Na primeira página temos um Hércules consternado gritando: "Que loucura é essa?"
Isso resume bem as histórias, elas não fazem muito sentido, é uma loucura atrás da outra, com duas tentativas de desenvolver alguma história em comum entre meia dúzia de personagens que, pura e simplesmente, não funcionam. Mas não funcionam porque todos tem dramas internos mais importantes que fazer uma equipe de heróis de segunda divisão funcionar na Califórnia, como boa parte das histórias são do Bill Mantlo há toda aquela consternação sobre aceitação e adequação, até funcionava no Hulk, mas seis pessoas que passam o tempo inteiro duvidando se as outras cinco gostam delas é uma bosta.
No início, até vai; as primeiras edições, coincidentemente, todos os personagens estão no campus da universidade, quando deuses do Olimpo resolvem obrigar o Hércules e a Vênus a casar com a Hipólita e o Ares, respectivamente. O Anjo e o Homem de Gelo que estavam se matriculando, a Viúva Negra que procurava emprego e o Motoqueiro Fantasma que estava motocando pela região se envolvem na pancadaria. No final temos um final feliz em que ninguém casa.
O problema de um time B de super-heróis é que vão acabar enfrentando super-vilões de B para baixo, como, por exemplo: Rampage, o super-vilão da recessão econômica, tipo o Homem de Ferro pobre - e esse é o vilão recorrente do grupo.
Depois temos espiões russos, o Metalóide - o pior não é enfrentar o Metalóide, pior é não derrotar o Metalóide, cacete, o Hércules tá no time, um cara que sai no pau com o Thor e o Hulk, e eles apanham pro Metalóide -, o Enxame, o Modok e empreiteiros da Stark que lograram o Anjo e construíram o prédio com materiais de segunda categoria para combinar com o time.
E mais um monte de coisa acontece envolvendo: Homem de Ferro, Homem Aranha, Golias Negro, Hulk, Sentinelas, Doutor Samson, Magneto, a paixão do Homem de Gelo pela Estrela Negra, o Doutor Destino conquistando o mundo em uma das reviravoltas mais chocantes de todos os tempos.
É tosco. Muito tosco, nada parece se encaixar numa sequência lógica de eventos, mas é justamente essa tosquice que deixa a coisa legal.
Os Campeões são o filme B do quadrinho de super-heróis, dá pra ir com fé que fica ainda pior e, ainda assim, é divertido.
Tirando a edição do Metalóide, a incompetência é triste nessa.
Não dá para levar a sério o Metalóide.