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Breves Notas Sobre Música

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«1. Um homem que gostava de ouvir música às escuras mas com uma lanterna na mão.
Quando ligava a lanterna, não a apontava para o aparelho técnico de onde saíam os sons, mas sim para o espaço por on-de a música se espalhava. Queria localizar os sons como se localiza um objecto.»

120 pages, Paperback

First published November 1, 2015

59 people want to read

About the author

Gonçalo M. Tavares

113 books994 followers
Gonçalo M. Tavares was born in Luanda in 1970 and teaches Theory of Science in Lisbon.
Tavares has surprised his readers with the variety of books he has published since 2001. His work is being published in over 30 countries and it has been awarded an impressive amount of national and international literary prizes in a very short time. In 2005 he won the José Saramago Prize for young writers under 35. Jerusalém was also awarded the Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2007 and the LER/Millenium Prize. His novel Aprender a rezar na Era de Técnica has received the prestigious Prize of the Best Foreign Book 2010 in France. This award has so far been given to authors like Salmon Rushdie, Elias Canetti, Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez and Colm Tóibín. Aprender a rezar na Era da Técnica was also shortlisted for the renowned French literary awards Femina Étranger Prize and Médicis Prize and won the Special Price of the Jury of the Grand Prix Littéraire du Web Cultura 2010. In 2011, Tavares received the renowned Grande Prêmio da Associação Portuguesa de Escritores, as well as the prestigious Prémio Literário Fernando Namora 2011. The author was also nominated for the renowned Dutch Europese Literatuurprijs 2013 and was on the Longlist of the Best Translated Book Award Fiction 2013.

Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970. Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, etc.
Estão em curso cerca de 160 traduções distribuídas por trinta e dois países. Jerusalém foi o romance mais escolhido pelos críticos do Público para «Livro da Década».
Em Portugal recebeu vários prémios, entre os quais, o Prémio José Saramago (2005) e o Prémio LER/Millennium BCP (2004), com o romance Jerusalém (Caminho); o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores «Camilo Castelo Branco» (2007) com Água, Cão, Cavalo, Cabeça (Caminho). Recebeu, ainda, diversos prémios internacionais.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Helena Isabel Bracieira.
120 reviews61 followers
January 20, 2017
Opinião publicada em: As Horas... que me preenchem de prazer.

Decidi juntar esta opinião à anterior uma vez que foram leituras com pouco tempo a separá-las. Assim, sendo a minha segunda leitura de Gonçalo M. Tavares, já estava familiarizada com a sua forma de escrever: nada complexa nem pretensiosa.

Em breve notas sobre música, a música, naturalmente, é a protagonista das reflexões do autor que, desta vez, não surgem sobre a forma de diálogos, mas de pequenos textos, acompanhados de ilustrações de Rachel Caiano. Fala-se da música enquanto objecto corpóreo, dos músicos, dos ouvintes e das suas atitudes perante ela e de infindas associações passíveis de serem realizadas, numa busca incansável por uma possível definição.

Deixo-vos esta passagem, de que gostei imenso: "A pré-história do homem parece muda; pelo menos fazemos dos nossos velhíssimos pais seres mudos com mãos e cérebros. [...] mas que não são pensados como capazes de produzir música. [...] O que nos conta a história é que fizeram objectos, o fogo, utensílios requintados, mataram, esganaram, trucidaram e, uma ou outra vez, salvaram. Mas as mãos dos antigos também pintaram e desenham e, sim, claro, tocaram no mundo que existia para que o mundo que existia, em contacto com as superfícies do seu corpo, produzisse música. Mas disso pouco sabemos. Conhecemos alguns instrumentos mas não a música. Recuperámos o esqueleto mas não o sangue".

4,0/5*
Profile Image for Rita Rodrigues.
20 reviews
May 19, 2022
É uma compilação de metáforas entre a música e um bocadinho de tudo, com destaque para os sentidos e para a palavra melómano. Embora apresente algumas "notas" que são de facto geniais e palpáveis, outras acabam por se fazer sentir como algo que está somente para ser corpo de livro.
Profile Image for Maria Manaia.
146 reviews
March 12, 2022
"Mil homens num vale do Egito à procura das canções que os antigos assobiavam. Eis o fóssil que todos querem, o mais raro, aquele que regista o que os antigos cantavam e assobiavam. Fósseis acústicos, eis o que procura o melómano-arqueólogo cuja cabeça, como um Dom Quixote da música, se deixou arrebatar, não pelos romances de cavalaria que leu, mas pelo excesso de música que ouviu. E mil homens continuam a escavar, acreditando nesse novo Quixote. - Escavem mais - pede o músico-arqueólogo-alucinado -, sinto que estamos quase a encontrar um som antigo. Mais um esforço, por favor, mais um esforço!"
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