Quem disse que dinheiro não cresce em árvores? Os habitantes de Felicidade herdaram de um velho sovina uma semente mágica. Nasceu uma árvore de onde as notas brotavam em grande quantidade! A euforia foi geral! Já pensou? Enriquecer de repente, depois de uma colheita rápida e milionária?! Ninguém ia querer perder uma oportunidade dessa. Será mesmo?
Domingos Pellegrini (Londrina, 23 de julho de 1949) é um escritor brasileiro. Filho de um barbeiro e de uma dona de pensão, desde pequeno ouviu muitas histórias contadas pelas pessoas ora no salão de seu pai, ora na pensão de sua mãe, aproximando-se assim da tradição das narrativas orais. Formado em Letras, mais tarde passou a trabalhar como jornalista. Lançou o primeiro livro em 1977, O homem vermelho, uma coletânea de contos. Com ele recebeu o Prêmio Jabuti, um dos mais importantes prêmios literários do país. Nesse mesmo ano, lançou nova coletânea de contos, Os meninos. Além da literatura, escreve para jornais e revistas e faz trabalhos publicitários. Entre as suas obras destacam-se Terra Vermelha, que conta a história da colonização do Paraná, O Caso da Chácara Chão e o já citado O Homem Vermelho, tendo recebido por estas duas últimas obras o prêmio Jabuti. Nasceu e vive em Londrina, onde estudou Letras. Trabalha com jornalismo e publicidade. É autor de contos, poesias, romances e romances juvenis. Vive atualmente na Chácara Chão, em sua cidade natal, de onde envia colunas para o Jornal de Londrina e para a revista Globo Rural, entre outras publicações. - Wikipédia
E para adultos como eu, cujo tema é dificílimo. A história se passa em Felicidade, pequena cidade com seu povo simples e trabalhador. Um velho rico e avarento deixa 3 sementes de árvores que passam a florescer dinheiro. E todos ficam muito muito ricos. E como são muito muito ricos não precisam (e não querem) mais trabalhar. As mercadorias começam a escassear e os preços vão às alturas. Surge a inflação, a cidade estagna até que... a fonte seca, acabou o dinheiro. E agora? O que será de Felicidade?
4,9 tenho um carinho muito grande por esse livro, por ter sido um dos muitos (o muitos pode ser um exagero) livros que li na escola, a história é cativante o suficiente, para fazer uma criança de 11 anos perder alguns intervalos na biblioteca.
Eu lembro de ter achado esse livro bem interessante. Ele brincava com a ideia de uma expressão que as pessoas usam tanto "dinheiro não dá em árvore", e acho a premissa de "...mas e se desse" muito legal. Eu quero muito reler esse e outros favoritos da Vaga-Lume pra ver o que acho deles hoje em dia. Essa é uma coleção muito especial.
Narrativa que promove uma interessante reflexão sobre o poder do dinheiro - o que fazer com ele e a sua influência no nosso modo de ser e estar em sociedade. Pela narrativa, reflexão e linguagem, pode ser lido e apreciado por todas as faixas etárias.
Domingos Pellegrini conseguiu fazer aquilo que a maioria dos escritores infanto-juvenis almeja: criar uma história dinâmica com uma lição de moral latente.
Na pequena cidade Felicidade, a maioria da população vive pobre, mas com uma vida relativamente feliz. Contudo, a pessoa mais rica da cidade - o velho - está prestes a deixar a vida miserável que leva e a legar tudo a seus inquilinos e devedores.
Sua morte causa uma festa na cidade, e esse desrespeito será pago nos acontecimentos seguintes, quando uma árvore que dá dinheiro é plantada a pedido do falecido na praça da cidade.
Os personagens que aparecem não tem nome, apenas funções: o pai, o açougueiro, o quitandeiro, o menino, etc. Essa despersonificação tem motivo - qualquer um poderia ser seduzido pelo brilho reluzente do ouro, ou melhor, do verde das notas.
O velho é uma clara inversão de Scrooge, o velho rico e sovina que é ensinado sobre caridade e empatia na véspera de Natal na obra de Charles Dickens. Não é necessário conhecer esse, mas torna a leitura mais rica.
