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On Wooden Tablets: Apronenia Avitia

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Fiction. Pascal Quignard recently received the Prix Goncourt, France's most prestigious literary prize, for his work. In ON WOODEN TABLETS, Quignard takes on the persona of a fourrth century Roman Patriarcian Matron who writes notes on wooden tablets, somewhat in the manner of Sei Shonagon's Pillow Book. She notes erotic souvenirs, jokes, scenes that have touched her, but also accounts and lists of things to do. For twenty years, "Apronenia Avitia" keeps this journal without mentioning, except in passing, the ruinous events she the Roman Empire is crumbling, invaded by the "Barbarians" from the North as well as infiltrated from within by the Christian "party." Perhaps she does not see. Perhaps she does not want to see. Translated from the French by Bruce X.

112 pages, Paperback

First published January 1, 1984

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About the author

Pascal Quignard

158 books304 followers
Romancier, poète et essayiste, Pascal Quignard est né en 1948. Après des études de philosophie, il entre aux Éditions Gallimard où il occupe les fonctions successives de lecteur, membre du comité de lecture et secrétaire général pour le développement éditorial. Il enseigne ensuite à l’Université de Vincennes et à l’École Pratique des Hautes Études en Sciences Sociales. Il a fondé le festival d’opéra et de théâtre baroque de Versailles, qu’il dirige de 1990 à 1994. Par la suite, il démissionne de toutes ses fonctions pour se consacrer à son travail d’écrivain. L’essentiel de son oeuvre est disponible aux Éditions Gallimard, en collection blanche et en Folio.

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Pascal Quignard is a French writer born in Verneuil-sur-Avre, Eure. In 2002 his novel Les Ombres errantes won the Prix Goncourt, France's top literary prize. Terrasse à Rome (Terrasse in Rome), received the French Academy prize in 2000, and Carus was awarded the "Prix des Critiques" in 1980.
One of Quignard's most famous works is the eighty-four "Little Treatises", first published in 1991 by Maeght. His most popular book is probably Tous les matins du monde (All the Mornings in the World), about 17th-century viola de gamba player Marin Marais and his teacher, Sainte-Colombe, which was adapted for the screen in 1991, by director Alain Corneau. Quignard wrote the screenplay of the film, in collaboration with Corneau. Tous les matins du monde, starring Jean-Pierre Marielle, Gérard Depardieu and son Guillaume Depardieu, was a tremendous success in France and sold 2 million tickets in the first year, and was subsequently distributed in 31 countries. The soundtrack was certified platinum (500,000 copies) and made musician Jordi Savall an international star.
The film was released in 1992 in the US.
Quignard has also translated works from the Latin (Albucius, Porcius Latro), Chinese (Kong-souen Long), and Greek (Lycophron) languages.

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22 (18%)
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11 (9%)
1 star
2 (1%)
Displaying 1 - 15 of 15 reviews
Profile Image for Vit Babenco.
1,789 reviews5,815 followers
June 23, 2022
On Wooden Tablets: Apronenia Avitia is a unique historical book written by the unique historical writer.
The fourth century… The Roman Empire is going to hell… Being ruined by barbarians from without and Christianity from within.
“Think about polishing toenails.” Apronenia Avitia writes in her wooden diary.
She is a pagan… She doesn’t care about the fate of the empire… She doesn’t sympathize with Christians… She wants to live her own life…
To the number of things doing away with boredom, I’ll add wine.
Wicked gossip about friends and relatives.
Dice.
Fruits.
Bathing…

She lives in her own world.
Happiness. Wandering the Suburnian road.
The eleventh hour. Gossip. Merchants closing up.
Receiving the Vitellian tablets.
Inebriation before going to bed.

History doesn’t see an individual with one’s personal day-to-day needs. History sees only rulers, epochs, wars and cataclysms.
And an individual doesn’t care about history. An individual just wishes to live happily.
Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
November 12, 2019
"CLVIII. Coisas que distraem do aborrecimento

Ouvir dizer mal dos amigos ou dos parentes.
O jogo do gamão.
Tomar banho.
Descer às cozinhas e comer.
Desenrolar um livro."


