Será verdade que o conhecimento científico é incompatível com a emoção estética? A ciência perdeu ou ganhou ao trocar o determinismo rigoroso, fatalista e perpétuo, que foi seu timbre até há pouco, pela probabilidade, pelo incerto, pelo imprevisível?
Se não fosse a expansão, teria o Universo permanecido para sempre no estado caótico primordial, sem o lugar para a diferenciação, a organização, a complexidade, a vida, o homem, o cérebro pensante, a criatividade?
Uma borboleta, ao bater as asas no Amazonas, poderá desencadear uma tempestade no Texas? Será o tempo reversível, por nada permitir distinguir o futuro do passado? Para se ser bom cientista tem de se repudiar a religião e vice-versa?
A estas e muitas outras interrogações, responde-nos em Malicorne, no seu conhecido estilo leve, límpido e conciso, o Prof. Hubert Reeves, um astrofísico que nunca se esquece de olhar as estrelas, os mares, os átomos ou as borboletas também como um poeta.
Joseph Jean Louis Hubert Reeves was a Canadian astrophysicist and popularizer of science.
-- Hubert Reeves, astrophysicien, a publié au Seuil de nombreux ouvrages dont Patience dans l'azur, Poussières d'étoiles, Mal de Terre, Chroniques cosmiques, qui ont rencontré la faveur d'un très large public. Il préside la ligue ROC, pour la préservation de la faune sauvage. - Tiré de Je n'aurai pas le temps.