Escrito como paródia aos folhetins românticos, O Que Fazem Mulheres começa com um diálogo entre mãe e filha: a primeira tenta convencer a segunda a casar-se por dinheiro e não por amor. Esta é a história de Ludovina, uma jovem bela, de origem fidalga, mas sem dote que lhe possa arranjar marido. Sem intenções sérias, namora-a Ricardo de Sá, ambíguo «homem fatal», que dela diz esta frase desonrosa: «Lisonjeia um amante, mas não pode satisfazer as complicadas necessidades dum marido.» E há outro homem, João José Dias, regressado do Brasil, muito rico, muito velho, muito gordo. Esta é, afinal, a história em que o fortuito arremesso de um charuto desencadeia excessos emocionais, nos quais encontraremos, como Camilo anuncia, «bacamartes e pistolas, lágrimas e sangue, gemidos e berros, anjos e demónios». Publicado em 1858, O Que Fazem Mulheres é um «romance filosófico», no sentido em que dele se podem retirar lições, por meio de máximas que exprimem uma filosofia da vida ou que proclamam ideias gerais sobre os dramas e os sentimentos do ser humano.
«Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825-1890) foi um dos escritores mais prolíferos e marcantes da literatura portuguesa contemporânea tendo sido romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor. Teve uma vida atribulada, que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente do que escrevia. Durante quase 40 anos, entre 1851 e 1890, escreveu à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica, mais de duzentas e sessenta obras, com a média superior a 6 por ano. Prolífico e fecundo escritor, deixou obras de referência na literatura lusitana. Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa.» Fonte; http://www.luso-livros.net/biografia/...
Camilo Ferreira Botelho Castelo-Branco (1st Viscount de Correia Botelho), was born out of wedlock and orphaned in infancy. He spent his early years in a village in Trás-os-Montes. He fell in love with the poetry of Luís de Camões and Manuel Maria Barbosa de Bocage, while Fernão Mendes Pinto gave him a lust for adventure, but Camilo was a distracted student and grew up to be undisciplined and proud.
He intermittently studied medicine and theology in Oporto and Coimbra and eventually chose to become a writer. After a spell of journalistic work in Oporto and Lisbon he proceeded to the episcopal seminary in Oporto in order to study for the priesthood. During this period Camilo wrote a number of religious works and translated the work of François-René de Chateaubriand. Camilo actually took minor holy orders, but his restless nature drew him away from the priesthood and he devoted himself to literature for the rest of his life. He was arrested twice, the second time due to his adulterous affair with Ana Plácido, who was married at the time. During his incarceration he wrote his most famous work "Amor de Perdição" and later it inspired his "Memórias do Cárcere" (literally "Memories of Prison"). Camilo was made a viscount (Visconde de Correia Botelho) in 1885 in recognition of his contributions to literature, and when his health deteriorated and he could no longer write, Parliament gave him a pension for life. Going blind (because of syphilis) and suffering from chronic nervous disease, Castelo Branco committed suicide in 1890.
"Os dias actuais são melancólicos; a humanidade quer rir-se; muita gente, séria e sisuda, se compra um romance, é para dar tréguas às despoetizadas e pecas realidades da vida."
"Não cuidem que podem ler um romance, logo que soletram. Precisam-se mais conhecimentos para o ler que para o escrever. Ao autor basta-lhe a inspiração, que é uma coisa que dispensa tudo, até o siso e a gramática. O leitor, esse precisa mais alguma coisa: inteligência; — e, se não bastar esta, valha-se da resignação."
O Que Fazem Mulheres é só tropelias... no enredo, nas personagens, nos diálogos, e no formato da narrativa. Tem romance, poesia, filosofia, crítica e chacota.
Camilo é sublime no que toca à crítica social de época. Naquele tempo, (sec. XIX,) era prática comum os pais arranjarem os casamentos, um matrimónio que deixasse as filhas numa situação boa, já que a maioria das mulheres não trabalhava. Logo, o amor era relegado para segundo plano. A sátira é que a mãe da jovem, tão cheia de moralismos, mostrando que o ideal era mesmo a filha casar com um homem rico que o amor vem depois, é uma mulher que não pensa realmente dessa forma, o que se vai descobrindo ao longo da narrativa.
Os diálogos entre as personagens Ludovina e a sua mãe são hilariantes, e no que toca ao amor D. Angélica tem sempre uma boa filosofia: "- Isso é romance, menina. Nunca é feliz com uma vestido de chita a mulher que tem amigas com vestido de seda."Assim convence a filha a casar com um homem rico, que fez fortuna no Brasil, mas muito feio, velho, gordo, cujo ciúme doentio vai deitar tudo a perder.
