What do you think?


discurso sobre el hijo-de-puta
Entre otras -y también relevantes cuestiones- Alberto Pimenta nos ilustra con este Discurso de cómo el hijo-de-puta existe y prácticamente se encuentra en todos los lugares. De lo poco que se sabe acerca de él. De cómo los trajes y la configuración física no bastan para definirlo. De algunos rasgos distintivos del hijo-de-puta. De sus gustos, y los sitios que ocupa. De las maneras del hijo-de-puta de ser hijo-de-puta. De cómo todo hijo-de-puta es por encima de todo hijo-de-puta. De sus grandes especializaciones. De su vida privada y pública. Y de las infinitas variedades de hijo-de-puta.
- GenresPoetry
128 pages, Paperback
First published January 1, 1977
About the author
Alberto Pimenta
62 books33 followersAlberto Pimenta (26/12/1937, Porto, Portugal). Poeta, narrador, ensaísta, performer e professor universitário. Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra e, durante alguns anos (1960-1977), exerceu funções de leitor de Português e de Literatura Portuguesa em Heidelberg, na Alemanha. Regressando a Portugal, desenvolveu uma intensa actividade no domínio da criação literária relacionada com os movimentos experimentalistas. Os seus textos, por vezes publicados em livros com uma configuração gráfica original, assumem um sentido polémico, que ocasionalmente os próprios títulos podem evidenciar, e ao mesmo tempo de vanguarda. É autor de O Silêncio dos Poetas (1978), um importante estudo sobre o sentido da criação literária ligada aos movimentos de vanguarda, a qual se caracteriza pelo seu "desvio da norma"; o desenvolvimento dos seus pontos de vista leva-o a estabelecer uma bem fundamentada e sugestiva "fenomenologia da modernidade". Realizou o seu primeiro happening em 1977 no Jardim Zoológico de Lisboa (Homo Sapiens) e a mais recente performance (Uma Tarefa para o Ano Vindouro), dividida em duas partes (31/12/1999 e 01/01/2000), também em Lisboa, na Galeria Ler Devagar. Traduziu, entre outros, Thomas Bernhard (A Força do Hábito, em colaboração com João Barrento, 1991) e Botho Strauss (O Parque). Colaborou com Miguel Vale de Almeida e Rui Simões em Pornex: Textos Teóricos e Documentais de Pornografia Experimental Portuguesa (coord. de Leonor Areal e Rui Zink), 1984. É actualmente professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Ratings & Reviews
Friends & Following
Create a free account to discover what your friends think of this book!
Community Reviews
Displaying 1 - 28 of 28 reviews
November 13, 2018
Ele é um filho-da-puta. E aqueloutro, filho-da-puta é de certeza. Os dedos começam a surgir alçados à medida que avançam as frases e o retrato da espécie. A dada altura paramos, baixamos o dedo lambazão, e perguntamo-nos: «mas e eu... serei um filho-da-puta?» A leitura do texto de Alberto Pimenta é redemoinho, enreda-nos com os seus trocadilhos, repetições, descrições abstractas e ritmadas. É um discurso ladainha que fala dos filhos-da-puta e sua inveja, dos que fazem e não deixam fazer, dos que ocupam cargos e os querem manter, do filho-da-puta pai e do filho-da-puta filho, dos rodízios de filhos-da-puta, dos filhos-da-puta preocupados que odeiam tudo o que é bom, agradável, tudo o que é novidade. Pimenta termina dizendo que os filhos-da-puta portugueses não são excepção pois estes estão em toda a parte. Eu diria mesmo que a filha-da-putice é como o colesterol, convém mantê-la a um nível mínimo e se possível eliminá-la. Portanto, comam vegetais e fujam do sedentarismo da razão e do coração.
November 27, 2015
Um dos melhores livros (e mais terapêuticos) que já li.
"Um dos grandes lemas de todos os filhos-da-puta: cuidar dos mortos e enterrar os vivos.
