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Memorias militares

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106 pages, Hardcover

Published January 1, 1998

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Profile Image for Oscar.
220 reviews
March 31, 2016
Este libro es maravilloso. Es como estar escuchando el relato de un hombre mayor, ex combatiente.

Quienes transcribieron las Memorias de Averio lo hicieron claramente de un dictado del Coronel, y respetaron estrictamente su relato, al grado de "atropellar" incluso algunas reglas de la redaccion.

El libro en si no es una joya literaria; todo lo contrario: quien busca buena narracion desde el punto de vista literario se encontrara con un chasco. Este libro es especificante el relato de guerra de un hombre mayor (anciano)

Fue un gran descubirmiento en su momento cuando rescataron estas hojas del olvido y tambien fue un gran descubrimiento personal, cuando di con el.
245 reviews
July 30, 2026
📜 A GUERRA DO PARAGUAI PELA VOZ DOS DERROTADOS – ÚLTIMO EPISÓDIO

⚔️ O fim de um país em guerra: como Silvestre Aveiro testemunhou os últimos dias do Paraguai e a morte de Solano López 🇵🇾

Depois dos dramáticos acontecimentos de San Fernando, descritos nos capítulos anteriores, as Memorias Militares (1864–1870) entram em sua fase mais comovente. O tom muda. As investigações deixam de ocupar o centro da narrativa e dão lugar à luta desesperada de um país que já havia perdido quase tudo, mas que ainda se recusava a abandonar a resistência.
Para o coronel Silvestre Aveiro, integrante da Secretaria do Quartel-General de Francisco Solano López, começava uma jornada que jamais esqueceria.

As grandes fortalezas paraguaias haviam caído. Humaitá já não era a barreira que durante anos impediu o avanço aliado. Após as derrotas de Lomas Valentinas e a ocupação de Assunção, o governo paraguaio foi obrigado a abandonar a capital e seguir para o interior do país.

Aveiro descreve essa retirada como um dos períodos mais difíceis da guerra.

Já não existiam cidades capazes de sustentar o Exército. Os soldados marchavam por caminhos precários, enfrentando calor, chuvas, doenças e uma escassez cada vez maior de alimentos. Muitas vezes, segundo o coronel, o pouco que restava era dividido entre militares e civis que acompanhavam a coluna.

Mulheres carregavam crianças, preparavam alimentos quando era possível encontrá-los e auxiliavam os feridos. Idosos caminhavam ao lado dos soldados. Famílias inteiras seguiam o governo porque acreditavam que aquela era a única alternativa de sobrevivência.

Nas páginas de suas memórias, Aveiro transmite a imagem de um país exausto, mas que ainda preservava um forte sentimento de identidade nacional. Em seu relato, a continuação da guerra não era vista apenas como uma decisão militar, mas como uma tentativa de impedir que o Paraguai desaparecesse como Estado independente.

Foi nesse contexto que ocorreu a Campanha das Cordilheiras.

Enquanto os exércitos da Tríplice Aliança avançavam, o Quartel-General mudava constantemente de posição para evitar o cerco definitivo. Cada retirada significava abandonar depósitos, documentos, equipamentos e, muitas vezes, parte da própria população, incapaz de acompanhar a marcha.

As dificuldades aumentavam a cada semana.

A alimentação tornava-se escassa. Animais utilizados no transporte morriam pelo desgaste. A falta de medicamentos agravava doenças que se espalhavam entre soldados e civis. Mesmo assim, Aveiro afirma que muitos permaneciam determinados a continuar.

Foi durante essa fase que ocorreram combates decisivos como Piribebuy e Acosta Ñu.

Embora Aveiro não transforme esses episódios em longas descrições emocionais, suas memórias deixam claro que o Paraguai já combatia com recursos extremamente limitados. A historiografia registra que, nos últimos meses da guerra, adolescentes e até crianças passaram a integrar forças paraguaias, consequência da enorme redução do efetivo militar após anos de conflito. Esse é um dos aspectos mais dolorosos da guerra e continua sendo estudado por historiadores, que procuram compreender as circunstâncias que levaram a essa situação extrema.

À medida que o cerco aliado se fechava, a resistência tornava-se cada vez mais difícil.

O Quartel-General seguiu para o norte do país até alcançar a região de Cerro Corá.

Segundo Silvestre Aveiro, aquele era praticamente o último refúgio do governo paraguaio.

No dia 1º de março de 1870, as tropas brasileiras alcançaram a posição ocupada por Francisco Solano López.

O combate foi rápido e intenso.