"O leitor já sabe como no teatro se recupera o juízo. Se é mulher a doida, rigorosamente desgrenhada, esfrega os olhos, atira com as madeixas para trás, e dá fricções secas às fontes com frenesi; se, homem, abrea a boca, espanta os olhos, soleva o peito em arquejantes haustos, despede o grito agudo obrigado a ambos os sexos, e está pessoa de juízo, capaz de casar, que é quase sempre a pior das doidices em que os autores fazem cair os seus doidos, restaurados para a razão."
Ludovina ama um homem, Ricardo de Sá, figura rídicula e que rapidamente mostra a sua falta de carácter e amor pela nossa heroína. Mas nada temam, porque seu pai tem um casamento já combinado: com um homem rico (fortuna do Brasil), relativamente velho (45 anos) e absurdamente feio; aliás, algo me diz que o Camilo Castelo Branco teve muito prazer em descrever o físico de João José Dias em todo o seu esplendor grotesco. Ludovina desgostosa casa-se, e o seu marido rapidamente mostra-se um ciumento doentio. Não conto muito mais para não estragar o livro a futuros leitores. Preparem-se apenas para muita ironia e cenas caricatas. De todas, talvez as situações que envolvem um determinado charuto são as mais engraçadas.
Pelo meio do livro temos algumas peculiaridades: um capítulo avulso, que é para ler quando o leitor, o quiser, e outro em que Camilo nos diz que mais vale nem ler, onde fala sobre o que é ser pai perante a lei.
Apesar de tudo, este livro não me deixou com a passareca aos saltos.
“É uma história que faz arrepiar os cabelos. Há aqui bacamartes e pistolas, lágrimas e sangue, gemidos e berros, anjos e demónios.” É um arsenal, uma sarrabulhada e um dia de juízo! Isto sim é um romance! “
Ah, que livro tão engraçado, palavra que sim :D Escrito como paródia aos folhetins românticos, Camilo aproveita este livro para a crítica aos casamentos arranjados que se faziam na época. Era prática comum as filhas cederem à vontade dos pais, que lhes arranjavam maridos mais convenientes aos seus interesses, e o amor relegado para segundo plano.
Ludovina, a nossa jovem fidalga, move-se segundo a vontade do seu pai, Melchior Pimenta, casando-se com um novo rico, João Dias, em preterimento do seu amado oportunista, Ricardo Sá.
A sátira do romance está em como as mulheres pensam, e como podem ser as piores juízas das mulheres. A mãe de Ludovina, D. Angélica, tão cheia de moralismos, diz à filha que o amor surgirá com o tempo, quando se faz mover por princípios contrários ao que diz, como o resto do romance desmantela.
Esta narrativa promete a confusão mais completa, que se diria saída de um novela trágica-cómica. Satiriza o exagero dos romances, o papel que os próprios leitores atribuem aos heróis e, mais particularmente , ao desprezo pelo feminino.
O autor/ narrador interpela-nos, dá nos um capítulo que podemos mover de acordo com a nossa vontade e ainda cinco páginas para se ler ou não. É engraçado de se ler, se o preconceito pela escrita de Camilo desaparecer. Eu pensava que não gostava e começo a desvendar mais facetas dele. 😊
“A verdade e a observação dispõem-me as situações como tu não a inventas. A natureza, que tu conheces, é tola, meu amigo.”
Para além do retrato que o autor tece à sociedade da época, penso que este livro é uma homenagem às mulheres. Os casamentos eram arranjados pelos pais e as meninas que casavam por amor, sendo uma minoria, corriam sérios riscos de ser infelizes. O adultério era crime. Com esta premissa por base, assim nasce o romance.
Ludovina era uma jovem muito bonita e elegante, enamorada de Ricardo de Sá, um rapaz igualmente bonito e com boa posição social que, apesar de estimar muito a sua companhia, não faziam qualquer intenção de se casar. Mas nada temam, meus estimados leitores, porque dona Ludovina já tinha um pretendente cuidadosamente escolhido pelo seu pai: João José Dias, regressado do Brasil, muito rico, muito honrado, muito velho, muito gordo.
3,5* Estava mesmo a apetecer um romance de época. Foi prazeroso mas não posso dizer que seja aquela obra prima de cinco estrelas. Ainda assim Camilo tem um dom que nos faz agarrar às palavras, adorei a sua escrita, com certeza um dos pontos mais fortes desta leitura e como primeiro contacto com o autor foi bom o sufciente para me suscitar vontade de ler mais obras do autor.
Este livro deixou-me maravilhada. Não só pelo seu aspecto gráfico (estas edições da Guerra & Paz estão fantásticas), mas também e sobretudo pelo seu conteúdo.
Este não foi o primeiro livro que li de Camilo Castelo Branco. Amor de Perdição foi uma das leituras obrigatórias, mas confesso que não me recordo bem dessa leitura, pois considero que, na altura, não tinha "maturidade literária" para o compreender na sua essência.