Evitar ler as tábuas de buxo de Apronenia Avitia.
Profile Image for la poesie a fleur de peau.
508 reviews63 followers
July 29, 2024
7.5/10

"Gosto da aurora, das sombras roídas pela claridade.
Os telhados do parque tornam-se pouco a pouco visíveis.O odor da noite, do suor e dos prazeres de que nos recordamos aos poucos, à medida que nos vamos despindo deles. Pouco a pouco a aparência retorna aos corpos, enquanto os vamos escondendo e maquilhando.
A água fresca sobre os olhos e na garganta."

***

"Spurius, triste, de olhar fixo, com as mãos a tremer, gagueja:— Houve um tempo em que eu não existia e houve um tempo em que tu não existias. Haverá talvez um tempo em que eu deixe de existir e tu existas, ou talvez um tempo em que tu não existas e eu exista. Serão sem dúvida os tempos mais tristes. Depois haverá um tempo em que ambos já não existiremos e nunca mais voltaremos a existir.
Enquanto ele falava, Spatalé repunha o azeite nas candeias. Eu acariciava-lhe com o dedo as costas da mão, que tremia."

***

Apronenia Avitia (sec. IV d.C), manteve, durante parte da vida adulta, um diário. Nas suas tábuas de buxo registou impressões, sonhos, diálogos ocasionais; anotou afazeres, listas de compras e tudo isso sobreviveu até aos nossos dias. Ainda que tenha vivido numa realidade diferente da nossa, são mais as coisas que nos aproximam do que as que nos diferenciam dos homens e mulheres que viveram naquele tempo, e estes apontamentos são exemplo disso: apesar das inúmeras mudanças, avanços e retrocessos que a humanidade tem conhecido ao longo dos séculos, continuamos a ser sensíveis à amizade e ao temor pela morte, a termos os nossos afazeres mundanos que se intervalam com episódios de beleza; continuamos, muitos de nós, a anotar impressões do mundo que nos rodeia, a criar registos dessas impressões para que perdurem nas nossas memórias (e, quem sabe, para que nos sobrevivam): escrevemos, fotografamos, filmamos... E, agora que anoto a marca que o livro deixou em mim vejo, de forma ainda mais clara e espelhada, o sentido do que escrevo: que diferença poderá existir entre o impulso que me leva a escrever estas palavras e o impulso que levou Apronenia Avitia a registar os seus diários?
Profile Image for Wendy.
Author 23 books87 followers
April 7, 2016
Fascinating foray into a new form of historical fiction, using Sei Shonagon's list poems among other models. The journal of a woman patrician during the years when the Roman Empire came under political domination by that nasty heretical group, the Christians. Part essay, part fiction, part poem, this book should be read as a wake-up call to those writers stuck in the pre-Broch historical fiction model.
Profile Image for Paulo Bugalho.
Author 2 books72 followers
September 4, 2025
Confesso que me deixei levar pela hipótese de que se tratasse mesmo da tradução de algum fragmento mal conhecido da herança latina. Porque escolho sempre a opção mais bonita, quando em dúvida, porque os fragmentos diarísticos são precedidos por uma falsa "explicação histórica" muito inteligente enquanto mecanismo ficcional, porque é mantido um equilíbrio de início muito convincente entre elementos de grande verosimilhança cronológica e outros em que se insinuam preocupações filosóficas que facilmente associamos ao pensamento de Quignard. Depois percebi que era tudo uma belíssima farsa, um aproveitamento. E mesmo assim segui encantado por estes falsos apontamentos de um matrona romana que vivendo ao lado de uma das grandes catástrofes da civilização a que pertence (as invasão dos bárbaros por uma Roma impotente e refém da sua própria opulência) decide comunicar a si própria tudo o que fica de fora: os seus amores, o que come, a luz sobre o Tibre ao entardecer, os gestos de escravos e amantes, objectos a comprar (malvas para prisão de ventre, tabuinhas do Tejo para escrever). Uma gema.
Profile Image for Carla Pereira.
21 reviews1 follower
January 13, 2022
Que pérola bonita!