É um ótimo livro e a história se sustenta mesmo nos dias de hoje. Não recomendo para crianças abaixo da faixa dos oito simplesmente porque uma certa noção matemática é necessária.
Este foi um dos primeiros livros que li na vida. Eu era bem pequeno, com menos de 10 anos, e o tinha pegado na biblioteca da escola, quando a professora levou a turma para escolhermos nossa leitura da semana. Na época, ter em mãos uma futura leitura com mais de 100 páginas foi como um desafio pra mim. Lembro de ter gostado bastante da história, mas já não me recordo de quase nenhum detalhe. Apenas queria poder comprá-lo, agora que sou adulto, e relê-lo. Quando fizer isso, volto aqui e escrevo uma resenha de verdade.
"Com qualquer nome ele ia morrer do mesmo jeito: sozinho, apesar de rodeado de gente."
"— A vida é um buraco — disse um velho suspirando. — E viver é ir cavando cada vez mais fundo — disse o outro levantando e pegando a cadeira — até que o buraco fica pronto e a gente deita dentro."
"O açougueiro jogou os ombros para cima e eles caíram de volta no mesmo lugar, que é um gesto que não custa nada e resolve tudo."
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Verdadeira lição de moral sobre valores, moral, economia, política e trabalho, onde dinheiro pode destruir ou construir dependendo do uso e finalidade dados ao mesmo.
Li no colégio e até hoje ainda me lembro claramente da história, é uma forma divertida de aprender sobre temas econômicos que podem ser difíceis para crianças e até mesmo para alguns adultos.
Este livro conta a história de um pequeno povo onde um dia qualquer uma árvore começa a dar dinheiro. Nesse momento as pessoas ficam loucas porque da nada eles viraram ricos, mas quando um deles decide sair da cidade para gastar sua nova fortuna descobre que o dinheiro se volta cinzas. O que fazer se todos lá já mandaram comprar artigos e tem grandes dívidas com o banco? Envergonhados, eles fecham suas portas a todos os turistas que começaram a chegar para conhecer esse fenômeno mas há uma possibilidade, vender coisas para os turistas e fazer de sua cidade um novo ponto turístico. Agora tudo começa a dar certo de novo, mas uma outra coisa está acontecendo de novo com as árvores... elas estão morrendo. Sem nada mais que oferecer aos turistas é hora que o povo procure um novo jeito de viver.
O que eu mais gostei deste livro é que demonstra perfeitamente as atitudes que as pessoas normalmente têm com o dinheiro, a loucura que provoca ganhá-lo quando nunca se tem tido nada e a obsessão em que este pode se virar.
Livro de fácil e agradável leitura. Fiquei bastante satisfeito durante toda a leitura do livro e me peguei refletindo várias vezes sobre algumas situações apresentadas. O livro conta a história de uma pequena cidade chamada Felicidade, na qual uma árvore subitamente começa a dar dinheiro; e toda a narrativa do livro nos mostra como os habitantes da cidade reagem a isso. O autor toca em pontos como a ganancia, o egoísmo, a desonestidade, e alguns outros tipos de comportamentos que as pessoas podem tomar visando o interesse próprio. Mas a grande questão do livro é: dadas as mesmas circunstancias, será que faríamos diferente?
Se você está se questionando se deve ou não ler este livro: leia.
Esse foi um dos primeiros livros que li na vida. De fato, o primeiro que peguei numa biblioteca e li até o final. Lembro que gostei bastante da história, apesar de não lembrar os detalhes... O que lembro é que ele retrata muito bem o desejo das pessoas por ter mais, e sem esforço. A partir do momento que algo não é mais tão útil, ninguém tenta resolver, e simplesmente abandona aquilo. Enfim, eu talvez leia esse livro novamente após terminar minha quase infinita lista..
O enredo é exatamente esse: na pequena e tranquila Felicidade, uma árvore, e com ela outras, começam a dar dinheiro. Porém, as notas se esfarelam fora dos limites da cidade. Parece um livro despretensioso, mas possui lições nas entrelinhas, especialmente em respeito ao consumismo e avareza. É divertido de ler mas também coloca o leitor a pensar.