Durante o confronto, Solano López foi atingido e morreu nas proximidades do arroio Aquidabán. Seu falecimento marcou oficialmente o fim da Guerra do Paraguai.

A famosa frase "Muero con mi patria" ("Morro com minha pátria") tornou-se um dos maiores símbolos do conflito. Entretanto, historiadores discutem até hoje as circunstâncias exatas em que essas palavras teriam sido pronunciadas. Alguns relatos contemporâneos afirmam que ele realmente disse algo semelhante; outros consideram que a frase pode ter sido registrada posteriormente e transformada em símbolo nacional. Aveiro registra a morte de López como o encerramento da resistência organizada, mas não é a única fonte sobre esse episódio.

Com a morte do presidente, o conflito chegou ao fim.

O Paraguai saía da guerra profundamente devastado.

Grande parte de sua infraestrutura estava destruída. A economia encontrava-se em colapso.

Milhares de famílias haviam perdido parentes, propriedades e meios de subsistência. As estimativas sobre o número de mortos variam entre os historiadores, mas todos concordam que a Guerra do Paraguai provocou uma das maiores catástrofes demográficas da história da América do Sul.
Silvestre Aveiro sobreviveu ao conflito.

Anos depois, decidiu registrar suas lembranças em Memorias Militares (1864–1870).

Seu objetivo era contar como aqueles acontecimentos haviam sido vividos por alguém que permaneceu ao lado do governo paraguaio até os momentos finais da guerra.

Seu livro não pretende ser neutro. Pelo contrário. É o testemunho de um participante direto dos acontecimentos.

É justamente por isso que sua obra possui enorme valor histórico.

Os historiadores utilizam suas memórias não como verdade absoluta, mas como uma fonte primária, comparando seu relato com documentos militares brasileiros, argentinos, uruguaios, paraguaios, correspondências diplomáticas e pesquisas produzidas ao longo de mais de um século.

Nenhuma fonte, sozinha, explica completamente um acontecimento tão complexo quanto a Guerra do Paraguai.

Mas, reunidas, elas permitem compreender melhor como diferentes pessoas enxergaram o mesmo conflito.

Ao terminar suas memórias, Aveiro deixa ao leitor um registro que ultrapassa o campo militar.
Seu livro fala de coragem, sofrimento, convicções políticas, perdas humanas e das marcas deixadas por uma guerra que transformou definitivamente a história da América do Sul.

Mais de 150 anos depois, suas páginas continuam sendo lidas porque preservam algo que os documentos oficiais nem sempre conseguem transmitir: a experiência de quem viveu a guerra por dentro.
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> 📚 Nota histórica: Esta série de dados foi baseada principalmente em Memorias Militares (1864–1870), do coronel Silvestre Aveiro, complementada por pesquisas historiográficas e documentos produzidos no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. As interpretações atribuídas a Aveiro representam o testemunho de um participante direto da guerra e foram contextualizadas à luz de outras fontes para oferecer uma visão historicamente equilibrada.
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🙏 Chegamos ao fim desta série. Se ela contribuiu para ampliar seu conhecimento sobre a Guerra do Paraguai, compartilhe este conteúdo. A História é mais bem compreendida quando diferentes fontes são lidas, comparadas e debatidas com respeito às evidências. Deixe sua opinião nos comentários: qual foi o episódio que mais chamou sua atenção ao longo desta jornada? 🇵🇾📖

PS: So falta culpar o Brasil, na realidade o Pais foi invadido, as duas primeiras coisas a morrerem numa Guerra, são: A Verdade e a Razão. Portanto, é normal Ainda mais nos dias de hoje, criar narrativas sobre tudo.
O pai de Solano Lopes, o advertiu para não entrar em conflito com o Brasil. Caso entrasse, seria derrotado. F-A-T-O!

O maior erro de Fernando Solano Lopes é ter levado essa guerra ao extremo. Quando há guerra, as forças vão até o limite, e esse limite, muitas vezes é destrutivo para um dos lados, o perdedor. Infelizmente foi assim para o Paraguai. Condenar os vencedores por serem vencedores, é um erro ainda maior. As circunstâncias da época levaram-nos para o conflito. Poderia ter sido evitado? Negociado? Com os olhos de hoje, para fácil dizer, mas naquela época...

A ilimitada resistência de Solano Lopes ,a morte de milhares de crianças e idosos como também a morte dos escravos brasileiros q foram injustamente convocados para essa guerra, e a grande catástrofe econômica, politica e social q enfrentam até hoje os três países q estiveram nesta guerra

A Argentina colocou os negros na linha de frente como bucha de canhão. Nesta época, quase metade da população Argentina era negra.
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