Macedonio Fernández was an Argentine writer, humorist, and philosopher. His writings included novels, stories, poetry, journalism, and works not easily classified. He was a mentor to Jorge Luis Borges and other avant-garde Argentine writers. Seventeen years of his correspondence with Borges was published in 2000. He also published poetry, including "Creía yo" ("I believed").
A um terço de “Bonsai” de Alejandro Zambra, surge a referência a “Tantália”, um conto incluído em “Antologia da Literatura Fantástica”, compilado pelo trio maravilha, Ocampo, Borges e Casares, que causa um enorme mal-estar entre os seus protagonistas. Ainda que enverede por caminhos demasiado filosóficos para o meu gosto...
Seu pensamento conhecia a igual possibilidade do Nada e do Ser e acreditava ser plenamente inteligível e possível uma total substituição do Todo-Ser pelo Todo-Nada.
...na essência, esta história simples de Macedonio Fernández revela que, pequenas ou grandes, as coisas só assumem a importância que a nossa superstição lhes quer dar.
Acredito nisso. E aquilo em que as pessoas acreditam é muito maior do que nossa capacidade de acreditar naquilo – quem se mede pela capacidade de acreditar? não me diga, pois, ser absurdo temerário acreditar. Toda mulher acredita que a vida do amado pode depender do murchar de um cravo que ela lhe der, se por acaso o amado se descuidar e não o puser no vaso que ela lhe presenteou em outros tempos. Toda mãe acredita que o filho que parte com sua “ bênção” está protegido do mal; toda mulher acredita que sua reza fervorosa tem poder sobre os destinos. Tudo-é-possível é minha crença. Assim, pois, Eu acredito.
Quando Ele acha que está a tornar-se insensível, Ela oferece-lhe uma planta com a esperança de contribuir para sua reeducação sentimental. Ele teme pela sobrevivência de um ser tão frágil e que precisa de tantos cuidados, mas esse receio atinge uma aura de maldição com uma simples afirmação.
Foi Ela que veio um dia lhe dizer que esse trevo seria o símbolo da existência de seu amor. Passam a ter receio de que a plantinha morra e de que com ela morra um deles, ou o pior: o amor deles, única morte que há.
Surge, então, a necessidade imperiosa de tomar uma medida em relação à planta.
Em ambos também o pavor que sentimos em todas as situações irreparáveis, quando acabamos de criar uma impossibilidade qualquer, como, neste caso, a impossibilidade de saber se ainda estava viva ou qual era a plantinha que fora, no início, um presente de amor.
Tão perto, porém tão longe, tem o feitio duma frase-feita para resumir o suplício de Τάνταλος. Se a simbologia de um amor morrer, morre o amor com ela? Pela óptica do trevo, das copas se faz paus neste conto. Então decide-se baralhar o símbolo num bosque de forma a nunca mais encontrar o tal entre tantos outros trevos. Ao não ter percepção do seu fado, foge-se à questão colocada "y alumbró prestamente la idea de martirizar la inocencia y orfandad a fin de obtener el suicidio del Cosmos por vergüenza de que en su seno prosperara una escena tan repulsiva y cobarde. ¡Al fin y al cabo, el Cosmos también me ha creado a mí!"
”Everything that a clover desires and everything that a man desires is given and denied to him.”
It is a story of moments. It begins with him discovering he has lost his inability to love. She gives him a plant to help him recover his emotions. She tells him this will be a symbol of the existence of her love. Then, however, he realizes that the plant will die one day. This is a very short story I found in ‘The Book of Fantasy’ put together by Borges, among others. That more or less means that while short, it can be read four or five times, and with each reading, it gives a little more of itself. I searched for it because it plays a major part in Zambra’s ‘Bonsai’ that I read a couple of weeks earlier. Welcome to this weird world!