«"Ágora" é um livro para o agora, é um livro que reflecte o tempo de ruínas em que vivemos, em que a morte nos é imposta. Refiro-me às políticas da União Europeia completamente distanciadas dos povos, à crise de valores que é transversal aos centros de decisão do Ocidente, à forma gratuita com que somos confrontados com a violência e a barbárie, desde o Daesh às mortes no Mediterrâneo. É, também, um canto à prevalência da vida sobre o horror da ilusão que nos rodeia. É um livro sobre e para o espaço público, sobre e para a Europa», diz Samuel Pimenta.
Ágora é o terceiro livro de poesia publicado em Portugal do poeta vencedor do Prémio Jovens Criadores 2012.
Após o sucesso de O relógio e de Geo Metria, chega Ágora uma publicação que consagra Samuel Pimenta como uma das principais figuras da poesia lusófona.
Este livro é sobre o trânsito vida/morte/renascimento, da luz/sombras e dos caminhos do meio, é sobre a redenção dos homens após a desolação e destruição que criaram no mundo.
Samuel Pimenta nasceu a 26 de Fevereiro de 1990, em Alcanhões, Santarém. Com 10 anos começou a escrever em prosa, com 13 em poesia e com 14 aventurou-se no texto dramático. Para além das colaborações que fez em jornais escolares, também viu alguns poemas e textos seus publicados em jornais regionais. Em Junho de 2007, viu-se classificado em 2.º lugar num concurso de escrita realizado no âmbito da inauguração da Biblioteca Municipal Dr. Hermínio Duarte Paciência, em Alpiarça. Em 2010, foi um dos contemplados com o VI Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus na vertente de poesia, no Brasil. Actualmente, é cronista na revista online "Clique" e estuda na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, integrando o curso de Ciências da Comunicação. Publicou, em Dezembro de 2009, a obra "O Escolhido", pela Planeta Editora, primeiro volume da Trilogia "Heros, O Escolhido", do género Fantástico. Para além da escrita dedica-se, também, ao Reiki.
Há muito que me tinha proposto a ler mais poesia, por achar que, de algum modo misterioso, mexe com o âmago de quem a lê.
Assim, peguei neste livro do autor Samuel Pimenta antes de dormir, com o objetivo de sentir a poesia, e de me libertar daquelas amarras que tentaram impor-me na escola: sobretudo, aquela ideia de que a poesia é enigmática, tem significados ocultos, e que é trabalhosa de ler e de compreender.
"uma mão pode abrir o cárcere um sopro pode definir a chama um regaço pode saciar a fome."
Como disse ao autor, propus-me a sentir, e sentir este pequeno livro de 60 páginas, votado à essência das antigas cidades gregas - que pulsavam de filosofia, de conhecimento -, trouxe-me algo muito especial. Conforme transmiti ao autor, "Senti-me num mundo menos povoado, em que o vento corre por entre colunas, e o homem é menos megalómano, e o mar é a noção da imensidão do desconhecido". Não há muito a acrescentar a isto: senti-me 400 anos a.C., num mundo embrionário que havia de se tornar este onde estamos agora.
Avancem sem medo, em busca dessas sensações e de outras. Sem medo da poesia. A do Samuel é clara, é incisiva, e leva-nos em viagens impossíveis.