Carlos Calado conta a trajetória do movimento que mudou a MPB por meio de uma abrnagente reconstituição histórica baseada em entrevistas, farta pesquisa em arquivos e material iconográfico em grande parte inédito.
Livro muito interessante para pensarmos o fenômeno social e histórico da Tropicália. Não explora muito sua estética e foca demais na dupla Gil e Caetano, explorando pouco outros personagens importantes como Tom Zé e Torquato. O autor não cai no erro de esquecer a ligação entre Jovem Guarda e Tropicalismo, além de explorar bem a disputa que havia entre a tradição x pop na música brasileira durante a segunda metade da década de 1960. Mostrou-se um livro importante para quem tem interesse pelo tema, justificando sua presença em diversas bibliografias.
Uma pesquisa extensa aliada a uma escrita medíocre resultaram nesse livro de interesse dúbio. É difícil não esperar uma sintaxe original (e não esse desfile de biografismos previsíveis) de um livro sobre um dos movimentos artísticos brasileiros mais fascinantes. No entanto, as histórias são interessantíssimas. O que aconteceu na segunda metade dos 60 no Brasil não pode ser esquecido - como não poderiam ser esquecidos vários momentos que já o foram. Um volume válido para todos que se interessam em conhecer melhor os pormenores da história tropicalista - para uma reflexão mais consequente sobre a música do movimento, o "Tropicália: Alegoria Alegria", do Celso Favaretto, vale mais a pena.