"Um dos grandes lemas de todos os filhos-da-puta: cuidar dos mortos e enterrar os vivos.
March 30, 2014
Uma relíquia!!!
January 9, 2023
O filho-da-puta não gosta de viver, mas gosta de reavivar e de reviver, gosta mais de reviver que de viver, e assim ocupa grande parte do seu tempo. Deste modo se entende que seja sempre imensa a saudade que o filho-da-puta tem do passado, imenso o seu desejo e ambição de regressar (se possível) ao estado embrional, esse estado em que andava de um lado para o outro sem sair do mesmo lugar. Porque, o nascimento, para o filho-da-puta, foi o pior que lhe podia acontecer. O filho-da-puta não quer sair do lugar que ocupa, nem quer que os outros saiam do lugar que ocupam, porque se os outros saem do lugar que ocupam, ele, filho-da-puta, perde o lugar relativo que ocupa, e é essa uma das coisas que mais o preocupa, pois é conveniente que nenhum filho-da-puta saia do lugar que ocupa, a fim de todos os filhos-da-puta ocuparem todos os lugares, todos os lugares que os filhos-da-puta ocupam e que ocupam os filhos-da-puta.
August 27, 2012
Flawlessly written in the style of a 16th century Essay or of a Cartesian Meditation, this little gem of social philosophy acutely and humorously portrays both the civilisational background and the innate traits of the human mind that conspire to turn sometimes ordinary men and women into Consummate Bastards and relentless destroyers of joy, spontaneity and light-heartedness.
Available in the original Portuguese, as well as in Italian ("Discorso sul Figliodiputtana", Milano: All'Insegna del Pesce), Spanish ("Discurso sobre el Hijo de Puta", Valencia: Víctor Orenga) and French ("Adresse aux Fils de Pute", Paris: L'insomniaque), this remarkable opuscule is likely to prove as timeless as some of its forerunners from half a millennium ago in view of the razor-sharp description it offers of that ultimately also unchanging subject-matter that is man himself.
Available in the original Portuguese, as well as in Italian ("Discorso sul Figliodiputtana", Milano: All'Insegna del Pesce), Spanish ("Discurso sobre el Hijo de Puta", Valencia: Víctor Orenga) and French ("Adresse aux Fils de Pute", Paris: L'insomniaque), this remarkable opuscule is likely to prove as timeless as some of its forerunners from half a millennium ago in view of the razor-sharp description it offers of that ultimately also unchanging subject-matter that is man himself.
July 24, 2021
"O lema do filho-da-puta é
que nada se perca,
que nada se crie,
que nada se transforme."
Nota: vi uma encenação (gloriosa) deste texto no Festival de Almada, pela mão de Fernando Mora Ramos, de que deixo o link:
https://www.youtube.com/watch?v=WB2WD...
que nada se perca,
que nada se crie,
que nada se transforme."
Nota: vi uma encenação (gloriosa) deste texto no Festival de Almada, pela mão de Fernando Mora Ramos, de que deixo o link:
https://www.youtube.com/watch?v=WB2WD...
January 21, 2017
Do início ao fim, este livro é uma caracterização excelente e precisa do que de mais universal há: ser-se filho-da-puta.
Read
March 12, 2024Puedo, por fin, insultar con rigurosidad
November 9, 2025
Este é um ensaio absolutamente magistral não só sobre a mesquinhez colectiva como sobre as ramificações do vírus da filha da putice, da ubiquidade da infecção e da desesperança duma inoculação sanatória. É um texto intemporal, acutilante e extremamente inteligente e terapêutico. Ainda que não se constitua como cura para os males que expõe já não é coisa pequena servir de âncora para uma identificação consciente da doença e dos seus sintomas, dos mais superficiais aos mais profundos. É sempre um bálsamo encontrar ensaios lúcidos, claros, concisos e leves. A seta da crítica nunca é fugidia neste texto e aquele que não a seguir só pode estar a viver a filha da putice de achar-se rei por ter um olho do cu em terra de cegos.
