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O Opositor

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Um jornalista de São Paulo vai a Manaus fazer uma reportagem sobre plantas alucinógenas e logo se vê envolvido em uma misteriosa trama envolvendo as organizações mais poderosas do mundo. O opositor é um livro vertiginoso, desconcertante, em que o leitor vai sendo enfeitiçado pelo divertido texto de Verissimo.

Quarto romance publicado por Verissimo, O opositor, que saiu pela primeira vez em 2004, foi também o quinto volume da coleção Cinco Dedos de Prosa, em que a editora Objetiva convidou autores para escreverem histórias inspiradas em cada um dos dedos das mãos ― Luis Fernando Verissimo ficou com o polegar.

O narrador é um repórter paulista que viaja a Manaus para escrever uma matéria e é seduzido por Serena, uma mulher com os dois polegares decepados que lhe prepara chás alucinógenos. Num raro momento de sanidade, ele entra num bar e conhece Polaco, um homem grande e vermelho que parece estar sempre bêbado. No bar ― que acaba se revelando uma metáfora do próprio Brasil ―, Polaco conta sua história.

140 pages, Paperback

First published January 1, 2004

3 people are currently reading
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About the author

Luis Fernando Verissimo

146 books364 followers
Nascido em Porto Alegre e filho do também escritor Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo (Luís Veríssimo, na ortografia legal) é famoso por suas crônicas cheias de ironia humorística. Além de escritor, ele também é jornalista, publicitário, cartunista e tradutor. Entre suas paixões, estão a família, o time de paixão, Internacional de Porto Alegre, e o jazz sendo praticamente inseparável de seu saxofone.
Seus amigos o definem como "uma pessoa que fala escrevendo". Em público, ele é tímido e de forma alguma aparenta ser o autor de seus irreverentes textos. É considerado o escritor que mais vende livros no Brasil.

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1 star
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Displaying 1 - 11 of 11 reviews
Profile Image for Celso Rangel.
7 reviews
October 26, 2015
Leitura boa, gostosa, divertida, e interessante. O conteúdo em si nao é grande coisa, mas o Verissimo conta de forma agradável e simples. Rapidinho de ler e de dar vontade de passar uns dias em Manaus.
Profile Image for Waldir F. Reccanello.
278 reviews1 follower
June 21, 2025
Verissimo escreve como quem sabe o que está fazendo - o que, no Brasil, já o torna automaticamente suspeito. Aqui ele larga a crônica de jornal por uns minutos e desce para o lado sujo da ficção, aquele onde jornalistas vão pra Manaus atrás de suco e voltam com delírio coletivo engarrafado. É o quarto livro da coleção Cinco Dedos de Prosa. Coube a Verissimo o polegar, e ele usou o dedo mais opositor da mão para apontar para o centro da paranoia mundial. Resultado: uma novela curta, seca, lisérgica e com mais símbolos do que uma tábua Ouija mal diagramada. A mistura é de noir e metaficção, como se Ed Mort resolvesse investigar um caso escrito por Umberto Eco depois de tomar um chá que fala latim. O narrador é um paulista, jornalista vagamente útil enviado à floresta pra descobrir alucinógenos amazônicos. Encontra Serena, uma mulher de beleza binacional e ausência digital - polegares amputados por questões místico-apocalípticas. Depois aparece o Polaco: uma torre vermelha de álcool e segredos, sentado numa cadeira a que chama de pátria, e que diz trabalhar para o “Grupo Meierhoff”, uma organização secreta que decide o futuro do mundo de uma saleta atrás de uma loja de bibelôs em Bruxelas. Claro. Por que não? A narrativa se desenrola entre goles de cachaça e xícaras de chá alucinógeno, entre o texto jornalístico que nunca acontece e a ficção que engole tudo; o leitor vai de suco de caju a conspiração global em três parágrafos. Entre risos e assombro, o que surge é uma alegoria tão brasileira que transpira sarcasmo e febre ao mesmo tempo. A voz narrativa lembra Hammett numa espreguiçadeira tropical: frases curtas, pontas soltas, o tom cínico e cansado de quem já viu demais, mas que ainda assim se surpreende com a estupidez do mundo. Mas também tem um quê de Eco - aquele prazer suspeito em construir labirintos que, no fim, só servem para confirmar que a saída esteva trancada desde o início. O bar em Manaus funciona como espelho do país: uma mistura de frutas, cachaça, calor e mentiras bem contadas. Lá dentro tudo parece possível - até um assassino profissional filosofando sobre a culpa com citação de Baudelaire. No fim das contas, o livro é sobre histórias que se contam para não enlouquecer - ou para disfarçar o fato de que já se enlouqueceu. É um livro curto com consequências longas. Uma comédia de erros e delírios onde o absurdo faz mais sentido do que o normal. Uma sátira tropical sobre o que sobra quando o mundo decide apertar o botão vermelho - e depois esconde o dedo.
3 reviews
January 9, 2022
Cuidado por onde andam seus opositores hein
Profile Image for Stef.
74 reviews
October 15, 2024
Not as good as clube dos anjos

Still an enjoyable story, and a good read for anyone at an intermediate level learning Portuguese. Not as good as clube dos anjos!!
Profile Image for Víctor Augusto.
61 reviews1 follower
November 24, 2015
Apesar de um encerramento um tanto quanto súbito, em "O polegar opositor", Veríssimo nos traz uma curiosa e interessante história que se desenvolve sobre a dúvida sobre a verdade e o delírio.
Profile Image for Bogdan.
740 reviews48 followers
June 5, 2018
Excellent micro-novel. Great story, even though unplausible. For few minutes after reading it, I had a shadow of doubt regarding story's plausability or if it is a product of Amazonian heat, halucinogens or alcohol combined.
Displaying 1 - 11 of 11 reviews