"Entre as coisas que são raras, acrescentaria um livro bem corrigido.
Um homem que esquece o olhar dos outros homens.
Uma pinça de depilar que depila.
Persianas nas janelas que não deixem passar a luz do dia. "
15 reviews
February 27, 2023
Дочитала=домучала. Местами интересно, местами надо быть очень сильно погруженной в тематику. Утомило вступление к книге так, что дальше не пошли и все записки. Под поездку в Рим было норм, но повторять не буду, хотя задумка у книги интересная.
Profile Image for Jorge Palinhos.
Author 22 books8 followers
December 23, 2019
An intriguing and evocative take on individual life at the end of the Roman empire.
Profile Image for Etienne Mahieux.
541 reviews
May 11, 2014
"Les Tablettes de buis d'Apronenia Avitia" prend la forme d'un canular érudit qui peut rappeler les premières fictions de Borges, qui se donnaient comme les commentaires des livres des autres. Le livre propose la traduction des notes intimes d'une patricienne du Bas-Empire romain, assortie de notes indiquant parfois le texte original latin, et d'une introduction présentant l'auteur comme oubliée par l'historiographie traditionnelle car ses tablettes ne font pratiquement pas mention des difficultés politiques et religieuses du moment.
Tel est le talent de latiniste de Quignard qu'on s'y croirait : mais il a tout inventé, bien sûr, et ces tablettes sont un roman en forme de miscellanées. Nombre de notes se limitent à quelques mots : listes de choses vues, de choses à faire, bons mots d'un tel ou d'un tel. D'autres sont plus développées. L'introduction nous donne quelques pistes d'interprétation, mais c'est bien sûr pour que nous en trouvions d'autres. Ressort des "Tablettes" une philosophie matérialiste, un intérêt exclusif pour ce qui est présent, immédiat, matériel ; on comprend alors qu'Apronenia vit dans une sorte de bulle épicurienne éloignée du monde (vivons cachés : Epicure et Lucrèce n'ont guère de pensée politique) où ses amis sénateurs viennent se soulager un instant du poids des responsabilités. Bulle aristocratique condamnée ; Apronenia écrit ses premières notes à l'âge de cinquante-et-un ans et c'est le journal d'une vieillesse qui se souvient de l'amour, celui notamment de Quintus Alcimius. Mystérieux, dépaysant, le livre est ainsi empreint d'une sensualité tragique.
Profile Image for Elprimordial Sorel.
193 reviews23 followers
July 19, 2021
"A mí el texto de los buxi me pareció curioso. Y pensé que si el lector consentía en prestarle la tibieza de su aliento, esos olores y esos ensueños, esas ropas y esas formas recuperarían una especie de resplandor y de movimiento, y que tal vez esta antiquísima sombra femenina erigiese a su lado, en el aire, el recuerdo de un cuerpo vivo".

"Apronimia está cada vez más sola. Legañosa, coja, gastada, no sale de sus palacios, o de lo que le queda de ellos en Roma. Es una abubilla gris, rosa y negra oculta en un agujero de un inmenso árbol muerto, picoteando la corteza mohosa y polvorienta".

"II. Cosas poco frecuentes.

A las cosas poco frecuentes, añadiría un libro bien enmendado.
Un hombre que olvida la mirada de los demás hombres.
Una pinza de depilar que depila.
Contraventanas que no dejan pasar la luz".

"LVII. Alegrías de la aurora.

Me gusta la aurora, las sombras devoradas por el resplandor.
Los tejados y los árboles del parque empiezan a distinguirse poco a poco.
El olor de la noche, del sudor y de los placeres de los que uno se acuerda poco a poco, a medida que se va despojando de ellos. Poco a poco la apariencia regresa a los cuerpos, según los ocultamos y maquillamos.
El agua fresca sobre los ojos y en la garganta".

"CLVI. Los orificios del cuerpo.

Tengo la impresión de que los nueve orificios de mi cuerpo están inútilmente abiertos. Sin duda empiezan a darse cuenta de que dan al vacío. Mis nueve orificios empiezan a hablar con el silencio de la muerte".

"Me miraba. Parecía un hombre presa de una gran angustia, o tal vez un soldado mercenario en combate, en el momento en que el dios Pan se abate sobre él para enloquecerlo y extraviarlo".
Profile Image for Dara B.
324 reviews151 followers
May 18, 2016
2010:
Обязательно перечитаю, как только привезу свои книги в Астану - она странная �� замечательная.

*

UPD, 2016:
Взяла с полки и сразу перечитала. Мне очень нравится это ощущение времени и пространства человеческой жизни и эта обманчивая простота. Вокруг рушится старый порядок, а потом и империя, а Апровения Авиция перечисляет, что нужно купить к званому ужину, вспоминает умершего любовника, подсчитывает доходы, и пересказывает разговоры с друзьями и сны.

Как и мы все.

(И в этом всем чувствуется рушение империи).
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