Camilo Castelo Castelo não podia faltar neste mês em que o tema principal do blog são as Mulheres. E em particular esta história, que fala de mulheres.
Prima pela originalidade, criatividade, mas sobretudo pela forte crítica social à sociedade portuguesa do Séc. XIX. Uma sociedade as mulheres não tinham grande voz e em que as suas vidas eram controladas pela família. Os seus sentimentos das mulheres eram secundários e o adultério era crime.
Foi uma leitura muito boa, não só pelo tema, mas pela escrita muito poética de Camilo. Voltei a sentir vontade de ler mais livros dos nossos escritores do Séc. XIX, que muito tem falado no blog. Histórias e escritores que vale a pena conhecer e voltar a ler.
Nunca eu imaginei (ignorância minha) que um escritor do século XIX escrevesse com tanto humor e originalidade. Este livro é dos mais interessantes que tenho enquanto objecto, porque tem duas particularidades que eu adorei: primeiro, o autor escreveu um capítulo avulso, que refere que poderá ser lido quando o leitor quiser e este capítulo está solto no livro, precisamente para ser colocado onde o leitor quiser. Depois existem cinco páginas que Camilo acha que não devem ser lidas e essas páginas estão "fechadas". Eram estas as vontades de Camilo e foi isso que a Guerra & Paz fez nesta edição. Brilhante!
"Eu já disse em mais dum livro que não escrevo de fantasia. A verdade e a observação dispõem-me as situações como tu as não inventas. A natureza, que tu conheces, é tola, meu amigo. Disse."
Camilo Castelo Branco é exímio na crítica social e na descrição das personagens. Neste livro somos, mais uma vez, testemunhas destas belas características do autor.
"É uma história que faz arrepiar os cabelos. Há aqui bacamartes e pistolas, lágrimas e sangue, gemidos e berros, anjos e demónios. um arsenal, uma sarrabulhada e um dia de juízo! Isto sim que é um romance!"
Isto sim que é paródia e das boas escrita por Camilo Castelo Branco. Uma ironia aos folhetins românticos da altura. "O que fazem mulheres" foi publicado em 1858 e será das obras menos conhecidas do universo camiliano. Ainda assim, acho-a genial.
Ao desfile de personagens estereotipadas e uma trama de exagerado e cómico dramatismo, junta-se a escrita riquíssima de Camilo e a fina ironia e sarcasmo, armas de arremesso contra a sociedade da altura.
A história começa a meio de uma conversa entre Ludovina e sua mãe D. Angélica. A jovem incauta confessa os seus amores pelo galā Ricardo de Sá enquanto a progenitora tenta convencer a filha das vantagens de casar por dinheiro. Montada a ratoeira, fica claro que o homem fatal não tem "intenções sérias". Aparece então em cena João José Dias, regressado do Brasil, onde fez fortuna. No entanto, o aspecto não faz jus à carteira. Está exposto o dilema inicial. Amor ou dinheiro?
Crítica social e literária, mas também reflexão sobre a condição da mulher e o seu papel na sociedade da altura, "O que fazem mulheres" merece um papel mais destacado entre a obra camiliana.
Destaco a qualidade da escrita, autêntica filigrana literária com um uso extensivo da rica língua portuguesa, por oposição à simplificação empobrecedora dos dias atuais.
Também tenho de falar na inovação da estrutura narrativa. Estamos a falar de um livro com mais de 150 anos, e mesmo assim apresenta elementos que seriam considerados "fora da caixa" hoje em dia. Há um prefácio no final do livro, suplemento, páginas "que é melhor não lerem" e um capítulo "avulso". Um texto chave que o leitor pode ler na altura que desejar. Nas primeiras edições viria mesmo separado do livro.
Com a devida contextualização histórica, social e literária, "O que fazem as mulheres" é um excelente livro. Para os fãs de Camilo e dos clássicos portugueses, é só obrigatório.
O comentário da condição feminina neste romance… Camilo, tu eras brilhante.
“Se, todavia, o sentimento claudica nos preceitos da razão pautada e insofrida, condenamos a mulher pela culpa de se deixar perder na escuridade, à míngua de uma lâmpada que lhe negáramos.”
What do women do? Do they cause fear in their husbands? Their lovers? Their fathers? Should the men be afraid? Worried? Annoyed? Perplexed? The men ruled the house but who ruled their beds? Romance? Comedy? Tragedy?
Well, maybe Camilo Castelo Branco has some insight into the affairs of the heart? He did state “the scale of human suffering is infinite.” (Back cover).
Premise: Ludovina was very much in love with handsome Ricardo de Sá. The book starts with a conversation between the young woman and her mother Dona Angélica about who she should marry. Her mother tells her marry for money and keep a lover for fun. It’s a win win situation. Sage advice? Not really but when she discovers Ricardo just wasn’t into marriage, she took up her father’s proposal, to marry João José Dias.
