O argumento é terrí Pedro foi visitar a avó doente em outra cidade e, ao voltar, encontrou seu único irmão morto na cozinha de casa. Suicídio. Nos sete dias seguintes, seguiu toda a liturgia que compreende as forças do luto, da amizade e da burocracia para tentar resolver a bagunça em que vivia. No oitavo dia, a avó doente atendeu aos apelos da Ceifadora e saiu do mundo também. Velhice. Memorial leve conta essa história real ― e um tanto bizarra ― lançando mão do ingrediente mais inesperado para a ocasiã um humor que passeia pelo nonsense, pelo ingênuo e pelo mordaz. A morte e o suicídio são o pano de fundo para uma conversa franca e improvavelmente divertida sobre família, luto, religião, amor e a mais completa falta de sentido que existe em estar vivo.
Pedro (o autor) sempre teve o dom da palavra, mas nesse trabalho se superou! Com uma leitura leve, apesar de tratar de um tema tão complexo, me envolveu de uma forma que acabei o livro todo em 1 dia e meio! Tendo feito parte da história desses personagens da vida real (e eles da minha), como fiz por muitos anos da minha adolescência, ler esse livro me proporcionou um mergulho ao passado. Apesar da circunstância mais do que trágica, o Memorial Leve traz uma oportunidade para lembrarmos não só do Raphael, mas dos Staite como um todo (e aí englobo toda a quantidade enorme de agregados que essa família sempre teve) com muito carinho.
Mas cuidado, o livro possui alta dose de humor negro. Comecei a ler o livro para ajudar a dormir e acabei terminando de ler de uma tacada só. A narrativa é bem tranquila, leve e bem humorada, ainda mais se tratando de um tema tão complexo (suicídio/depressão). Ele nos mostra que qualquer tema pode e deve ser tratado de uma forma diferente, leve.