esta coleção de poemas de Almeida Garrett, publicada ainda em vida do autor, é talvez melhor descrita pelo próprio, na advertência que nos recebe o livro:

“Não sei se são bons ou maus estes versos; sei que gosto mais deles do que nenhuns outros que fizesse. Porquê? É impossível dizê-lo, mas é verdade.”
(GARRETT, 1853)


Se do alto da sua experiência literária, Garrett, já no fim da vida, elege estes como sendo dos seus os poemas que mais gosta, que seja esta a recomendação que baste para que nos sintamos tentados a lhes atenção e voz.

Verdade é que, distantes no tempo e do espaço do autor, talvez não nos seja possível dar o mesmo valor a estes versos. Como ele bem previra, “como nada são por ele nem para ele, é provável que o público sinta bem diversamente do autor” (IDEM).

Verdade é que talvez não estejam estes poemas ao nível de outras produções poéticas em língua portuguesa; talvez. Seja como for, e não obstante possíveis falências, quaisquer que estas sejam, estes versos garrettianos ainda hoje possuem um tanto de encanto e de graça para com graça encantar seus leitores.

As folhas, depois de caídas, seguem os seus próprios rumos. Algumas se perdem; outras se desfazem; mas as mais afortunadas por vezes encontram abrigo por entre as páginas de algum livro—onde ficam para sempre guardadas.
87 reviews4 followers
November 7, 2014
I loved Almeida Garrett's poetry. It's so mature and it shows that he had at the time very knowledge of the way things are in life and is a very human discourse and it's a book that shows a man in the Autumn of his life.
Profile Image for Filipe Nunes.
99 reviews13 followers
October 14, 2019
Confirma-se. Garrett é um dos nossos melhores artistas. Todos os portugueses o leêm nas escola, mas duvido que algum o aprecie. Esta colectânea de poemas, dos sentimentos mais profundos do autor, talvez fosse mais fácil de nos identificarmos que o Frei Luís de Sousa. Dito isto, não leio esse livro desde essa altura e, talvez, depois de o reler, mude de opinião.

Fico com curiosidade para ler mais de Garrett (não há muito mais para ler de realce, apenas o supramencionado e Viagens na Minha Terra) mas está longe de ser um dos meus preferidos.
Profile Image for mags .
100 reviews11 followers
November 18, 2023
(4.5 ⭐️)

Já sabia que estava à espera de um certo tipo de poesia, vindo de Garrett. De qualquer forma, consegue sempre inovar e surpreender, por muito pouco que seja.

Ele torna os seus sentimentos bastante explícitos e expressa-os através de poemas tipicamente seus.

(Nota: apaixonei-me particularmente pelos poemas “Este inferno de amar”, “Rosa sem espinhos”, “Seus olhos” e “A um amigo”)
Profile Image for Cristiana Martins.
143 reviews3 followers
December 11, 2021
Almeida Garret em poesia é, acima de tudo, um expoente do Romantismo português.
Um autor multifacetado, aprovado em todas as suas dimensões.

"Coquette dos prados,
Rosa, linda flor,
Porquê, se o não sentes,
Inspiras amor?"
Profile Image for Lăcră Grozăvescu.
147 reviews
December 7, 2017
Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma.
E eu n’alma - tenho a calma,
A calma - do jazigo.
Ai! não te amo, não.
871 reviews
June 22, 2019
Poesia sincera e apaixonada, é a memória tenho desta leitura. A Barca Bela vem muitas vezes à minha memória (p.95),e faz lembrar as cantigas de amigo, com certeza propositadamente.
Profile Image for Tamára Pinto.
72 reviews6 followers
March 30, 2025
Nada melhor do que ler as confissões do Almeida Garrett como fuckboy. A segunda parte é menos coerente, o que acabou por reduzir o meu interesse no livro em geral
3 reviews
September 25, 2025
Amazing words, as always, Almeida Garrett never fails to amaze us and make is words sound like the warm feeling on a cold day
Profile Image for Ricardo Alves.
99 reviews18 followers
December 10, 2014
Garrett conhecera a baronesa da Luz em 1846 e neste cenário bravio de mar, serra e pinhais viveu e consumou esse amor. Quando se publicaram os poemas respeitantes a esta relação, um ano antes da morte do poeta, já tudo não passava de recordação agridoce. Ele fora o «Pescador da barca bela» enredado na rede da sereia da qual não quis fugir. Por isso, nesse ano de 1853, a Lisboa mundana tomara conhecimento, pelas referências directas a «rosa» e «luz», recorrentes no livro. «Cascais» ao evocar o êxtase duma poderosa relação carnal – era disso, essencialmente, que se tratava, enunciado noutro poema, «Não te amo» –, dá também nota do seu declínio. Ao «Céu na Terra», à consumação fragorosa da pulsão erótica num meio intocado – remetendo para a natureza primitiva e máscula da posse e da cópula –, sucede a prostração, remorso, desalento do fim: fim do prazer, fim do gozo do amor, fim da vida que se anuncia: «Inda ali acaba a Terra, / Mas já o céu não começa;». O arrebatamento de «Cascais» faz deste poema um dos grandes fragmentos da sinestesia romântica portuguesa e, com ela, da civilização europeia, que teve no Romantismo a possibilidade de o Homem confrontar e alardear a sua, ao mesmo tempo frágil e sublime, condição humana.
Profile Image for Tania.
46 reviews9 followers
December 24, 2021
4.5

I was always intrigued by Garrett as a figure - so I decided to pick this up and read his last poems.
Needless to say - I loved it.
Very rarely do I love almost every poem in a collection - but I guess this has to be the exception.
I was absolutely taken away by the sheer modernity of some of the verse, as well as the elements of Romanticism that can be found in almost every poem.

Absolutes favorites were 'Destino' and 'Os cincos sentidos', which I liked so much that I decided I would use for my Portuguese Language and Translation in University.

Though I am much more of a prose reader, and I will make sure to read Viagens na minha terra, I completely adored this collection and would most certainly reccomend.
Profile Image for Olga.
101 reviews37 followers
November 24, 2013
O que dizer deste livro? Eu até sou uma "apreciadora moderada" da obra de Almeida Garrett, no entanto, este livro... falando na maior das sinceridades foi um verdadeiro sacrifício de se ler. Não gostei do tipo de poesia, da forma escrita, dos temas. Ainda que o enquadre na época em que se insere, aprecio a obra de vários autores desta época mas este não foi definitivamente o caso.
Não recomendo de todo.

http://theperks0fbeingalibrarian.blog...
Profile Image for Samuel Tomé.
90 reviews4 followers
May 21, 2014
Ler tudo em:
http://aminhaleituras.blogspot.pt/201...

É constituída a obra por uma série de poemas, marcadamente românticos, na aceção mais sentimental, tanto pelo lado da paixão romântica (“Rosa – um suspiro”) ou fatal (“Víbora”). Ler todo este livro, que nem é uma antologia tão grande quanto isso, leva-nos a conhecer toda a obra, em detrimento daqueles poemas que normalmente conhecemos da escola, como “A Débil” ou “Este Inferno de Amar”
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