O batismo infantil é considerado uma prática estranha por boa parte dos evangélicos no contexto brasileiro, formado principalmente por igrejas batistas e pentecostais. Para esses irmãos, a ordenança do batismo precisa ser acompanhada de profissão de fé – o que as crianças pequenas obviamente não são capazes de fazer. Nessa situação, é importante explicar as razões que nos levam a receber como membros da Igreja, através do batismo, os filhos menores das famílias da aliança. Meu objetivo, portanto, é esclarecer os leitores quanto ao conceito e prática reformada relacionados ao significado, simbolismo e forma do batismo; e, principalmente, explicar as razões pelas quais o praticamos.
O Rev. Paulo Anglada é ministro presbiteriano há mais de trinta anos. Sua formação teológica inclui um mestrado em Teologia pela Potchefstroom University for Christian Higher Education e doutorado em Ministério pelo Westminster Theological Seminary in California. Atualmente ele é pastor emérito da IPCPa, presidente da Associação Reformada Palavra da Verdade, professor de Novo Testamento, Teologia Sistemática e Pregação no International Reformed Theological College, e tem se dedicado especialmente à pesquisa e publicação de literatura teológica reformada.