Da amizade e dos diálogos informais entre um rabino e um sociólogo surgem instigantes argumentos sobre questões existenciais e de identidade através de suas raízes judaicas. Falar do futuro sob ambos os pontos de vista, religioso e laico, é uma forma de comentar sobre este novo século de incertezas e transformações, e apostar que religião e democracia podem e devem convergir. O que será o judaísmo do século XXI? Mais do que uma pergunta específica, esta é uma síntese de todas as perguntas marcadas pelo sentimento de que se aproxima o fim de um mundo como nós o conhecemos.
Com alguns bons argumentos, o livro trás algumas pérolas da sabedoria judaica. Vale a pena abrir a cabeça e conhecer um pouco dessa cultura milenar, ainda que não tenha contato com o judaísmo. Fui motivado a lê-lo por conta de uma frase que certa vez escutei: "Se eu sou eu porque você é você, e se você é você porque eu sou eu, então eu não sou eu e você não é você e a gente não tem o que falar. Mas, se eu sou eu porque eu sou eu, e você é você porque você é você, então eu sou eu e você é você e podemos conversar".