January 20, 2019
O filho-da-puta especializa-se em fazer tudo o que possa preocupar e não deixa fazer aquilo que pode despreocupar. Portanto, não há razão para ter inveja do filho-da-puta, pois ele vive preocupado!
June 16, 2023
“Eles andem aí”.
May 20, 2024
Ni fu ni fa. Potser sòc un [paraules inentel.ligebles a causa del vent].
October 7, 2022
Este livrinho retrata uma espécie de pessoa na nossa sociedade. Todos nós conhecemos pelo menos um exemplo: pessoas que não querem deixar os outros em paz. O discurso é breve (50 páginas) mas aborda todas as dúvidas que o leitor possa ter. Aborda a questão de como definir um filho-da-puta; de quais são as suas subcategorias e especializações; de se um filho-da-puta já nasce filho-da-puta ou se faz. O seu estilo de escrita é muito proprio: ao longo do argumento repetem-se várias frases e palavras (como "filhos-da-puta especializados em fazer e filhos-da-puta especializados em não deixar fazer"). Não percebo precisamente porquê. Talvez seja uma espécie de piada: o pedantismo do autor a espelhar o pedantismo do seu assunto. Sobretudo, nas últimas páginas (uma elegia dum fdp que tinha atingido o alvo de todos os fdps: morrer) o estilo literário torna-se ainda mais repetitivo, mas inclui uma frase que curti imenso: "São homens destes que fazem com que o amanhã seja uma ponte para ontem".
March 9, 2018
En 1988 Cipolla (¡qué mala rima!) nos explicó que subestimamos el número de estúpidos que hay en el mundo. Pero once años antes el poeta y performer Alberto Pimenta ya nos había explicado algo mucho peor: que estamos rodeados de hijos de puta.
April 28, 2019
"Enterrar os vivos e cuidar dos mortos."
August 12, 2022
Se termina diluyendo en aquello que lo hacía singular. Es divertido, pero no termina por hacer señalamientos especialmente cautivantes.
January 8, 2024
Para nos angustiar, irritar, fazer reconhecer padrões e discursos manipulativos, ou, devo dizer, discursos de filhos-da-puta. Também dá para rir, numa página ou outra
April 21, 2024
É assim o filho da puta.
October 15, 2024
Simplesmente amei
January 11, 2025
A partir de ahora, se ha convertido en mi libro de cabecera. Solo le faltan unas cuantas páginas en blanco para ir apuntando los nombres que te vienen a la cabeza mientras lees esta obra maestra.
February 25, 2025
Debería ser de lectura obligatoria en la etapa secundaria escolar.
March 17, 2025
Uma forma descritiva e humorística dos eternos e omnipresentes parasitas da sociedade. Uma escrita que convida à reflexão sobre quem nos rodeia e de nós próprios.
November 28, 2025
muy repetitivo
December 29, 2020
Hijo-de-puta hay que decirlo más, hijo-de-puta más 🎶
November 28, 2023
Para mi un lectura completamente prescindible.
La mayor parte dice sin decir nada realmente.
Me he quedado fría porque esperaba más, una lástima.
La mayor parte dice sin decir nada realmente.
Me he quedado fría porque esperaba más, una lástima.
Read
February 25, 2022"os filhos da puta (e esse é ainda outro traço seu, o terceiro traço distintivo) conhecem-se bem uns aos outros, pelos lugares que ocupam e só podem ser ocupados por eles; deste modo é fácil associarem-se para "desenvolverem acções em diversas frentes", de modo a fazerem as coisas mencionadas e outras, muitas outras, públicas e particulares."
April 5, 2024
Massa fill de puta. Tot i això una mica enrevessat i repetitiu, però ho il·lustra bé.
September 15, 2024
Tots som uns
Displaying 1 - 28 of 28 reviews


























