Continuando nossa odisseia vampírica, chegamos na fase da Nacy A Collins escrevendo Vampirella, 2014 a 2016, ou algo assim.
Como vocês sabem, o critério para leitura é a falsa gratuidade da assinatura de gibis digitais ou a boa velha promoção do vintão, no caso, a falsa gratuidade.
Vampirella começa de sobretudo e, na hora de invadir o ritual macabro no cemitério, resolve voltar pro maiô cavadão que tanto amamos, bem na hora que tudo parece resolvido, as crianças da escuridão estão tomando uma surra, armadilha, agora Vampirella está em processo de possessão pela Senhora das Sombras do título.
O Vaticano que terceiriza os serviços da Vampi na hora de caçar demônios, entende isso como uma traição e resolve matar a Vampirella, claro, ela sobrevive e descobre que, para enfrentar a Senhora das Sombras, ela deve matar vampiros mais esquisitos e poderosos para se apropriar do poder sobrenatural ou algo de gênero.
Vietnã, Grécia, Cárpatos; vampiro de tripas, vampiro-cobra, vampiro roxo dentuço parente da Mônica, respectivamente.
Eu achei essa ideia genial, explorar as diferentes mitologias vampíricas, tradições, monstros e tudo mais, tinha tudo para durar umas 10 edições, fácil, mas são só três. Depois que ela passa a régua na vampirada, ela enfrenta a tal da Senhora numa edição muito sem graça em que nada parece funcionar. Depois tem mais uma edição sobre freiras demoníacas, e a Vampirella vestida de freira, taí uma imagem que vai ficar no meu cérebro.
No geral, achei a ideia boa, mas mal executada, os desenhos são sem graça e a resolução do principal conflito não funcionou direito.
Contudo tem uma coisa interessante, eu sempre penso na Vampi como a versão alienígena de Drakulon, porém, nos últimos anos, tem havido uma ênfase na versão filha de Lilith, e uma dessas edições explica que todos os vampiros são filhos de Lilith, cada um é diferente, porque dependendo do demônio que a Lilith tava pegando na época, o filhote vampiro saía meio diferente um do outro, e, considerando a variedade de tipos de vampiros que temos por aí, a Lilith andou ocupada.
Ô.
Põe ocupada nisso.