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Jornal Sem Data

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Esta obra acentua o carácter reflexivo da prosa deste grande escritor, incidindo na captação emotiva e sensível de factos, ambientes, sentimentos, num estilo paradigmático de quem possui um verdadeiro conhecimento da vida.

218 pages, Hardcover

Published December 1, 1998

4 people want to read

About the author

Fernando Namora

50 books53 followers
FERNANDO NAMORA nasceu a 15 de Abril de 1919, em Condeixa-a-Nova. Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (1942), exerceu clínica na sua terra natal, na Beira Baixa e no Alentejo e foi assistente no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa. Estreou-se nas letras com o vol. de poemas Relevos (1933); o seu terceiro livro de poesia (Terra, 1941) iniciou a colecção “Novo Cancioneiro”, órgão do Neo-Realismo, do qual fazia parte nomes como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio e Rui Feijó. Além de poesia e romances publicou contos, novelas, memórias, narrativas de viagem e biografias romanceadas, tendo a sua obra sido traduzida em várias línguas: As Sete Partidas do Mundo (1938), Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945); Minas de São Francisco (1946); Retalhos da Vida de Um Médico (1949-63), em dois vols.; A Noite e a Madrugada (1950); O Trigo e o Joio (1954); O Homem Disfarçado (1957); Cidade Solitária (1959); Domingo à Tarde (1961, Prémio José Lins do Rego); Diálogo em Setembro (1966), Os Clandestinos (1972); Cavalgada Cinzenta (1977); Resposta a Matilde (1980); Rio Triste (1982, Prémio D. Dinis); Nome para Uma Casa (1982); Sentados na Relva (1986). Em 1981, foi nomeado para o Prémio Nobel da Literatura pelo PEN Clube e pela Academia das Ciências de Lisboa. Foi condecorado pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 1988. Faleceu a 31 de Janeiro de 1989, em Lisboa.

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Profile Image for Rita Rodrigues.
20 reviews
March 27, 2024
"O amor pode exprimir-se pelo desejo de nos despojarmos de todas as nossas armas. Aquele que ama assim sente o receio constante de um golpe mortal, pois não lhe restam defesas - as defesas que voluntariamente se desmuniu."

"A dor nem sempre precisa de uma razão. Basta o hábito de a sentirmos."

"Duas pessoas muito parecidas, postas em convivência, tornam-se atrozes. É a caricatura refletida num número insuportável de superfícies espelhadas."

"Repudio tantas vezes a escrita porque vou para ela exaltadamente insubmisso e, aos poucos, palavra a palavra, sinto que a fúria se vaza. Nas palavras satisfez-se o ardor de mudar o que na vida pedia mudança; nas palavras afrouxou o incêndio que iria limpar o chão para novas florestas; nas palavras o outro do meu ser bebeu o hipnótico da vigília. Imitei a vida, escrevendo-a. Passei-a para uma outra zona de protestos e coragens da qual rapidamente me vi expulso."

"Tira-se o viço a uma flor se a afagarmos com carinho possessivo. Tal como no nosso amor pelas pessoas."

"A liberdade é uma abstração até ao dia em que homem prova a si mesmo que é capaz de a usar, e esse dia terá de ser aquele em que tal afirmação tem um preço de de um alto sacrifício ou de uma dolorosa renúncia."

"É que em discordância com António Alçada Batista, eu acho que, mesmo não resolvendo muitas coisas, os livros ajudam, pelo menos a resolver algumas. Ou, pelo menos, a incitar-nos à sua clarificação. (...) Dizia eu, pois, que o livro nos estremece, mas trata-se de um estremecimento como que enleador e sempre salutar. Antes de mais, porque nos chama a um purificador reencontro com a vida fruída, seja através de pessoas, seja através da terra, dos bichos, da natureza, de tudo o que está inscrito na memória coletiva e na memória individual como um amealhar de sabedorias matriciais."

"Nada tão penoso como a dor fundamentada num receio ou em qualquer coisa adversa que se julga ter sucedido. A efabulação fabrica e multiplica o sofrimento até ao imaginável. Em contrapartida, a dolorosidade com substrato definido é como uma incisão rápida que, quando sentida, já sabemos afrouxada e em vias de terminar."

"Há coisas que só são belas recordadas e não nos momentos em que as vivemos. Como o amor que, podendo ser belo, se torna penoso quando forçado a esconder-se, a dissimular-se, a desculpar-se, a conseguir um restrito espaço livre para, cada vez, respirar."

"A esquerda também se define por isto: a coragem de apontar a injustiça e o erro na sua própria casa."

"O ódio é uma maldição. Se lesa fundo aquele contra quem se dirige é ainda mais destrutivo para quem o sente."

"O aplauso é sempre mais banalizador que o desacordo. Por isso, se ele se torna convencional e repetitivo, acaba por nos saber a concluio que não podemos dar crédito - enquanto a contestação nos sugere um uso afoito da inteligência, mesmo que o erro seja um dos seus apreços."

"A bruma alonga os dias. Nela se retém o odor do tempo."

"A mão noutra mão, duas aves abrigadas no mesmo ninho, pode ser, e é tantas vezes, a suprema carícia."
Profile Image for Prapti  Panda.
301 reviews3 followers
May 31, 2023
Que coleção maravilhosa! Lê-se bem e há textos que me marcaram para a vida toda. Dito isto, também há partes que são penosas e difíceis de interpretar.
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