João José had returned from Brazil a rich man. In fact he had so much money he could buy himself a title, how about a baron? If Ludovina marries him she will double her stakes. A baroness sounds perfectly nice. It sure sounds perfect except for a couple of facts about João José. First, he is about thirty years older than her, second, he is extremely ugly, lacking a lot of teeth and finally, very much overweight. And don’t forget but he is very much on the dull side.
For a young girl in her prime, she has only one thing on her mind, going to the ball and dancing the night away. Which leads to a very difficult and jealous husband. Especially when he finds some incriminating evidence. He picks up a gun and awaits at the door to his courtyard to send a message. Nothing like sending a message with a few bullets.
Cue the morality: Guilt by the husband, thoughts of scandal by the father and words of scoundrel by the lover. Yep, a romantic comedy, where men make a fool of themselves and women are vindicated, sort of. The author pokes his nose into the story just to keep us on the straight and narrow, wherever this is suppose to be?
The Punchline: The mother plays a better role than is imagined. No spoiler here.
Reality Check: The clincher comes in the 30 page supplement by our author. The whole story is based on a true story. Woah! Camilo Branco just needed to adapt to the correct Portuguese mindset of the day. Add in morality. A hundred and fifty years later, can we adopt to our modern day messes? Not much has changed changed over all the years.
Credits: The take away is the guy could write a movie script like no other (too bad movies hadn’t been invented yet). I would pay for this one. Maybe I just did?
Para celebrar os 200 anos do nascimento de Camilo, decidi finalmente lê-lo. Nunca o tinha feito, nem no secundário. Sendo fã de Eça, sempre o tive na lista. Escolhi O que fazem mulheres ao acaso e surpreendi-me.
É um folhetim de escrita rica, elegante e envolvente e com muito humor. A história acompanha um jovem ingénuo que se apaixona por uma mulher sedutora e manipuladora, num destino inevitavelmente trágico. Camilo avisa desde o início: não há final feliz.
Lê-se com enorme facilidade, apesar do exagero, que parece refletir o seu tempo – revoluções, guerra civil, convulsões sociais. O enredo é simples e popular, mas a mestria da língua impressiona. Se Eça é mais burguês e distante, Camilo é do povo, da província, sempre enraizado em Portugal. O texto prende, está cheio de ganchos. E, na sua simplicidade, há inteligência: "Não cuidem que podem ler um romance, logo que soletram. Precisam-se mais conhecimentos para o ler que para o escrever. Ao auctor basta-lhe a inspiração, que é uma cousa que dispensa tudo, até o siso e a grammatica. O leitor, esse precisa mais alguma cousa: intelligencia;—e, se não bastar esta, valha-se da resignação." Muito bom!
O domínio da língua é fascinante. Li no Kindle, e a facilidade de acesso ao dicionário ajudou muito. Uma bela surpresa – e vou continuar!
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To mark Camilo Castelo Branco’s 200th birthday, I finally read him! As an Eça fan, it was long overdue. I picked O que fazem mulheres at random and was pleasantly surprised—though I’m not sure if it’s available in English.
A richly written, engaging feuilleton. A naïve young man falls for a manipulative woman, with an inevitably tragic end. Camilo warns from the start: no happy ending.
Despite its exaggeration, it’s an easy, gripping read, reflecting the upheaval of his time. The plot is simple, but the language is masterful. If Eça is bourgeois and distant, Camilo is of the people. Full of hooks, it keeps you turning pages.
His command of Portuguese is remarkable. Reading on Kindle made looking up words effortless. A great surprise—I’ll be reading more!
Gostei imenso deste livro, mais uma vez Camilo Castelo Branco não desilude com as suas ironias e sarcasmo e pelas suas típicas opiniões direccionadas ao leitor , contudo no Prefácio fiquei sem perceber se Marcos Leite era uma personagem que já tinha sido apresentada no livro ou não. Será que alguém me pode esclarecer esta dúvida?
Maravilha de escrita. Como diz o prefácio, “Há aí almas de pedra, corações de zinco, olhos de vidro, peitos de asfalto? Que venham para cá. Aqui há cebola para todos os olhos; Broca para todas as almas; Cadinhos de fundição metalúrgica para todos os peitos. Não se resiste a isto”
A versatilidade de Camilo é inigualável. Dos sentimentos fortes aos medíocres, os seus livros estão sempre recheados de momentos inesquecíveis. Mais uma leitura para o lote das preferidas!
O meu primeiro livro de Camilo Castelo Branco. Incrível, que domínio da língua Portuguesa! Palavras encadeadas na perfeição, ideias claras com frases lindas, fluidas... Adorei a escrita, fã desde já.