Jornalismo Cultural no Século XXI: Literatura, artes visuais, teatro, cinema, música [A história, as novas plataformas, o ensino e as tendências na prática]
No mercado editorial brasileiro e mundial, existem poucas obras dedicadas ao universo do jornalismo cultural, muito embora ele atraia cada vez mais profissionais e responda por uma fatia importante do faturamento dos veículos de comunicação. Buscando preencher essa lacuna, Franthiesco Ballerini oferece ao leitor um panorama amplo e aprofundado do tema. Partindo de um histórico do surgimento e da consolidação do jornalismo cultural no Brasil e no mundo, o autor mostra como a atuação nesse nicho se consolidou ao longo dos séculos e em seguida mergulha nas principais áreas cobertas por ele: literatura, artes visuais, teatro, cinema e música. Mas não só: atento às mudanças provocadas pelo advento da internet, Ballerini fala sobre os novos universos – como games, gastronomia e moda – e as novas plataformas – portais, redes sociais – em que os jornalistas especializados podem atuar. Contando com entrevistas detalhadas com os jornalistas culturais mais importantes em atividade no Brasil, a obra traz ainda um capítulo sobre o ensino universitário da especialidade e um ensaio sobre as inter-relações entre consumo e cultura.
Um livro que traz incontáveis reflexões sobre o caminho que o Jornalismo Cultural pode seguir. O autor conseguiu transmitir com uma pluralidade digna de elogios os pensamentos, contradições, realidades e teorias presente em toda a obra. Indicado não somente para o Jornalista que busca a área cultural, como todas as outras editorias. A meu ver, o livro é muito positivo para pensar o Jornalismo do século XXI em sua definição e atuação, como um processo de autocrítica, visto a distância que se encontra o Jornalismo Cultural em sua atuação contemporânea. Sobre uma perspectiva mais crítica, em minha visão, poderia existir uma abordagem mais significativa as plataformas de redes sociais para refletir sobre o conteúdo que se faz presente. Em particular o Youtube, que perdido na titulação de criador de conteúdo, se faz presente algumas funções do jornalista.