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O Jardim Adormecido e outros poemas

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A minha imagem pública permanece mais forte do que a minha inquietação. Eu sou o que se designa como "o poeta da Palestina" e requer-se de mim que fixe o meu lugar na língua, que proteja a minha realidade do mito e domine uma e outra, para ser ao mesmo tempo parte da História e testemunha do que ela me fez sofrer.
É por isso que o meu direito a um futuro implica revolta contra o presente e defesa da legitimidade da minha existência no passado. A minha poesia está assim transformada em prova de existência ou de nada. - Mahmud Darwich

Os poemas aqui apresentados foram extraídos dos volumes La terre nous est étroite et autres poèmes, Plus rares sont les roses e Poèmes palestiniens. A versão portuguesa dos poemas, bem como a do prefácio do autor, assenta na tradução francesa, da autoria de Elias Sanbar, Abdellatif Laâbi e Olivier Carré. - Albano Martins

117 pages, Paperback

Published May 1, 2002

28 people want to read

About the author

Mahmoud Darwish

223 books12k followers
محمود درويش
Mahmoud Darwish was a respected Palestinian poet and author who won numerous awards for his literary output and was regarded as the Palestinian national poet. In his work, Palestine became a metaphor for the loss of Eden, birth and resurrection, and the anguish of dispossession and exile.

The Lotus Prize (1969; from the Union of Afro-Asian Writers)
Lenin Peace Prize (1983; from the USSR)
The Knight of the Order of Arts and Letters (1993; from France)
The Lannan Foundation Prize for Cultural Freedom (2001)
Prince Claus Awards (2004)
"Bosnian stećak" (2007)
Golden Wreath of Struga Poetry Evenings (2007)
The International Forum for Arabic Poetry prize (2007)

محمود درويش هو شاعرٌ فلسطيني وعضو المجلس الوطني الفلسطيني التابع لمنظمة التحرير الفلسطينية، وله دواوين شعرية مليئة بالمضامين الحداثية. ولد عام 1941 في قرية البروة وهي قرية فلسطينية تقع في الجليل قرب ساحل عكا, حيث كانت أسرته تملك أرضًا هناك. خرجت الأسرة برفقة اللاجئين الفلسطينيين في العام 1948 إلى لبنان، ثم عادت متسللة عام 1949 بعد توقيع اتفاقيات الهدنة، لتجد القرية مهدمة وقد أقيم على أراضيها موشاف (قرية زراعية إسرائيلية)"أحيهود". وكيبوتس يسعور فعاش مع عائلته في قرية الجديدة.

بعد إنهائه تعليمه الثانوي في مدرسة يني الثانوية في كفرياسيف انتسب إلى الحزب الشيوعي الإسرائيلي وعمل في صحافة الحزب مثل الإتحاد والجديد التي أصبح في ما بعد مشرفًا على تحريرها، كما اشترك في تحرير جريدة الفجر التي كان يصدرها مبام.

أحد أهم الشعراء الفلسطينيين والعرب الذين ارتبط اسمهم بشعر الثورة والوطن. يعتبر درويش أحد أبرز من ساهم بتطوير الشعر العربي الحديث وإدخال الرمزية فيه. في شعر درويش يمتزج الحب بالوطن بالحبيبة الأنثى. قام بكتابة وثيقة إعلان الاستقلال الفلسطيني التي تم إعلانها في الجزائر.

Tras una juventud dentro de la Palestina ocupada, años salpicados por numerosos arestos, se trasladó a Egipto y después al Líbano para realizar su sueño de renovación poética. Será en su exilio en Paris, tras tener que abandonar forzosamente el Líbano, donde logre su madurez poético y logre un reconocimiento ante los ojos occidentales.

En 1996, tras los acuerdos de Oslo para la autonomía de los territorios de Gaza y Cisjordania, dimite como ministro de Cultura de la Organización para la Liberación de Palestina y regresa a Ramallah. Allí dirige la revista literaria Al Karmel, cuytos archivos fueron destruidos por el ejército israelí durante el asedio a la ciudad en el año 2002.

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Profile Image for José Simões.
Author 1 book52 followers
June 19, 2020
É frequente olhar de lado para livros traduzidos a partir de uma tradução. Como aliás, já escrevi aqui sobre um outro livro de poesia, naquele caso era de Adonis (sírio), uma antologia traduzida por Nuno Júdice. Esta é de Albano Martins e segue as traduções francesas disponíveis no mercado. Tal como naquela, é frequente termos a sensação de que determinada frase ou expressão serão muito mais deliciosas no original. Que mesmo a versão em francês será já uma redução do campo de sentidos possíveis no árabe. Por outro lado, porém, é muito interessante ver escrito em português os sentimentos de um palestiniano culto e inteligente, que tantas provações passou naquela parte do mundo. Só a introdução já valia a compra, o resto é bom, muito bom, demasiado bom para que ninguém tenha ainda vertido estes poemas directamente do original. São as armas, a guerra e as paisagens os temas predominantes: a omnipresença de umas, a incompreensibilidade de outra e a invocação das últimas. «A pátria é a paisagem», escreveu Ortega y Gasset nas suas andarilhas «Notas de andar e ver»; pois Mahmud Darwich escreve «A pátria (...) é beber o café da mãe/ e voltar a casa, tranquilo, ao fim do dia.» Não sabemos se é o mesmo soldado que dirá adiante que «Não gosto dos que defendo/ e não sou inimigo dos que combato», mas em todo o caso é a noção da desumanização perpetrada pela guerra que liga estes versos. E que nos mostra, cruamente, que enquanto nós andamos aqui tristes da vida porque passámos uns tempos fechados em casa, do outro lado de um mar que também é nosso, ainda se mata e se morre por um pedaço de terra, por uma fronteira. São vidas que contam, ali, onde surgiram alguns dos eixos da nossa cultura. Aproximemo-nos então.

E, assim, cada vez vou gostando mais da «poesia do mediterrâneo», seja da Palestina ou da Líbia, de Portugal ou da Sérvia.

Sobre os poetas da Palestina fica um interessante documento, de uma página importantíssima:
https://www.mppm-palestina.org/conten...
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